2631 – Astronáutica – Brasil e China em Parceria


Carona a bordo
É o que os pesquisadores chamam de órbita circular heliossíncrona, que permite ao satélite sobrevoar um determinado ponto sempre à mesma hora. Para os estudiosos que irão analisar as imagens, esse fator é fundamental, pois possibilita que se tenha as mesmas condições de iluminação solar para comparação de registros tomados em dias diferentes.O Longa Marcha levou de carona um passageiro extra: o microssatélite Saci-1 (Satélites de Aplicações Científicas). Totalmente desenvolvido no Inpe, ele representa um pequeno, mas valioso, troféu para a tecnologia espacial brasileira, pois nenhum outro país do continente fabrica seus próprios satélites. O Saci foi construído com alumínio especial e aço inox, é leve — pesa só 60 quilos — e tem vida útil de 18 meses. Carrega quatro experimentos científicos desenvolvidos por centros de pesquisas brasileiros, como o próprio Inpe e as universidades federais do Rio Grande do Norte e da Paraíba, em parceria com institutos americanos e japoneses.
Bolhas no céu
Um dos experimentos será estudar as bolhas de plasma que se formam na alta atmosfera que se desenvolvem na ionosfera durante a noite sobre a região equatorial e são influenciadas pelas estações do ano e longitudes. As equipes do Inpe querem saber como essas bolhas se originam. “A compreensão dos fenômenos físicos e químicos que ocorrem na ionosfera e magnetosfera têm impacto direto na engenharia espacial e nas telecomunicações por satélite ou radionavegação, como o GPS”.
A hora do VLS
A primeira tentativa, no entanto, não deu certo. No dia 2 de novembro de 1997, um dos quatro ignitores do foguete falhou e ele explodiu Mas, até o final do ano, o VLS, levando o Saci-2, estará novamente acoplado à base no Centro de Lançamento de Alcântara, aguardando a esperada contagem regressiva para rasgar o céu do Maranhão. É o que falta para que o Brasil garanta um lugar de destaque entre o seleto grupo de países que dominam a tecnologia espacial.
A pequena família dos principais satélites brasileiros
Satélites de Coletas de Dados
São aqueles que captam informações recolhidas por plataformas terrestres sobre bacias hidrográficas, nível de rios e marés e ajudam na previsão do tempo
SCD-1 – Foi ao espaço a bordo do foguete Pegasus e
funciona desde 1993
SCD-2A – Era para ser colocado em órbita pelo primeiro Veículo Lançador de Satélite (VLS) brasileiro. Mas um dos ignitores falhou e o foguete explodiu em novembro de 1997
SCD-2 – Também lançado por um foguete Pegasus, está em órbita desde outubro do ano passado
Satélites Sino-Brasileiros
CBERS-1 – Lançamento a bordo do foguete chinês Longa Marcha 4 em outubro
CBERS-2 – Lançamento previsto para outubro de 2001. O satélite já está sendo montado nos laboratórios do Inpe, em São José dos Campos, em São Paulo
CBERS-3 e 4 – Em fase de negociações entre os dois países. O Brasil tende a aumentar a participação de 30% para 50%
Microssatélites
Divisão que inclui os satélites pequenos, de até 100 quilos. Eles podem ter aplicações científicas e funcionam também como protótipos e experimentos tecnológicos
Saci-1 – Irá de carona no foguete Longa Marcha, acoplado logo abaixo do CBERS. Mas depois ganha órbita independente
Saci-2 – Será lançado a bordo do VLS brasileiro, em Alcântara, nos próximos meses.

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