2608 – Fonógrafo, o tataravô das Pick-ups


Fonógrafo, depois dele ainda viria o gramofone, antes das bolachas de vinil que tocavam a princípio em 78 rpm

Em 1877, o americano Thomas Alva Edson inventou o aparelho que consistia um cilindro de latão preso a dois mancais, e sobre o qual havia um sulco helicoidal que o recobria ao longo do seu comprimento. Era revestido por uma delgada lâmina de estanho. O som, recolhido por um funil cônico, provocava a vibração de um diafragma metálico que constituía a base do funil: dali o movimento transmitia-se a uma agulha, presa a uma mola chata, a qual gravava na folha de estanho, sobre o sulco do cilindro de latão subjacente. Para escutar o que foi gravado, era só girar manualmente a manivela que fazia o cilindro girar, fazendo a agulha percorrer o sulco. O movimento da agulha fazia oscilar o diafragma metálico, produzindo uma vibração sonora. A amplificação era feita por meio mecânico do mesmo funil em trompa usado no processo de gravação. Em relação ao fonógrafo, o gramofone introduziu uma inovação, o disco no lugar do cilindro metálico. Pesado, frágil e com pouco espaço para gravar e fácil desgaste o disco do gramofone foi antecessor dos discos microssulco (vinil ou PVC) desses rudimentares equipamentos surgiram os atuais modernos. O microssulco » Até 1948, obtinha-se o som por meio do disco girando-se a 78 rotações. A American Columbia, porém, introduziu o microssulco naquele ano. Um disco de matéria plástica, muito mais leve e elástico. Girando a uma velocidade de 33 1/3 de rpm. Desde 1958 a gravação era feita em sistema estéreo, no qual os dois canais sonoros estão separados em dois canais.

2607-Mega Almanaque-Por que a Vodca não congela no freezer?


Absolute, a vodca absolutamente pura

E por falar em Rússia…

Por que a Vodca não congela no freezer?
Porque a temperatura de congelamento de soluções alcoólicas é muito baixa. Em alguns casos menor que -70ºC. A vodca por possuir alta concentração de álcool de cerca de 40% impede que o freezer atinja temperatura suficiente para congela-la, o m3esmo não acontece com a cerveja que tem uma concentração de 5%. Esse fenômeno explica o uso termômetros com álcool e corante no lugar do mercúrio em regiões muito frias. O álcool puro congela a 117,3ºC negativos , enquanto o mercúrio congela a 38,85ºC negativos.

2606-História – O Desenvolvimento da Rússia


As repúblicas socialistas soviéticas foram criadas para abrigar importantes grupos de diferentes nacionalidades. Um grande crescimento populacional ocorreu em Moscou e Leningrado (atual S. Petersburgo) , cidades onde se iniciou o processo inicial de industrialização da União Soviética. A Rússia transformou-se de uma economia agrícola atrasada em um estado militarmente poderoso e intensamente industrializado, apenas superado pelos EUA. Isso aconteceu, todavia, ás custas de imenso sofrimento humano, intensificado pela invasão alemã. A URSS englobava inúmeros grupos étnicos, bem como várias religiões, línguas e culturas. A maioria da população era de origem eslava, incluindo-se os russos e ucranianos que constituíam o 1° e 2° maiores grupos nacionais. O russo era a língua oficial. Alguns grupos como azeirbajanos, armênios e bálticos buscavam não apenas manter suas origens, mas também estabelecer sua independência da Rússia. De 1985 a 1990, Gorbachov ampliou as relações com a China e com o ocidente. Suas medidas irritaram a velha guarda do partido e a oposição tentou um golpe de estado, que fracassou e deu início a fim do socialismo.
É sob o comando de Moscovo que Moscóvia (também conhecida como Principado de Moscovo ou Grão-Ducado de Moscovo) reanima-se e organiza a sua própria guerra da reconquista, voltando a anexar os seus territórios. Depois da queda de Constantinopla em 1453, Moscóvia permaneceu como o único estado cristão mais ou menos funcional na fronteira oriental da Europa, permitindo reclamar a sucessão do Império Romano Oriental. No começo do século XVI, o principado decide que o objectivo nacional seria recuperar todos os territórios russos perdidos durante a invasão dos Tártaros e proteger a região fronteiriça do Sul contra contra-ataques dos Tártaros da Crimeia e dos Turcos. Os nobres foram obrigados a servir nas forças militares para esta reconquista.

No século XVI, Ivan, o Terrível, foi oficialmente coroado o primeiro czar da Rússia, em 1547. Durante o seu reinado, Ivan IV reconquista os territórios aos tártaros e cria uma Rússia multi-cultural e multi-religiosa. No fim do século, Ivan consegue criar as primeiras sementes na Sibéria. Ivan também será lembrado pelas atrocidades cometidas durante sua época.

As barreiras criadas pelos muçulmanos na zona da Turquia e do médio-oriente fizeram que as especiarias oriundas da Índia destinadas para a Europa passassem pela zona norte-este da Europa: Moscóvia. O principiado soube aproveitar esta tendência e criou grandes rotas comerciais entre a Índia, a Moscóvia e, por fim, a Europa.

Porém, as novas vias comerciais marítimas com o Oriente abertas pelos portugueses durante os Descobrimentos, contribuíram para o declínio da riqueza que então viera a ser gerada através dessas rotas comerciais.
Apesar da Rússia, na época, ser um dos países mais poderosos do mundo em termos militares, apenas uma fina parte da população (os nobres) tinham boas condições de vida. Os camponeses eram terrivelmente pobres e trabalhavam de sol-a-sol os seus terrenos sem poder possuí-los. As sucessivas derrotas em várias guerras e batalhas durante a Primeira Guerra Mundial e o descontentamento geral da população fizeram com que a economia interna começasse a deteriorar-se. A instabilidade e a pobreza tiveram como consequência a Revolução Bolchevique. Esta revolução ocorreu em duas datas significativas, 1905 e 1917.

A Revolta de 1905 é considerada como o marco inicial das mudanças sociais que culminaram com a Revolução de 1917. O desempenho desastroso das forças armadas russas na Guerra Russo-japonesa (1904 – 1905) intensificou essas contradições e precipitou os acontecimentos, sendo essa derrota considerada como causa imediata da Revolução de 1905, cujo estopim foi o episódio conhecido como “Domingo Sangrento”.

A impopularidade crescente de Nicolau II fez com que este fosse obrigado a convocar a Duma, na época, uma espécie rudimentar de legislativo. Estas medidas surtiram escasso efeito, visto que os partidos eram sistematicamente vigiados e a Duma era controlada pela aristocracia e pelo czar, que podia dissolvê-la a qualquer momento. Até 1905, o sistema político da Rússia czarista não possuía partidos políticos, com todo o poder concentrado nas mãos do imperador. Destaca-se que estas mudanças, embora significativas sob o ponto de vista político, não alteravam o quadro social da maior parte da população russa. Nesta ocasião, emergem com força os Sovietes e o Partido Operário Social-Democrata Russo (fundado em 1898), dividido entre Mencheviques (análogo a minoria em Russo – меньшеви́к) e Bolcheviques (análogo a maioria em Russo – большеви́к)

Este quadro político-social foi profundamente alterado pela deflagração da Primeira Guerra Mundial.

2605-Civilizações Antigas: Os Maias


Seca de 200 anos pode ter sido a principal causa do declínio desse povo que reinou por cerca de 2 milênios na região correspondente a Guatemala, ao sul do México. A descoberta de uma grande seca no lago Chichancanab pela observação de seus sedimentos ajudou a compor um quadro detalhado do início da derrocada daquele povo.

Como os maias sabiam tanto sobre astronomia?

Enquanto estiveram no auge, entre os anos 200 e 900, os maias, que habitaram a América Central, foram uma das civilizações mais cabeças do planeta. Seus conhecimentos matemáticos e de astronomia estavam não apenas à frente de todos os outros povos vizinhos, mas também dos chineses e dos europeus.

Eles eram craques da matemática e foram os únicos, em todas as Américas pré-descobrimento, que desenvolveram um sistema completo de escrita. No ano 325, eles já dominavam o conceito de zero, coisa que os europeus só descobriram e começaram a usar cerca de 700 anos depois.

Eles também eram excelentes observadores do céu. Em várias cidades maias, como Palenque, Sayil e Chichén Itzá, os centros astronômicos ocupavam áreas centrais. O Caracol, de Chichén Itzá (à direita), foi construído por volta do ano 1050, tinha 22,5 metros de altura e era dedicado ao deus da chuva, Chaac.

Cruzando a matemática com a observação, os maias conseguiram conhecer, com uma precisão espantosa, a duração dos ciclos lunar, solar e do planeta Vênus. Eles calcularam que Vênus passa pela Terra a cada 583,935 dias – algo espantosamente próximo do número considerado correto hoje, que fica entre 583,920 e 583,940. Também definiram que o ciclo lunar dura 29,53086 dias (atualmente os astrônomos falam em 29,54059).

Os maias registraram que o Sol completa seu ciclo em 365,2420 dias, enquanto que na atualidade esse número está definido em 365,2422. Com base nesses conhecimentos, eles criaram um conjunto de calendários complexos e interligados que, juntos, formavam um dos sistemas de contagem do tempo mais precisos de sua época.

Hoje sabemos que os maias estavam certos em seus cálculos. Mas como foi possível que eles avançassem tanto sem usar nenhum tipo de lente?

Entre os europeus, a astronomia só começou a avançar mais rápido lá pelo século 17, quando Galileu Galilei se apropriou da invenção do telescópio, registrada pelo fabricantes de lentes holandês Hans Lippershey, para olhar para o espaço. É difícil saber como os maias chegaram a essas conclusões porque, enquanto Galileu localizava manchas no Sol e identificava o planeta Júpiter, os espanhóis se empenhavam em destruir a civilização maia.

Como os maias não tinham um reino unificado, foi um processo lento, em que cada cidade-Estado caiu sozinha. A última, Tayasal, foi derrotada em 1697. Todas elas foram saqueadas e tiveram bibliotecas e templos queimados. “Não conhecemos as pesquisas deles em detalhes, porque os espanhóis destruíram tudo o que encontraram pela frente. É certo que o que sobrou é apenas um resíduo do conhecimento que eles tinham construído”, diz o antropólogo americano Marcello Canuto, professor da Universidade Yale, nos EUA.

Poucos documentos resistiram. O mais importante deles é o Código Dresden, um manuscrito que reúne praticamente tudo o quesabemos sobre os conhecimentos matemáticos e astronômicos deles. Nesse texto de 39 folhas, escritas dos dois lados, encontram-se não só a descrição de rituais religiosos mas também os cálculos para a previsão de eclipses e as conclusões a respeito do ciclo de Vênus – que funcionava como uma referência para a data das colheitas e para a escolha
da época mais favorável para guerrear.

Curosidade: Calendários marcavam datas de festas e sacrifícios

Os maias tinham uma maneira curiosa de registrar o tempo. Mais do que simplesmente contar os dias, seus calendários tinham a função de identificar as datas propícias para cada atividade. Os pesquisadores sabem que, a partir de combinações matemáticas, eles faziam uma espécie de prognóstico astrológico para prever o que iria acontecer numa determinada data. Dependendo dessa previsão, o dia podia ser reservado para o trabalho na colheita ou para rituais religiosos, quase sempre acompanhados de sacrifícios aos seus deuses.