2622-Plataforma de Petróleo afundada


Brent Spar

A Shell decidiu afundar Brent Spar, um imenso tanque de óleo no mar do norte, e com isso abriu polêmica científica sobre o uso do mar como lixeira, colocando assim as plataformas de petróleo no mapa dos grandes problemas modernos. Trata-se de um tanque de 14.500 toneladas e 137 metros de altura, que armazena óleo no lençol de Brent no mar do norte da Escócia. Em fevereiro de 1995 a Greenpeace ocupou o tanque abandonado. Na Alemanha houveram 50 atentados contra postos de gasolina. Os políticos aceitam que as plataformas sejam colocadas no fundo do mar, mas com restrições. Existem 6500 estruturas de extração de petróleo nos mares do planeta, o que fazer depois que o óleo sobre elas se esgotar? Um duto com ar ou água em alta pressão, acionado por geradores elétricos desce oceano abaixo e penetra na terra até onde está o óleo ou gás. Furado o lençol, o petróleo jorra pelo orifício como um pneu furado. No alto, o óleo é separado do gás, água e areia e armazenado ou levado por oleodutos e navios. Algumas são verdadeiros monstros. Brent Charlie, em operação no mar do norte desde 1973 tem 300 mil toneladas. A maior do mundo, a norueguesa Troll pesa 1.030.000 toneladas. Só os pilares eqüivalem a 200 caminhões pesados, mas as modernas são menores. Em todo o mar do norte, são 2,5 milhões de toneladas de aço, 193 mil toneladas de alumínio e 174 mil toneladas de cobre que poderiam parar no mar, segundo o Greepeace. Há materiais perigosos em equipamentos como transformadores elétricos, nos quais há óleo a base de PCB, o venenoso difeno policlorato , também conhecido como escarel no Brasil. Não há evidências do argumento da Shell de que plataformas de petróleo ou tanques possam ser úteis para bactérias e proteínas no fundo do mar. 97% do material é reciclável. Toneladas de aço, zinco e cobre poderiam ser reutilizadas, mas o custo seria monumental. A solução proposta para o futuro é remover plataformas mais modernas e menores e reaproveita-las. O Brasil produz 300 milhões de barris de petróleo por ano, 74% extraído do mar.
Brent Spar era uma instalação de reserva de petróleo operada pela Shell UK. Com a construção de um oleoduto conectado ao terminal de Sullom Voe, nas Ilhas Shetland, o reservatório foi retirado de utilização em 1991. O fato teve grande repercussão junto ao público em 1995, quando o governo britânico anunciou o seu apoio aos planos da Shell, de inutilizar o equipamento, afundando-o a 2,5km de profundidade no oceano Atlântico.

Activistas da Greenpeace ocuparam Brent Spar por mais de três semanas. Face à oposição política e pública, no norte da Europa (incluindo um amplo boicote a estações de serviço da Shell, alguns ataques físicos e de um incêndio criminoso atentado contra uma estação de serviço na Alemanha), a Shell abandonou seus planos de afundar Brent Spar no mar -, continuando para defender a sua acusação de que esta era a opção mais segura, tanto do ponto de vista ambiental, como numa perspectiva de saúde e de segurança industrial. A Greenpeace também sofreu durante a campanha, quando teve de reconhecer que a sua avaliação do petróleo Brent Spar restante em tanques de armazenamento havia sido grosseiramente sobrestimada. Após a decisão da Shell para prosseguir apenas em terra, Brent Spar foi dada temporária amarrações em um fiorde norueguês. Em Janeiro de 1998 a Shell anunciou a sua decisão de re-utilização de parte da estrutura principal na construção de novas instalações portuárias perto de Stavanger, Noruega.

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