2603-Mega Bloco – Darwin e a Evolução das Espécies


A bordo da rudimentar embarcação Beagle, numa viagem que durou 5 anos;de dezembro de 1831 a outubro de 1836, Darwin explorou as costas da América do Sul, a Patagônia, Terra do Fogo, Chile, Peru; as Ilhas Galápagos e a Austrália. Ele partiu em 27 de dezembro de 1831. Sob o comando do Capitão Fitz-Roy; também meteorologista (1805-1865). Se darwin tivesse levado à bordo o produto de todas as caçadas e coleções que fez (235 toneladas) seu barco provavelmente tinha ido à pique, mas ele despachava para o Prof. Henslow todo o material que recolhia. Do Brasil enviou dezenas de caixas de insetos. Da Austrália, ornitorrincos. Da ilha dos cocos, amostras de tipos raros de formação carbonífera. Casou-se em 1839 e em 1842 mudou-se para Down já com a saúde debilitada; trabalhou com anfinco até a data da sua morte em 1882.
Fatos pareciam favorecer a Teoria da Evolução: Fósseis recolhidos da América do Sul pareciam-se muito com certos exemplares da fauna viva das Ilhas Galápagos. Darwin observou também, que o número de indivíduos de uma mesma espécie se multiplicavam como era de se esperar. A ostra por exemplo, lança ao mar centenas de milhares de ovos.No entanto, apenas 1 ou 2 se tornarão ostras adultas.Conclui-se portanto que existe uma competição pela sobrevivência.Variações por causa da competiçãosão criadas e transmitidas hereditariamente e com o tempo vão se acumulando. Assim, as populações se transformam e acabam se diferenciando muito das antepassadas. Desta maneira, novas espécies se formam; diversas espécies díspares entre si, podem descender de uma mesma espécie-tronco. A perna do cavalo, o braço do homem, a nadadeira da baleia e a asa da ave têm basicamente estrutura semelhante.

2602-Mega Rádios – Uma emissora em São Paulo igual as de Nova Iorque


Flash da Pool

Outdour da Pool em 1985

Tratava-se da Pool FM, que saiu do ar no início de 1996, dando lugar a Opus e em seguida a Nativa FM.
POOL FM
Vejamos esse texto abaixo , retirado de um site e que reivindicava a volta da Pool Fm

“O ideal é a emissora entrar no lugar
a decadente “rede de rock” da 89 FM
A 89 FM está moralmente falida. Não conseguindo ser uma rádio alternativa que tanto quis ser, a 89 fez erros que sua estrutura financeira impecável tenta ocultar mas não consegue.
A decadência da 89 FM vem de muito tempo. Seu declínio é até mais antecipado do que muitas rádios alternativas que foram falidas e extintas. Quem observou os rumos do radialismo rock com atenção e objetividade, pôde ver que a 89 FM sinalizou sua decadência já em 1987, quando os donos, de uma família milionária de sobrenome Camargo, decidiram corromper a “rádio rock” que implantaram no lugar que era da “Pool FM”.
Esta emissora, que animava o segmento dance music (dos flertes da soul music com as pistas de dança nos anos 70, até a onda break dos anos 80) nos 89,1 mhz, surgiu em 1983 e incluiu o consagrado DJ Julinho Mazzei na sua equipe. O nome era cedido pela sócia Pool, uma famosa empresa fabricante de roupas, sobretudo jeans.
A parceria foi rompida em dezembro de 1985 (só retomada anos depois numa outra freqüência), quando a emissora 89 FM buscou parceria com o Jornal do Brasil e, pegando carona no sucesso das rádios Fluminense (RJ) e 97 (SP), criou a 89 FM, já autodenominada “A Rádio Rock”.
Embora a rádio se afirme como “definitiva” e ”à prova de qualquer crise no segmento rock”, a 89 FM já tinha um temível odor pop. desde quando surgiu. Durante os primórdios a 89, que se dizia “alternativa”, na prática era apenas uma rádio de rock correta e eficaz, mas não ousada. Tinha bons programas específicos, era talvez a melhor coisa que a 89 tinha, porque a programação normal da emissora só era roqueira de fato até 1987.
Por isso, seria melhor que a 89 FM largasse a cultura rock, trazendo de volta a velha Pool FM. Até porque de FM de dance music, a 89 FM só não tem o vitrolão, mas de locutores “poperó” a emissora está cheia, com o suporte de Alexandre Hovoruski, aquele sujeito que produziu várias coletâneas de dance baba para hoje posar de “homem do rock”.
Aliás, a 89 FM e todas suas afiliadas e similares estão recebendo o repúdio cada vez mais crescente dos roqueiros autênticos que, a médio prazo, pode colocar a 89 FM nos últimos lugares de audiência. Sabemos todos que qualquer hipótese de largar o rock irrita os profissionais da 89, mas a pretensão deles tem seu preço, e ele é muito caro.
A campanha tem as seguintes reivindicações:
– Em primeiro lugar, a conversão da “rede rock” da 89 FM na “rede Pool”, o que significa a substituição do perfil pretensamente roqueiro pelo perfil dance music, com ênfase aos clássicos soul dos anos 70, à disco music e ao funk autêntico dos anos 70 e ao pop. romântico dos anos 70 e 80. É algo como uma Jovem Pan nos seus momentos mais dançantes, mas numa perspectiva próxima à da Antena Um, só que com a locução pop que aqui se encontra no segmento certo (afinal, qual locutor bem animado se sentirá bem diante de um repertório barra-pesada do rock, que ele só finge gostar porque ganha um bom salário?).
– Do contrário que a rádio de rock Fluminense (RJ) que, para ser reativada, mudou de sintonia (do FM para o AM), a Pool FM deve voltar
EXATAMENTE NA MESMA FREQUÊNCIA que surgiu, os 89,1 mhz do dial de São Paulo, o que significa que suas afiliadas, a Rádio Cidade do Rio de Janeiro e a 103 FM de Sorocaba, devem seguir a mesma conduta.
– Com a Rádio Cidade, a mudança irá trazer um detalhe essencial: a emissora, embora hoje se autoafirme “A Rádio Rock”, se consagrou como FM de dance music quando surgiu, em 1977, segmento que foi integralmente abordado pela emissora até 1984. A volta da Rádio Cidade à dance music irá recuperar a moral da emissora antes da comemoração dos 25 anos, em maio de 2002 .
Atualmente não existem rádios especializadas em disco dance no Brasil , o que temos no momento em S.Paulo é tal Energia 97 que embora toque disco , é muito comercial. Mas há alguns programas que dá para ouvir como o Night Session e o House Definition ; o Energia na Véia só finais de semana , durante a semana o programa é muito chato.
Vejamos um pouco da grade de programação da Pool em 1985

Alguns programas da Pool : Megamix : era um programa de mixagens que ia ao ar todos os dias ás 17 e 22hs o calendário era esse :
Segunda feira – dj Cuca
Terça feira – Dinamic due
Quarta feira – Ricardo Guedes
Quinta feira – Grego Productions
Sexta feira – Irai Campos
Sábado – Julinho mazzei
Domingo – Flash disco Pool
Tinha também o Black in Love , aos sábados 13hs,mas tudo isso ficou na saudade.
Fechamento da Pool
O anúncio a seguir , como dissemos , fora publicado pouco depois do Rock in Rio e ainda mostrava uma emissora pop e nota-se entre os nomes citados o do apresentador César Filho e Julinho Mazzei.
Dez meses mais tarde , naquele mesmo ano , a Pool FM dava lugar a uma imitadora da então 97 Rock (hoje Energia 97) .Era uma forma de pegar carona nos frutos financeiros do 1º Rock in Rio .
A POOL FM existiu por poucos anos e era dedicada a disco music e ao pop romântico, além de dance music contemporânea .O nome não é coincidência , a família Camargo então dona da 89 Fm estabelecia uma parceria com a famosa marca de jeens Pool.
Hold Me Tighter In The Rain – A Melô do Jeans Pool
O ano era 1982. Na TV, um comercial do jeans Pool chamava atenção por dois motivos: a beleza estonteante de Christiane Torloni e a música de fundo. Não demorou muito para que essa música começasse a tocar no rádio. Tratava-se de “Hold Me Tighter In The Rain”, gravada por Billy Griffin. A música agradou em cheio e logo se tornou um sucesso.

Lançada no álbum Be With Me, o primeiro da carreira solo de Billy Griffin , “Hold Me Tighter In The Rain” se tornou um clássico da Dance Music dos anos 80. Também fez sucesso na Europa, principalmente no Reino Unido, onde chegou ao Top 30. Nos EUA, chegou a tocar em algumas rádios, mas não entrou no hit parade.

Vale lembrar que Billy Griffin substituiu Smokey Robinson à frente do antológico The Miracles em 1972. Muitos acharam que isso significava o fim do grupo. Afinal, Smokey Robinson era a “alma” do The Miracles. Mas Billy Griffin deu conta do recado e fizeram sucesso durante um bom tempo com músicas como “Love Machine”, entre outras.
Primeira versão, 89,1 mhz – 1985
89 Fm , 89,1 mhz (1984) – Como dissemos o nome nasceu da POOL FM , e foi emprestado de uma famosa marca de jeans nos anos 70. A emissora pertencia a rede autonomista de rádio , entrando no ar na freqüência da antiga Cultura FM , que foi para os 103,3 mhz. Era inicialmente dedicada a Dance Music , mas em dezembro de 1985 , a emissora passou a ser administrada pelo sistema de Rádio JB ,dona da então Rádio Cidade e passou a ser 89 FM a rádio do
Rock ,pra concorrer na época com a 97 FM .Em1994 , a JB parou de administrar a emissora , que voltou ás mãos de seus antigos donos , mas em
nada mudando na programação. Apesar de transmitir da Pç. Osvaldo Cruz , no início da A.V. Paulista , sua concessão é de Osasco.
2ª Versão, 95,3 mhz; 1995
POOL FM – BACK AGAIN
Trazida de volta em 1995 , trouxe a programação de flash backs dançantes . Não conquistou IBOPE , ficando somente em 10º lugar , talvez por isso os donos desistiram do modelo , transformando-a em OPUS FM e depois em NATIVA cuja linha de programação é pagode , axé e congêneres. Pertencia á rede CBS , mas agora faz parte do grupo da BAND.
Sua concessão é de Diadema , mas transmite da AV. Paulista.

2601- ☻Mega Bloco:Planeta Terra


Por Carlos Rossi
Tudo começou a bilhões de anos, 4,5 ou mais, estima-se, com uma bola de fogo, constituída de elementos incandescentes; depois, o planeta começou a esfriar, a superfície se solidificou e emanava gases, espessas camadas de nuvens envolviam-na e a escureciam durante milhões e milhões de anos, o esfriamento prosseguiu. Só o fogo dos vulcões e as fortes descargas de eletricidade iluminavam as trevas. A condensação de vapor provocou a queda de chuvas torrenciais; um dilúvio que durou séculos.A depressões da crosta terrestre foram submersas formando os mares e oceanos, que a princípio ferviam. As rochas sobre as quais repousava a água esfriaram, tornando possível o aparecimento das primeiras formas de vida aquática. Mais tarde, a vida surgiu em terra firme, com plantas e animais superiores. O silêncio foi interrompido por trovões, violentas tempestades, pelo ensurdecedor ruído dos tremores de terra e pelo barulho dos novos e gigantescos habitantes. Como sabemos, tal panorama não pode ser contemplado pelo homem, pois a nossa espécie não existia e milhões de anos escoariam para que aparecesse. Relativamente recente o homem existe na face da Terra como é há cerca de 1 milhão de anos, tendo evoluído a partir de alguns primatas. Entretanto, os primeiros homens não pareciam com o atual e foi preciso cententenas de milhares de anos para que se transformasse no de hoje.

2600- Esporte: O Triatlon


Símbolo do triatlon

Triatlo é uma palavra grega que designa um evento atlético composto por três modalidades. Atualmente, o nome triatlo é em geral aplicado a uma combinação de natação, ciclismo e corrida, nessa ordem e sem interrupção entre as modalidades.
Pode-se dizer que o triatlo moderno surgiu no San Diego Track Club na década de 1970. A primeira grande competição de triatlo, entretanto, foi o Ironman Triathlon, organizado em 1978 no Havaí. Naquela ocasião, a competição foi organizada com o intuito de esclarecer qual dos atletas (nadador, ciclista ou corredor) era o melhor condicionado fisicamente, que possuía a maior resistência. Era uma competição genuinamente individual, na qual não era permitida interações entre alguns competidores que viessem a prejudicar os demais. Por exemplo, não era permitida prática conhecida como vácuo( que é a redução da resistência aerodinâmica em até 30%, conseguida pelo atleta que se posiciona atrás de outro) durante a etapa de ciclismo.
A modalidade estreou no programa nos jogos de Sydney no ano 2000, após sofrer algumas modificações estabelecidas pela União Internacional de Triatlo (ITU), fundada em 1989. Tais modificações, aplicadas com o fim de tornar a modalidade mais atrativa ao público, alteraram consideravelmente a dinâmica da prova e afastaram-na dos princípios que guiaram o nascimento da modalidade, mas aproximaram o esporte de requisitos necessários para ingressar no âmbito dos esportes olímpicos. Algumas das alterações mais importantes para que o triatlo se tornasse um esporte olímpico dizem respeito aos uniformes e a exposição de logo-marcas de patrocinadores nos uniformes dos atletas. Além disso, nos Jogos Olímpicos os países podem, de acordo com critérios de desempenho, enviar no máximo 03 (três) atletas tanto no masculino, quanto no feminino, que farão parte de uma mesma seleção de seus países.
Pode-se classificar as provas de triatlo de acordo com as distâncias percorridas e com os locais onde as provas são disputadas. As principais são as seguintes:
Sprint: 750 metros de natação / 20 km de bicicleta / 5 km de corrida
Olímpico: 1.5 km de natação / 40 km de bicicleta / 10 km de corrida
Meio-Ironman ou Ironman 70.3: 1.9 Km (1.3 milhas) de natação / 90Km (56 milhas) de bicicleta / 21Km de corrida (13.1 milhas)
Ironman: 3.8 km (2.4 milhas) de natação / 180 km (112 milhas) de bicicleta / 42 km (26.2 milhas) de corrida
Existe também uma variante de inverno deste desporto que tem lugar na neve e que geralmente consiste de esqui de corta-mato, ciclismo de montanha e corrida (nesta ordem).
Outras variantes populares são os chamados triatlos de aventura ou off road, que consistem de natação, ciclismo de montanha e corrida em trilha e o Triatlo Rápido, que consiste em provas mais curtas, totalizando menos de 20 minutos por bateria, em baterias subseqüentes com intervalos pré-determinados

2599- ☻Mega Tour – A Cidade de Veneza, na Itália


Canal de Veneza
Veneza vista
Veneza

É conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. A comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km², incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km². Faz fronteira com Campagna Lupia, Cavallino-Treporti, Chioggia, Jesolo, Marcon, Martellago, Mira, Mogliano Veneto (TV), Musile di Piave, Quarto d’Altino, Scorzè, Spinea. A parte de Veneza em terra firme é a fracção comunal de Mestre.
A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dyrrhachium (atual Durrës), assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.
O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril). A festa do povo do Véneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade.
É classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca’ d’Oro e numerosas igrejas e museus.
Veneza é ainda famosa pelos seus certames internacionais, como o Festival de Cinema e a Bienal de Artes, pela Regata Histórica, que ocorre no primeiro domingo de setembro, pelo fabrico de vidro, pelo Carnaval de Veneza, pelos casinos e pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a passarem suas luas-de-mel.
Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitectos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768). No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).
Embora não haja nenhum registo histórico que lide directamente com as origens de Veneza, os elementos disponíveis fizeram com que vários historiadores concordassem com a teoria de que a população original de Veneza era formada por refugiados de cidades romanas como Pádua, Aquileia, Altino e Concórdia (moderna Portogruaro), que fugiam das sucessivas invasões germânicas e hunas à Península Itálica no século V.[1] Mais tarde, algumas fontes históricas romanas revelaram a existência de pescadores nas ilhas da lagoa de Veneza. Eles são referidos como incola lacunae (habitantes da lagoa).
Começando em 166-168, os Quados e os Marcomanos destruíram a atual Oderzo. As defesas romanas foram derrubadas no início do século V pelos Visigodos e, cerca de 50 anos depois, pelos hunos liderados por Átila. A mais duradoura invasão foi a dos lombardos em 568. A leste, o Império Bizantino estava estabelecendo domínios na região do atual Vêneto e as principais entidades administrativas e religiosas do império na Península Itálica foram transferidas para este domínio. Foram construídos novos portos nos domínios, incluindo Malamocco e Torcello na lagoa de Veneza.
O domínio bizantino na Itália Central e Setentrional posteriormente foi eliminado em grande medida pela conquista do Exarcado de Ravenna em 715 por Astolfo. Durante este período, a sede local do governo bizantino (a residência do “duque/doux”, depois chamado de doge), foi situada em Malamocco.
Em 775-776, a sede do bispado de Olivolo (Helipolis) foi criada. Durante o reinado do doge Agnello Participazio (811-827), a sede ducal foi movida de Malomocco para a ilha protegida de Rialto (de “rivoalto”, isto é, costa alta).
A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência. A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) e a descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos. Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu-se o seu território entre França e Império Habsburgo.
Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As “muralhas” de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.
Veneza ocupa uma localização excepcional numa lagoa do Mar Adriático, a lagoa de Veneza.
O principal núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa, com um total de 60 053 habitantes. A estas ilhas no centro da lagoa há que juntar outras no estuário (30 295[3] residentes) e também na parte continental (180 661 residentes), que com os seus 130,03 km², representam cerca 83% da área emersa do território.
A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ádige (a sul) e do rio Piave (a norte). O centro histórico é totalmente pedonal, atuando como canais rodoviários, bem como os diferentes barcos, que são os únicos meios de transporte na zona. O centro histórico sempre esteve isolado de terra firme (algo que em numerosas ocasiões representou um eficiente sistema de defesa) até 1846, quando foi construída a ponte ferroviária. Em 1933, a Ponte della Libertà, com 4 km trouxe para a entrada da cidade o tráfego rodoviário, ligando Mestre à Piazzale Roma. A cidade dista cerca de 37 km de Treviso e 40 km de Pádua.
As outras principais ilhas da lagoa são: Lido, Murano, Burano e Torcello. Outras ilhas menores são São Miguel (a ilha do cemitério da cidade), Santo Erasmo, Mazzorbo, La Vignole, Certosa São Francisco do Deserto, São Giacomo em Paludo, São Servolo, São Lazzaro degli Armeni e Giudecca.
Automóveis
Veneza é praticamente uma zona sem carros, por ser construída sobre a água. Os veículos podem atingir o terminal para carros/autocarros através da Ponte della Libertà (SR11). A ponte inicia-se a oeste do Mestre. Existem dois parques de estacionamento que servem a cidade: Tronchetto e Piazzale Roma. os carros podem ser estacionados ali 24 horas por dia, em que o preço a pagar é de cerca de 25 euros por dia. Um ferry para Lido serve o parque de estacionamento de Tronchetto e é servido por autocarros e vaporetti, como transportes públicos.

2598- Cinema:A Madrugada dos Mortos


Poster do filme

Mais um clássico de terror e outro remake
Na segunda metade da década de 60, o cineasta nova-iorquino George A. Romero iniciou a sua Trilogia dos Mortos, série de filmes formada por A noite dos mortos-vivos (Night of the Living Dead, 1968), O despertar dos mortos (Dawn of the Dead, 1978) e O dia dos mortos (Day of the dead, 1985).
O primeiro filme, produção independente rodada em branco e preto com apenas 100 mil dólares, foi um sucesso instantâneo. A fita transcedeu a barreira dos Filmes B e transformou-se num clássico do cinema de terror pela inventiva visão de Romero sobre o gênero – sempre preocupado com a reação emocional das pessoas envolvidas com os fatos sobrenaturais que propunha.
Depois de A noite dos mortos-vivos, Romero fez alguns novos filmes, mas não atingiu o patamar do seu debute, que chegou até mesmo a ser adicionado ao acervo da National Film Registry (orgão norte-americano dedicado à preservação do patrimônio cinematográfico do país). Assim, concentrou-se em O despertar dos mortos, uma continuação que superou o original em bilheteria e foi recentemente eleita um dos filmes mais cultuados de todos os tempos pela Entertainment Weekly. O sucesso é merecido. Por trás do filme de terror, a história explora as emoções exacerbadas que afloram em situações de dificuldade e confinamento, bem como a cultura do consumo e o capitalismo.
O capítulo final da trilogia não teve o mesmo sucesso. Apesar de bastante interessante, O dia dos mortos foi mal recebido pela crítica e teve uma bilheteria fraca. Começava aí o declínio da carreira de Romero, que passou a produzir pouco e não conseguia evitar que seus filmes fossem lançados direto em vídeo. Mesmo a refilmagem de A noite dos mortos-vivos, produzida em 1990 e dirigida por Tom Savini, acabou sendo um fracasso de bilheteria. Hollywood deixava assim um dos maiores mestres do terror de molho por alguns anos.
Ressuscitando o morto-vivo
Felizmente, com o lançamento e o enorme sucesso financeiro de Extermínio (28 days later, de Danny Boyle, 2002) – claramente baseado na obra de Romero -, a Meca do cinema lembrou-se do homem que criou praticamente sozinho o gênero e as regras do “filme de morto-vivo”. Bastou que os dólares começassem a entrar nos cofres da Fox com a produção britânica para que a Universal corresse para encomendar uma refilmagem de O despertar dos mortos.
A produção, intitulada Madrugada dos mortos (Dawn of the Dead, 2004) por aqui, começou certa desde a concepção. Para a adaptação e modernização do texto de Romero o estúdio chamou James Gunn (Scooby-Doo), que tem em seu currículo trabalhos para a Troma, a aclamada produtora de filmes trash de baixíssimo orçamento. Para assumir a direção, o estúdio trouxe o estreante em longas-metragens Zack Snyder. Egresso do mercado publicitário e dos videoclipes, o diretor conseguiu revestir o clássico de altas doses de suspense e aplicar um visual moderníssimo, que mistura a estética MTV com o visual dos videogames. Entre uma mordida de zumbi e outra, o filme ganhou também excelentes sacadas de humor.
Em Madrugada dos mortos elementos foram incorporados à trama de 68 e uma das regras básicas do universo de Romero foi completamente deturpada – agora os defuntos reanimados são ágeis como os infectados de Extermínio -, mas a essência do trabalho original permanece. O único aspecto que sofre na refilmagem é mesmo o discurso social sobre o consumo, totalmente amenizado em favor da ação (e da bilheteria).
O filme tem início com Ana (Sarah Polley), uma enfermeira simpática que vai pra casa descansar após um exaustivo turno no hospital em que trabalha. Chegando no seu lar, conforta-se com o marido e a filha e dorme tranqüila, ignorando os “plantões do Jornal Nacional” que teimam em pipocar na TV que o esposo zapeia. No meio da noite, a filhinha do casal entra no quarto. Seu rosto está mordido, sem lábios. Desesperada, Ana age rapidamente para cuidar da menina, apenas para vê-la atacar e morder o pai com ferocidade incrível. Começa o pesadelo de Ana, que é obrigada a fugir por uma cidade tomada pela loucura: mortos comem os vivos que ressuscitam famintos num ciclo inexplicável.
A enfermeira acaba encontrando outros humanos ainda intocados pela praga – que sabiamente não tem qualquer tentativa de explicação científica, filosófica ou místico-religiosa no filme. Assim, ruma ao lado de Kenneth (Ving Rhames), Michael (Jake Weber), Andre (Mekhi Phifer) e a grávida Luda (Inna Korobkina), até o local que julgam mais seguro: um shopping center de alto padrão no alto de uma colina. Lá o grupo encontra alguns guardas de segurança e inicia uma desesperada tentativa de sobrevivência enquanto lentamente é sitiado por milhares de cadáveres famintos.
O resultado é promissor. O filme teve uma ótima bilheteria nos Estados Unidos, algo bastante empolgante para os fãs de Romero. Fora da toca, o cineasta já andou tecendo alguns comentários sobre uma possível nova aventura da sua série clássica e está atualmente dirigindo Diamond Dead, uma comédia de humor negro com toques de musical. Nela, todos os integrantes de um grupo de rock dos anos 80 morrem… apenas para voltarem à vida como zumbis rock´n´roll.

2597-Armamento Nuclear – A Bomba de Nêutrons


A bomba que implode

É a última variante da bomba atômica. Em geral, é um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os nêutrons gerados na reação de fusão intencionalmente não são absorvidos pelo interior da bomba, mas se permite que escapem. As emanações de raios-X e de nêutrons de alta energia são seu principal mecanismo destrutivo. Os nêutrons são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de proteção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles. A bomba de nêutrons tem ação destrutiva apenas sobre organismos vivos, mantendo, por exemplo, a estrutura de uma cidade intacta. Isso pode representar uma vantagem militar, visto que existe a possibilidade de se eliminar os inimigos e apoderar-se de seus recursos.
Os efeitos de uma explosão nuclear podem ser divididos nas categorias: a explosão propriamente dita, a radiação térmica, a radiação nuclear direta e a indireta
A explosão
Reação de implosão no núcleo de uma Bomba atômica
A explosão consiste em uma onda de choque que se espalha na forma de uma esfera com raio crescente. Esta onda de choque nada mais é do que uma oscilação da pressão do ar, ou seja, um aumento seguido de uma diminuição, ambos muitos rápidos. Por exemplo, a uma distância de 1 km, uma explosão de uma bomba atômica (fissão nuclear) de 20 quiloton provoca uma variação na pressão da ordem de uma atmosfera. Isso é suficiente para destruir construções de concreto, como casas e prédios. Uma bomba termonuclear (fusão nuclear), pode chegar a até 10 megaton (= 10.000 quiloton). 1 quiloton significa 1.000 toneladas de explosivo TNT (trinitrotolueno), o que equivale a 1012 calorias, ou 4.184 × 1012 J de energia. A densidade de energia que a onda de choque carrega diminui com o inverso do quadrado da distância (1/r²), por um fator puramente geométrico. A 2 km de distância, a mesma bomba atômica provoca uma onda de choque com uma variação de 0,25 atmosferas, o que é suficiente para destruir casas de madeiras e atirar escombros a mais de 360 km/h.
A radiação térmica
O outro efeito destruidor das armas nucleares é o calor que ela libera. Este, porém sofre mais diminuição do que a onda de choque. Pois além do fator geométrico 1/r² ainda há a absorção e espalhamento da radiação térmica pelo meio. Mesmo assim, a 2 km de distância, uma bomba atômica de 20 quilotons ainda provoca queimaduras de terceiro grau nas pessoas e é capaz de incendiar materiais inflamáveis como madeira e tecidos. No local da explosão, a bola de fogo se forma tão rapidamente que provoca ventos de 180 a 360 km/h, o que espalha mais ainda o incêndio causado. Este efeito não é uma exclusividade das bombas nucleares. Estas apenas têm uma maior intensidade. Novamente, para se ter uma idéia, com uma única bomba termonuclear (fusão nuclear) é possível, considerando os dois efeitos já descritos, destruir completamente uma área circular com raio de 10 km. Com uma explosão nuclear, nêutrons e radiação g são emitidos. Ambos decrescem com 1/r2 e a distância na qual são letais é a mesma para as ondas de choque e térmica. Os efeitos desta radiação são o aparecimento de várias doenças, como tipos variados de câncer e modificações genéticas. Estas modificações se devem a troca das bases nitrogenadas na seqüência da molécula do DNA (ácido desoxirribonucléico).
radiação nuclear direta
Um outro efeito exclusivo de bombas atômicas é devido aos elementos radioativos que são liberados na explosão. Eles são vaporizados devido ao calor liberado e vão para a atmosfera formando nuvens carregadas com elementos radiativos, as chamadas nuvens radiativas. Estas podem circular durante anos. Nas chuvas, estes elementos caem e se infiltram no solo, entrando em contato com o lençol freático. Quando essa água é absorvida pela vegetação, os elementos radiativos vão junto. Em seguida esses elementos podem chegar ao organismo do homem de várias maneiras diferentes. Uma delas é o homem ingerir diretamente alimentos vegetais contaminados. Outra, é o homem comer carne de animais que se alimentaram de vegetação contaminada. Uma vez os elementos estando no corpo humano, ele vai se acumulando, pois não é liberado. Cada elemento pode ter um efeito danoso particular. O 90Sr (estrôncio) por exemplo é muito similar ao cálcio. Devido a isso, ele se acumula facilmente no tecido ósseo do corpo humano. Assim, a pessoa fica com o esqueleto extremamente fraco e debilitado, podendo quebrar algum osso muito facilmente, além de ficar muito propenso a ter câncer nesses tecidos. Eliminando o material físsil de uma bomba termonuclear, é possível fazer uma bomba com uma explosão limpa, que não provocará chuva radioativa no futuro, e seus efeitos nocivos.
A radiação nuclear indireta
Podemos ainda citar outro efeito exclusivo de bombas nucleares. Além da radiação g, há uma grande emissão de raios X. Essas duas radiações interagem com as moléculas da atmosfera (por efeito Compton e ionização) criando uma grande corrente de elétrons que se espalha a partir do ponto de explosão. Estes elétrons são acelerados pelo campo magnético da Terra gerando ondas eletromagnéticas na forma de um pulso. Tal pulso pode gerar um colapso na rede elétrica de uma cidade impossibilitando qualquer uso de energia elétrica. Esse é o chamado efeito PEM (pulso eletromagnético).
As Bombas de Nêutrons
Uma outra classe de bombas nucleares não apresenta efeitos explosivos, como destruição de construções de concreto, etc. São as bombas de nêutrons. Eliminando o 238U, essas bombas ‘reduzem’ o seu poder para a faixa dos quilotons. Quando ativadas, elas produzem um intenso feixe de nêutrons, que carregam uma dose letal de radiação. Estima-se que uma bomba de nêutrons de 1 quiloton sujeita o homem, protegido com colete, a uma distância de 1 km a uma dose de 103 rads. Isso é suficiente para matar em um prazo de poucos dias. Essas bombas de nêutrons tiveram um objetivo específico quando projetadas. Por exemplo, se um exército inimigo invadir um território, uma bomba de nêutrons poderia ser detonada, matando todo o contingente inimigo, porém, deixando intacto as construções (prédios, casas, etc). Pois já que, por outro lado, uma bomba termonuclear normal destruiria todo o território, ao invés de salvá-lo.
A bomba de nêutrons geralmente é creditada a Samuel Cohen do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, que desenvolveu o conceito em 1958. Embora inicialmente contrária pelo Presidente John F. Kennedy, a sua prova foi autorizada e levada a cabo em 1963 em uma instalação de testes subterrânea em Nevada. O seu desenvolvimento foi adiado subseqüentemente pelo Presidente Jimmy Carter em 1978 devido aos protestos partidários contra os planos da sua administração para desenvolver ogivas de combate de nêutrons na Europa. O Presidente Ronald Reagan reiniciou a produção em 1981.
Três tipos foram construídos pelos Estados Unidos : O W66 ogiva de combate para o sistema de míssil anti-ICBM Sprint que foi produzido e desenvolvido na metade dos anos setenta e se encerrou logo depois disso junto com o sistema de míssil. O W70 Mod 3 ogiva de combate foi desenvolvido para o míssil de alcance limitado, tático Lance, e o W79 Mod 0 foi desenvolvido para baterias de artilharia. Os dois tipos posteriores foram encerrados pelo Presidente George Bush (pai) em 1992 devido ao fim da Guerra Fria. O último modelo, W70 Mod 3 ogiva de combate foi desmantelado em 1996 , e a última bomba de nêutron restante (W79 Mod 0) foi desmantelada em 2003 quando do desmantelamento de todas as classes de W79 foi completada.
A França testou uma bomba de nêutrons no Atol de Moruroa em 24 de junho de 1980. Armas de radiação ampliadas também foram produzidas pela França nos primeiros anos de 1980, entretanto eles destruíram estas armas depois dessa época. O “Cox Report de 1999” informou que a China poderia produzir bombas de nêutrons,[8] e que Israel desenvolveu bombas de nêutrons em 1996, embora não se conheça nenhum País onde estejam sendo desenvolvidas atualmente tais bombas.
Uma bomba de nêutrons, ou bomba de radiação aumentada (arma ER), é uma arma de fissão-fusão termonuclear na qual a explosão de nêutrons livres gerada pela reação da fusão Nuclear não é absorvida intencionalmente dentro da arma, mas permitindo o escape. Os espelhos de Raios-X e a armadura da arma são feitas de cromo ou níquel de forma que os nêutrons possam escapar. Compare isto com as bombas de cobalto , também conhecidas como bombas de salto (gatilhos).
Bombas de nêutrons têm baixo rendimento comparadas com outras armas nucleares. Isto é porque os nêutrons são absorvidos pela via aérea, assim uma bomba de nêutrons de “alto rendimento” não poderia irradiar nêutrons além da sua gama de explosão e assim não teria nenhuma vantagem destrutiva sobre uma bomba de hidrogênio normal. Note que usar o rendimento explosivo de uma arma de nêutrons para medir o seu poder destrutivo pode ser enganoso : a maioria dos danos produzidos por uma arma de nêutrons vem da radiação ionizante, não do calor e explosão.
Este intenso estouro de nêutrons de alta-energia é planejado como o mecanismo principal de matar, embora uma ampla quantia de calor e explosão também seja produzida. Uma idéia comum é que uma “bomba de nêutrons deixa a infra-estrutura intacta”; porém, projetos atuais têm aumentado no quiloton range( Tabela de Quilotons ), cuja detonação poderia causar destruição pesada por explosão e efeitos de calor. Um aumento de um quiloton não é muito para uma arma nuclear, mas é próxima a duas ordens de magnitude (100x) maior que as mais poderosas bombas convencionais. A explosão de uma bomba de nêutrons pode o ser bastante para aniqüilar quase toda a estrutura civil dentro da radiação letal percorrida.
Um dos usos para os quais esta arma foi concebida é amplo principalmente como armamento antitanque. Veículos blindados oferecem um grau relativamente alto de proteção contra calor e explosões, os efeitos destrutivos primários libertados por armas nucleares ” normais “. Isto significa que é esperado que o pessoal militar sobreviva a uma explosão nuclear de pequena intensidade dentro de um tanque, enquanto os veículos NBC dos sistemas de proteção asseguram um grau alto de operabilidade igual em um ambiente de desavença nuclear.

2596-A Guerra Fria


Guerra fria

Ao dividir o mundo em dois campos armados, essa disputa deu origem a era da bipolaridade. A URSS temia que os EUA tentassem restaurar o sistema político e econômico liberal na Europa oriental, enquanto os norte-americanos receavam que os soviéticos dominassem a Europa ocidental. Os dois lados procurava defender-se através da formação de alianças. Os EUA criaram bases militares em todo o perímetro soviético. Mas o desenvolvimento de sistemas de lançamento e orientação de ogivas nucleares tornou tal política obsoleta. A rigidez dos blocos monolíticos começou a perder intensidade, especialmente quando a França, no governo De Gaulle , recusou-se a aceitar a liderança política americana e em 1960, quando o conflito sino-soviético veio á tona. Em janeiro de 1961, dois anos após a revolução cubana, Washington rompeu relações diplomáticas com o governo de Fidel Castro. Três meses depois, falhou a invasão de Cuba por exilados cubanos da flórida patrocinada pela Cia. Após uma missão aérea norte-americana de reconhecimento ter descoberto mísseis e bases russas perto de San Cristóbal, em 14 de outubro de 1962, o presidente Kenedy bloqueou Cuba, ao mesmo tempo que advertia o dirigente soviético Khuschov de que um ataque seria retaliado. Em 26 de outubro os mísseis foram retirados de Cuba. A partir daí, os 2 países evitaram o confronto direto e o risco que isso implicaria.
Nos fins da Segunda Guerra Mundial, os países aliados se reuniram na Conferência de Yalta para discutirem a organização do cenário político e econômico do pós-guerra. Já nesse encontro, Estados Unidos e União Soviética se sobressaíram como as duas maiores potências do período. Contudo, as profundas distinções ideológicas, políticas e econômicas dessas nações criaram um clima de visível antagonismo.
Preocupada com o avanço da influência do socialismo soviético, os norte-americanos buscaram se aliar politicamente a algumas nações da região balcânica. Em contrapartida, os soviéticos criaram um “cordão de isolamento” político que impediria o avanço da ideologia capitalista pelo restante da Europa Oriental. Essa seria apenas as primeiras manobras que marcariam as tensões ligadas ao desenvolvimento da chamada “Guerra Fria”.
O confronto entre socialistas e capitalistas ganhou esse nome porque não houve nenhum confronto direto envolvendo Estados Unidos e União Soviética. Nessa época, a possibilidade de confronto entre essas duas nações causava temor em vários membros da comunidade internacional. Afinal de contas, após a invenção das armas de destruição em massa, a projeção de uma Terceira Guerra Mundial era naturalmente marcada por expectativas desastrosas.
Geralmente, percebemos que os episódios ligados à Guerra Fria estiveram cercados por diferentes demonstrações de poder que visavam indicar a supremacia do mundo capitalista sobre o socialista, ou vice-versa. Um primeiro episódio de tal natureza ocorreu com o lançamento das bombas atômicas em território japonês. Através do uso dessa tecnologia, o mundo capitalista-ocidental visava quebrar a hegemonia socialista no Oriente.
Logo em seguida, os soviéticos bloquearam a cidade de Berlim em reação contra a tentativa de garantir a hegemonia política capitalista na região. Em resultado desse confronto, o território alemão foi dividido em dois Estados: a República Federal da Alemanha, de orientação capitalista; e a República Democrática Alemã, dominada pelos socialistas. Nessa mesma região seria construído o Muro de Berlim, ícone máximo da ordem bipolar estabelecida pela Guerra Fria.
Buscando garantir oficialmente o apoio de um amplo conjunto de nações, os Estados Unidos anunciaram formulação do Plano Marshall, que concedia fundos às nações capitalistas, e logo depois, a criação da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte. Por meio dessa última organização militar, os capitalistas definiram claramente quais países apoiariam os EUA em uma possível guerra contra o avanço das forças socialistas.
Sem demora, a União Soviética também conclamou os países influenciados pela esfera socialista a assinarem o Pacto de Varsóvia, criado em 1955. Tendo pretensões muito semelhantes à OTAN, a união congregava União Soviética, Albânia, Bulgária, Romênia, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia e a República Democrática Alemã. Um pouco antes, respondendo às bombas de Hiroshima e Nagasaki, os soviéticos ainda promoveram testes nucleares no Deserto do Cazaquistão.
Essa seria apenas uma pequena amostra da truculenta corrida armamentista que se desenhou entre os capitalistas e socialistas. Como se não bastassem tais ações, a Guerra Fria também esteve profundamente marcada pelo envolvimento de exércitos socialistas e capitalistas em guerras civis, onde a hegemonia política e ideológica desses dois modelos esteve em pauta.
Somente nos fins da década de 1980, quando a União Soviética começou a dar os primeiros sinais de seu colapso econômico e político, foi que essa tensão bipolar veio a se reorganizar. Antes disso, conforme muito bem salientou o historiador Eric Hobsbawm, milhares de trabalhadores, burocratas, engenheiros, fornecedores e intelectuais, tomaram ações diversas em torno da ameaça de uma desastrosa guerra.

2595-Mega Notícias – Abelhão peruano anda no chão como formiga


Pesquisadores americanos anunciaram que um tipo raro de abelhão, habitante da floresta Amazônica no Peru, além de voar, anda no chão. Encontrada ás margens do rio Tambopoata mora em ninhos, em vez de colmeias, feitos de folhas e pedaços de raízes. A colônia estudada tinha cerca de 350 operárias e uma única rainha. Enquanto parte delas saia durante o dia para escolher o pólen das flores, outras 35 ficavam encarregadas de abrir caminho no solo, em busca do material para a construção da colônia. Em trilhas de até 2 metros de comprimento os abelhões andarilhos vão e vêm, parando apenas para investigar se há material útil pelo caminho. O ninho crescia 2,8 milímetros por dia.
“vendo” o calor
A partir da próxima década muitos telescópios espaciais vão captar calor em lugar da luz visível. Os cálculos mostram que a luz refletida por um planeta é 10 bilhões de vezes mais fraca do que a de uma estrela. Já em termos de calor a diferença é menor, de 10 milhões de vezes, ou seja, é mil vezes mais fácil detectar um planeta pelo calor do que pela luz. Astronomia – Somos poucos É provável a existência de criaturas fora da Terra, mas o contato entre elas é improvável, pois os possíveis seres pensantes são raros e estão separados por imensas distâncias. Astronomia – Limite de tempo Agora é preciso contar as civilizações que existem nesse momento. A nossa existe há um período de 100 milhões de vezes menor que a idade do universo. Dividindo esse número por 100 milhões chega-se a conclusão que só restam 4 ou 5 possibilidades de existir civilizações contemporâneas a nossa. Astronomia – O Sol é o modelo O nosso Sistema solar ajuda a entender os novos sistemas porque suas estrelas (51 do Pégaso, 47 da Ursa maior e 70 da Virgem), são parecidas com o Sol. E seus planetas são semelhantes
Ave parente do cuco
A cigana que vive na floresta amazônica, é muito esquisita: é a única ave que fermenta, num enorme papo, as folhas que engole. Seu processo digestivo é semelhante ao das vacas. Por isso, ela cheira a mofo. Até hoje era classificada como galiforme, ou seja, um frangão. Mas por incrível que pareça, seus parentes mais próximos são os cucos. Um zoólogo americano chegou ao parentesco comparando os genes das duas aves.
Paleoantropologia – O chimpanzé é o primata mais próximo do homem O homem faz parte da superfamília de primatas chamada de Hominoidea, que inclui-se somente grandes macacos, como o gibão, o orangotango, o gorila e o chimpanzé. Em comum com o homem esses macacos tem porte desenvolvido, capacidade de rotação do braço no ombro, ausência de rabo e certas características dentárias (32 molares com 4 pontas). Pela classificação os gibões são os mais afastados do grupo. Embora os dados genéticos não sejam 100% seguros, sabe-se que gorila, chimpanzé e homem são semelhantes. Em termos de evolução a separação entre eles ocorreu em tempo relativamente curto. O chimpanzé tem 98% do DNA em comum com o homem.

2594-Mega Curiosidade-Saliva protege o esmalte dos dentes


O líquido é composto por um conjunto de enzimas, carbonatos e proteínas que protegem o esmalte do dente. Graças ao carbonato, a saliva possui a propriedade de neutralizar a ação dos ácidos produzidos pelas bactérias presentes na cavidade bucal que atacam o dente. Também ajuda a devolver ao dente os minerais perdidos durante o processo de mastigação. Que possui bom fluxo salivar está melhor protegido, isso porque ajuda na autolimpeza, eliminando ácidos presentes na boca.

Porque a temperatura de congelamento de soluções alcoólicas é muito baixa. Em alguns casos menor que -70ºC. A vodca por possuir alta concentração de álcool de cerca de 40% impede que o freezer atinja temperatura suficiente para congela-la, o m3esmo não acontece com a cerveja que tem uma concentração de 5%. Esse fenômeno explica o uso termômetros com álcool e corante no lugar do mercúrio em regiões muito frias. O álcool puro congela a 117,3ºC negativos , enquanto o mercúrio congela a 38,85ºC negativos.

O Injustiçado
Em 1860, em uma das alas da maternidade do hospital geral de Viena, na Áustria, 30% das grávidas morriam com febre. Em outra ala, porém, a taxa de mortalidade era 10 vezes menor. O médico húngaro Semmelweis, que trabalhava ali matou a charada quando examinou o corpo de um colega, que havia morrido depois de ter se cortado em uma autópsia. Lembrou que a ala problemática era atendida por estudantes, que iam para lá depois de dissecarem cadáveres. Concluiu que eles traziam consigo algum agente da doença. Então obrigou que lavassem as mãos antes de visitarem as grávidas. Os casos de febre diminuíram e entusiasmado, passou a exigir a desinfecção dos instrumentos, algo que nenhum hospital praticava. Foi demitido e voltou para a Hungria onde morreu de infecção após cortar o dedo, aos 47 anos, em 1865, ano em que o cientista francês Louis Pasteur provou a importância da assepsia para evitar contaminações.

Geologia – Cadê as rochas que deveriam estar aqui?

A crosta deveria ter se formado só 200 milhões de anos após a própria Terra estar pronta. Há 4,6 bilhões de anos. A Lua que tem a mesma idade da Terra, certamente já estava com sua crosta pronta por volta de 4,4 bilhões de anos. Mas as mais antigas rochas terrestres datam de 3,9 bilhões de anos. Qual o motivo dessa diferença? A Terra sempre foi geologicamente mais ativa do que os outros corpos do Sistema Solar. Quer dizer: A crosta pode ter surgido em pouco tempo, mas acabou sendo moída por violentos terremotos e erupções vulcânicas. Só muito mais tarde ela encontrou um ambiente suficientemente tranqüilo para se manter inteira. Nesse caso dificilmente será possível encontrar os restos das primeiras rochas rígidas do planeta.

2593-Medicina – Botulismo? Bom proveito!


Bactéria do botulismo

O botulismo é uma forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados.
Os C.botulinum são grandes bacilos Gram-positivos, com cerca de 8 micrómetros por 3, produtores de esporos e toxinas, relacionados com o gênero Bacillus, cujo habitat normal é a água. São móveis, possuindo flagelos.
Produzem uma neurotoxina que funciona como uma enzima metaloprotease, destruindo as proteínas envolvidas na exocitose do neurotransmissor acetilcolina na placa nervosa motora. A sua ação resulta da paralisia dos músculos, e se for extensa a paralisia do diafragma pode impedir a respiração normal e levar à morte por asfixia.
uma doença de baixa ocorrência, mas de alta letalidade. Ocorre no mundo todo, em geral conservas caseiras são os alimentos envolvidos. Muito raramente ocorre em conservas industrializadas. Pode ocorrer tanto em conservas vegetais quanto de carnes. Produzem 6 Tipos: A, B, C (C1, C2), D, E, F. Pelo tipo, podem se classificar epidemiologicamente: Tipo A: Humano; Alimentos: conservas domésticas. Carnes e Vegetais Tipo B: humano relacionada com conservas de carne de porco; Tipo C e D: ocorre em animais; Tipo E: ocorre em humanos, relacionada com conservas de peixes; Tipo F: Desconhecido. A distribuição dos tipos é geográfica.
O Cl. botulinum e seus esporos estão amplamente disseminados no solo, pelo qual contaminada os alimentos. São anaeróbios estritos, por isso só se desenvolvem em alimentos hermeticamentes fechados, onde não há oxigênio. No Brasil se registraram casos nos últimos anos (1995-2007) em conserva de palmito, torta de frango, patê de fígado e tofu em conserva (importação da China, clandestina). Se desenvolve nas conservas, produz a toxina, a qual é destruída pelo calor. Por isso ocorre sempre em conservas não aquecidas.
Não se desenvolve em pH < 4,6 (ácido), uma das causas dos surtos é a falta de acidez nas conservas. Os esporos são muito resistentes ao calor, conservas não ácidas devem ser esterilizadas (121 C). Nas conservas de carne, o nitrito (200 mg/Kg) é utilizado como inibidor: salsichas, mortadelas, etc.
A doença se caracteriza por paralisia muscular e morte por parada respiratória.
Outras formas de botulismos são:
Botulismo de feridas: os esporos penetram nas feridas, produzem a toxina e o paciente desenvolve o mesmo quadro sintomatológico.

Botulismo infantil: bebês de menos de 1 anos têm o intestino imaturo. Através da ingestão de mel, os esporos do Cl. botulinum germinam e colonizam o intestino do bebê. Produzem toxina no intestino, que é absorvida e causa a doença. Mel não é recomendável para bebês, portanto.
O diagnóstico clínico é feito pelos sintomas: paralisia muscular progressiva, iniciando-se pela face, ptose palpebral (fecha o olho), dificuldade de deglutição, visão dupla. Os sintomas progridem pela musculatura, causando dificuldade motora e de respiração. Os sintomas podem se confundir com doenças nervosas e diversas intoxicações, como por pesticidas, o que as vezes retarda o tratamento.

O diagnóstico laboratorial é feito através da detecção da toxina no paciente (no soro ou nas fezes) ou no alimento, através da injeção em ratos.

O diagnóstico feito precocemente é fundamental para deter a evolução da doença.
É uma emergência que requer administração de anti-toxina (antídoto) imediata. Se o paciente apresenta déficit respiratório deve ser usada uma máquina de respiração artificial até a paralisia terminar, o que pode demorar alguns dias. São usados enemas para remover todos os restos de comida contaminada ainda não absorvidos do intestino.

Se possível deve ser dado a anti-toxina específica. Caso não identificada, é administrado o soro polivalente. A anti-toxina neutraliza apenas a toxina circulante, isto é, aquelas que já se ligaram aos nervos não é afetada. O tratamento, se tardio, pode não funcionar. Por isso é importante o diagnóstico precoce. A toxina ligada aos nervos permanece por longo período, mantendo os sintomas. A pessoa pode permanecer com sequelas nervosas por um longo período.

A bactéria Clostridium Botulinum costuma crescer em vidros de conserva mal esterilizados. Ela libera uma toxina capaz de paralisar os músculos do corpo causando até a morte. Mas o microorganismo pode ser usado para o bem. Ínfimas dosagens de sua toxina estão sendo usadas em pacientes que perdem peso e apetite. Sua função é relaxar os músculos que regulam a abertura do estômago, deixando livre a entrada dos alimentos. A pessoa volta a comer normalmente durante 6 meses, quando precisará tomar outra injeção de toxina nos músculos.

O botox
A toxina botulínica é usada em pequenas doses, como tratamento cosmético temporário, porém seus riscos não devem ser ignorados. A sua intensa capacidade paralítica é desejada por individuos que procuram esconder as suas rugas (as rugas são causadas por contrações musculares) e outras imperfeições faciais.
Também tem uso em verdadeiros problemas médicos, sendo usado como relaxante muscular.

2592-Dr Know – Úlceras – Tratamento


A gástrica e a duodenal já podem há algum tempo serem curadas em apenas uma semana. Uma combinação de drogas, 2 antibióticos e um inibidor da bomba de prótons, permitem eliminar, de 90 a 95% dos portadores, a bactéria Helicobacter Pylori que provoca a doença. A identificação de tal bactéria como causa da úlcera mudou radicalmente o conceito da doença, antes vista como distúrbio ácido-péptico e hoje considerada doença infecto-contagiosa. Os medicamentos para cicatrizar as feridas foram sendo substituídos por antibióticos, que eliminam a bactéria. Em países desenvolvidos 50% da população estão infectados, nos subdesenvolvidos a proporção aumenta para 80% , mas nem todos os infectados desenvolvem a doença. A infecção só é superada pela cárie dentária. A transmissão se dá principalmente via fecal-oral, através da água e alimentos contaminados. O micróbio já foi identificado na saliva, suco gástrico, na placa dentária e nas fezes. Animais também transmitem a bactéria. Pesquisadores do MIT nos EUA conseguiram isolar em gatos domésticos, reforçando a tese. Um medicamento chamado Omeprazol, associado a um antibiótico moderno de nome Claritomicina associado ao Metronidazol é o tratamento recomendado. A Claritomicina é a chave no tratamento por atenuar a resistência da bactéria ao Metronidazol e tem sua ação potencializada pelos inibidores da bomba de prótons, que por sua vez reduzem a acidez do estômago. Os medicamentos antigos só cicatrizavam a úlcera, não evitando o retorno do problema, era tratado apenas os efeitos e não a causa.

2591-A Imortalidade Tecnológica


Imortalidade tecnológica visa a perspectiva de tempo de vida muito mais longa do que a possível atualmente graças aos avanços científicos em diversas áreas: nanotecnologia, procedimentos de emergência, genética, engenharia biológica, a medicina regenerativa, microbiologia entre outros. A expectativa de vida nos tempos atuais nas sociedades industriais avançadas já é nitidamente maior que no passado, por causa da melhor nutrição, disponibilidade de cuidados de saúde, qualidade de vida e avanços científicos nas áreas bio-médicas. A imortalidade tecnológico prevê avançar pelas mesmas razões, a longo prazo. Um aspecto importante do pensamento científico atual sobre a imortalidade é que alguma combinação de clonagem humana, criogenia ou a nanotecnologia irá desempenhar um papel fundamental no prolongamento da vida de forma indefinida. Robert Freitas, um teórico em nanorobótica, sugere que minúsculos nanorobôs médicos poderiam ser criados para passar pela corrente sangüínea humana, encontrar coisas perigosas, como as células cancerosas e bactérias, e destruí-las. Freitas antecipa que as terapias genética e a nanotecnologia acabarão por tornar o corpo humano eficazmente auto-sustentável e capaz de viver indefinidamente, com exceção de lesões graves. Essa teoria prevê que seremos capazes de criar continuamente peças biológicas ou sintéticas para substituir as partes danificadas ou mortas do nosso corpo.
Aubrey de Grey – Projeto SENS
A partir de 2005, o seu trabalho centrado em cima de um plano detalhado chamado Strategies for Engineered Negligible Senescence (SENS), que visa a prevenir o declínio físico e cognitivo relacionados com a idade. Em março de 2009, Aubrey de Grey co-fundou a Fundação SENS, uma organização sem fins lucrativos sediada na Califórnia, Estados Unidos, onde atualmente atua como diretor de Ciência. A Fundação “trabalha para desenvolver, promover e garantir o acesso generalizado a soluções da medicina regenerativa para as deficiências e as doenças do envelhecimento, ” focando sobre as Estratégias para Reparar Envelhecimento Insignificante (SENS). De Grey é também co-fundador (com David Gobel) e ex-cientista-chefe da Fundação Matusalém, uma organização sem fins lucrativos sediada em Springfield, Virginia, Estados Unidos. A principal atividade da Fundação Matusalém é o Matusalém Mouse Prize, um prêmio destinado a acelerar a investigação sobre intervenções eficazes para a extensão da vida através da atribuição de prémios monetários para os investigadores que aumentar a longevidade de ratos para idades sem precedentes. A esse respeito, De Grey afirmou em Março de 2005 “se quisermos tornar real terapias regenerativas que irão beneficiar não só as gerações futuras, mas aqueles de nós que estão vivos hoje, devemos incentivar os cientistas a trabalhar sobre o problema do envelhecimento”. O prêmio chegou a 4,2 milhões de dólares em fevereiro de 2007
Criogenia, a prática de preservar os organismos no gelo (espécimes inteiros ou apenas seus cérebros) para um possível renascimento futuro , armazenando-las em temperaturas criogênicas, onde o metabolismo e a decadência são quase que completamente parados, é a resposta para aqueles que acreditam que a extensão da vida por meio da tecnologia como a nanotecnologia ou nanorobôs não irsm desenvolver suficientemente a tempo ,antes que a pessoa morra. Idealmente, a criogênia permitiria as pessoas clinicamente mortas serem trazidas de volta, no futuro, depois de curas para as doenças que as mataram terem sido descobertas e o envelhecimento é reversível. Procedimentos modernos da criogênia usam um processo chamado de vitrificação, que cria um estado semelhante ao vidro invés de um congelamento bruto,tendo em vista que o corpo é trazido a baixas temperaturas. Este processo reduz o risco de cristais de gelo na estrutura da célula, que seriam especialmente prejudiciais para as estruturas das células do cérebro.
Mind Upload
Uma idéia que tem se desenvolvido envolve a trasnferência da personalidade de um indivíduo e suas memórias para a interface do computador. Uma pessoa pode transferir sua consciência para um computador ou para a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior, e não desenvolveria sua própria personalidade. Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático, e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isto poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, onde o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a “digitalizar ou acelerar os processos de pensamento”. Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade. Após este ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um acessório opcional e que a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas neste estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina que as mantém seja destruida.
Cyborgues
Transformar um humano em um cyborg pode incluir implantes cerebrais ou extração de uma mente humana e colocá-lo em um sistema robótico.Existem melhorias no corpo:substituindo órgãos biológicos por robôs podendo aumentar a expectativa de vida, as modificações genéticas ou a adição de nano-robôs, que dependendo da definição, qualificam um indivíduo como um cyborg. Tais modificações fariam um ser invunerável ao envelhecimento e doenças e, teoricamente, só poderia ser morto se fosse destruído.
Muito antes da ciência moderna ja se fez tal especulação, as pessoas que desejam escapar da morte viraram-se para o mundo sobrenatural. Exemplos incluem os taoístas chinês e os alquimistas medievais em sua busca pela Pedra Filosofal, ou místicos religiosos mais modernos, que acreditavam na possibilidade de alcançar a imortalidade física através da transformação espiritual.
Há indivíduos que afirmam ser fisicamente imortais, e incluem Conde de Saint Germain, na França do século XVIII, ele alegou ter séculos de idade.As pessoas que aderem a ensinamentos de Mestres Ascensos que estão convencidos da sua imortalidade física.Um santo indiano conhecido como Vallalar alegou ter alcançado a imortalidade, antes de desaparecer para sempre em um quarto fechado em 1874.

2590-Alquimia – O Elixir da Longa Vida


Era uma panacéia universal que era buscada pelos alquimistas e poderia curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina.
Encontram-se em algumas mitologias, certos alimentos com propriedades semelhantes às do elixir da longa vida, apesar de não haver relação eminente:
Na mitologia grega a Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era tão poderoso que se um mortal a comesse, ganharia a imortalidade;
Na mitologia nórdica as maçãs de um pomo cuja guardiã é Iduna podiam dar a vida eterna aos deuses (que nessa mitologia são mortais);
Também existem muitas lendas que envolvem fontes da juventude, cujas propriedades são semelhantes ao elixir da longa vida, essa fonte foi descrita pelos espanhóis e várias outras culturas.
Segundo os alquimistas europeus, o elixir poderia ser sintetizado por meio da Pedra Filosofal. Também segundo eles, o elixir poderia prolongar a vida somente até que um acidente os matasse, ou seja, não é um elixir da imortalidade.
Johann Conrad Dippel teria elaborado um óleo animal, chamado de Óleo de Dippel, que, alguns acreditam que seria o Elixir da Longa Vida. Uma destacada lenda urbana diz que o cientista Isaac Newton criou e bebeu essa poção, mas em vez de proporcionar-lhe a vida eterna, proporcionou-lhe a morte.
A alquimia chinesa tinha como principal objetivo o preparo do elixir da longa vida, a procura pelo elixir envolvendo metalurgia e manipulação de certos elementos é denominada Waidanshu, ou Alquimia Externa. Os alquimistas chineses criaram elixires de cinábrio, enxofre, arsênico e mercúrio. Joseph Needham fez uma lista de imperadores que morreram provavelmente por ingerirem esses elixires. Escritas antigas citam a “Ilha dos Bem Aventurados”, a morada dos imortais, supostamente ervas dessas três ilhas depois de certo preparo produziriam o elixir. Também havia uma corrente de pensamento que dizia que o elixir era capaz, além de ceder a vida eterna, fazer o alquimista ir ao paraíso e viver com os imortais. Segundo a alquimia chinesa, o ouro era inalterável e, portanto, imortal. Acreditava-se que aquele fabricasse o “ouro potável” a partir do cinábrio e do mercúrio adquiriria a imortalidade, segundo Ge Hong, o mesmo aconteceria se ingerissem alimentos em pratos feitos com esse ouro. A waidanshu faz oposição a Neidanshu ou Alquimia Interna, que procura um modelo de circulação energética interna que gere esse elixir no próprio alquimista.
A filosofia védica também considera que há um vínculo entre a imortalidade e o ouro. Esta idéia provavelmente foi adquirida dos gregos, quando Alexandre, o Grande invadiu a Índia no ano 325 a.C., e teria procurado a fonte da juventude. Também é possível que essa idéia tenha sido passada da Índia para a China ou vice-versa. O Hinduísmo a primeira religião da Índia, tem outras idéias de imortalidade, diferentes do elixir da longa vida.
Imortalidade
Como a imortalidade é a negação da mortalidade, não morrer ou não ser sujeito à morte tem sido objeto de fascínio pela humanidade, pelo menos desde o início da História. A Epopeia de Gilgamesh, uma das primeiras obras literárias, que remonta a meados do século XXII a.C., é essencialmente a busca de um herói pela imortalidade.
Isso prevê se é possível existir uma forma de vida humana interminável (sendo até incapaz de terminar), ou se a alma existe e se possui a imortalidade. Esse foi um grande ponto de enfoque da religião, assim como o objeto de especulação, fantasia e debate.
Não se sabe se a imortalidade física humana é uma condição possível. Formas biológicas têm limitações inerentes, que podem ou não ser capazes de serem superadas através de intervenções médicas ou técnicas. A partir de 2009, descobriu-se que a seleção natural desenvolveu a imortalidade biológica em pelo menos uma espécie, o Turritopsis nutricula, uma água-viva, uma consequência é a explosão demográfica mundial do organismo.
Alguns cientistas, futurólogos e filósofos, como Ray Kurzweil, defendem que a imortalidade é possível em humanos nas primeiras décadas do século XXI, enquanto outros defensores acreditam que o prolongamento da vida é uma meta mais viável a um futuro indefinido, com mais avanços da ciência, medicina e tecnologia. Aubrey de Grey, um pesquisador que desenvolveu uma série de estratégias de rejuvenescimento biomédicos para inverter o envelhecimento humano (chamado SENS), acredita que sua proposta de plano para acabar com o envelhecimento pode ser implementável em duas ou três décadas. A ausência de envelhecimento proporcionaria seres humanos a imortalidade biológica, mas não invulnerabilidade à morte por lesão física: de acordo com dados estatísticos de 2002, as probabilidades de um indivíduo morrer de tal modo estão uma vez em cada um mil e setecentos anos.
A vida eterna também pode ser definida como uma existência atemporal, que também não se sabe ao certo a ser exequível, ou mesmo definível, apesar de milênios de argumentos para a eternidade. Wittgenstein, em especial tem uma interpretação não teológica da vida eterna, escreve no Tractatus que, “Se não definirmos a eternidade como infinita duração temporal, mas intemporalidade, então a vida eterna pertence àqueles que vivem no presente.”
Envelhecimento
Aubrey de Grey, um investigador principal no campo,define o envelhecimento como sendo: “um conjunto de alterações acumulativas da estrutura molecular e celular de um organismo adulto, que resultam em processos metabólicos essenciais, mas que também, uma vez que o progresso avança, cada vez mais vai perturbar o metabolismo, resultando em patologias e consequentemente na morte. “As causas do envelhecimento da população atual em seres humanos são a perda de células (sem substituição), mutações nucleares e epimutações, senescência celular, mutações mitocondriais, agregados lisossomal, agregados extracelulares, troca extracelular aleatória, tudo levando o declínio do sistema imunológico, e as alterações endócrinas.
Eliminando o envelhecimento, seria necessário encontrar uma solução para cada uma dessas causas, um programa de Grey para resolver esses problemas se chama engenharia da senescência insignificante
Doenças
As doenças podem, teoricamente, serem ultrapassadas através da tecnologia.A compreensão da genética humana está levando a curas e tratamentos de inúmeras doenças, antes incuráveis. Os mecanismos pelos quais as doenças atuam são cada vez melhor compreendidos. Métodos sofisticados de detecção precoce de doenças estão sendo desenvolvidos. Medicina preventiva esta avançada atualmente. Doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer poderão em breve serem curadas com o uso de células-tronco. Avanços em biologia celular e da investigação dos telômeros estão levando a tratamentos para o cancro. As vacinas estão sendo pesquisadas para a Aids e a tuberculose. Genes associados à diabetes tipo 1 e certos tipos de câncer têm sido descobertos permitindo novas terapias para serem desenvolvidos. Dispositivos artificiais ligados diretamente ao sistema nervoso podem restaurar a vista aos cegos. Drogas estão sendo desenvolvidas para o tratamento de inúmeras outras doenças e enfermidades.
Lesões
Lesões físicas permaneceriam como uma ameaça à vida física permanente, mesmo que os problemas do envelhecimento e da doença forem superados, como uma pessoa de outra maneira imortal, ainda estaria sujeita a acidentes imprevistos ou catástrofes. Idealmente, os métodos para alcançar a imortalidade física poderia reduzir o risco de deparar com um acidente. Tomar medidas preventivas pela engenharia para aumentar a resistência humana pode ser plausível no futuro.
A velocidade e a qualidade da resposta de paramédicos continua a ser um fator determinante na sobrevivência de qualquer pessoa em um acidente grave.
Ainda se pode desenvolver um método em que o corpo poderia automaticamente regenerar-se de um acidente grave, como é especulado na nanotecnologia.
Sendo a sede da consciência, o cérebro não pode ser arriscado por uma lesão. Por isso, não pode ser substituído ou reparado da mesma forma que os outros órgãos podem. Um método de transferência de consciência seria necessário para que um indivíduo viesse a sobreviver a um acidente, e essa transferência teria de provavelmente antecipar a morte cerebral.
Não há nenhuma limitação lógica ou matemática do grau de redução gradual dos riscos da morte,mas não se pode provar que a morte por eventos imprevistos, como acidentes, seria absolutamente “zerada”, assim as chances de se morrer ainda seriam maiores do que zero por cento. Entretanto ainda não sabemos onde os avanços podem chegar.
Imortalidade biológica é o não envelhecimento, especificamente, a ausência de um aumento sustentado da taxa de mortalidade em função da idade cronológica. Uma célula ou organismo que não experimenta o envelhecimento, ou deixar de envelhecer, em algum momento da vida, é biologicamente imortal.
Os biólogos escolheram a palavra imortal para designar as células que não são limitados pelo limite de Hayflick, onde as células já não se dividem danificando o DNA ou encurtando telómeros. Antes da obra de Leonard Hayflick, havia a crença errônea promovida por Alexis Carrel, de que todas as células somáticas são imortais.
Ao impedir as células de alcançar uma senescência, pode-se alcançar a imortalidade biológica. Os telômeros, uma parte no final do DNA, são acusados de serem os culpados pelo envelhecimento celular: cada vez que uma célula divide-se, o telômero fica um pouco mais curto, e quando ele finalmente está desgastado, a célula é incapaz de dividir-se, morrendo. A telomerase é uma enzima que recria os telômeros em células-tronco e em células cancerosas, permitindo-lhes repetir um número infinito de vezes de replicação. No trabalho definitivo ainda não foi demonstrado que a telomerase pode ser usado em células somáticas humanas para impedir que os tecidos saudáveis envelheçam. Por outro lado, os cientistas esperam ser capazes de produzir órgãos com a ajuda das células-tronco, permitindo os transplantes de órgãos sem risco de rejeição, sendo assim outro passo para aumentar a esperança de vida humana. Essas tecnologias são objecto de investigação, e ainda não foram bem exploradas.
Espécies biologicamente imortais
Vida definida como biologicamente imortal é ainda suscetível a algumas causas de morte, incluindo doenças e lesões, como definido acima. Espécies Imortais notáveis incluem:
Turritopsis nutricula, uma água-viva, que depois de se tornar um adulto sexualmente maduro, pode se transformar de novo na fase imatura(fase de pólipo), utilizando o processo de conversão de células de transdiferenciação. Turritopsis Nutricula repete este ciclo, o que significa que ela pode ter uma vida útil indefinida. Sua adaptação imortal permitiu que ela se espalhasse a partir do seu habitate original no Caribe, para “todo o mundo”.
Sebates aleutianus-um peixe do pacifico conhecido como rockfish
Bactérias (como uma colônia) – As bactérias se reproduzem através de divisão celular. Uma bactéria-mãe divide-se em duas células filhas idênticas. Estas células-filhas, em seguida, dividir-se no meio. Esse processo se repete, tornando a colônia de bactérias essencialmente imortal.
Pesquisas recentes, no entanto, sugerem que mesmo uma colônia de bactérias podem eventualmente morrer, podendo cada nova geração ser um pouco menor, mais fraca e com mais chances de morrer do que a anterior.
Hydra pode ser considerado biologicamente imortal como elas não são submetidas a senescência ou envelhecimento, graças a um sistema de autoregeneração muito eficaz.
Bristlecone Pines Especula-se que é potencialmente imortal; o espécime vivo mais velho conhecido tem mais de 4800 anos.
Evolução do envelhecimento
Como a existência de espécies biologicamente imortais demonstra, não há necessidade para a senescência da termodinâmica: uma característica definidora da vida é que ela pega energia dispersa do ambiente (alimento) e descarrega sua entropia como resíduos. Os sistemas vivos podem até mesmo edificar-se a partir de sementes, e rotineiramente reparar-se.A morte celular programada e os telômeros “problema da replicação final” são encontrados até mesmo nas mais antiga e mais simples formas de vida.
O envelhecimento presume-se ser um subproduto da evolução, mas o porquê da mortalidade ser selecionada na evolução continua a ser um objecto de investigação e debate.. Este pode ser um dilema entre a evolução escolher o cancer ou o envelhecimento.
As teorias modernas sobre a evolução do envelhecimento incluem o seguinte:
Acúmulo de mutações é uma teoria formulada por Peter Medawar, em 1952, para explicar como a evolução iria escolher o envelhecimento. Essencialmente, o envelhecimento não é descartado pela evolução nem implica uma desvantagem na seleção natural.
Pleiotropia antagónica é uma teoria proposta como uma alternativa,por George C. Williams, um crítico de Medawar, em 1957.
Nessa teoria, o transporte de genes são efeitos benéficos e prejudiciais. Em essência, isso se refere aos genes que oferecem benefícios no início da vida, mas a um custo a se pagar, ou seja, mais tarde, se levará a declínio e morte.
A teoria das somas descartáveis foi proposta em 1977 por Thomas Kirkwood, que afirma que um corpo individual deve alocar energia para o metabolismo, reprodução e manutenção, e deve se comprometer quando há escassez de alimentos. Compromisso na alocação de energia para a função de reparação é o que faz com que o corpo gradualmente se deteriorize com a idade, de acordo com Kirkwood.
Substâncias que extendem a vida
Há algumas informações sobre produtos químicos naturalmente e artificialmente produzidos que podem aumentar drasticamente o tempo de vida ou esperança de vida de uma pessoa ou organismo, como o resveratrol. A pesquisa futura poderá permitir aos cientistas aumentar o efeito desses produtos químicos, ou descobrir novos produtos químicos (extensores da vida), que poderiam permitir uma pessoa se manter viva, enquanto a pessoa o consome, em períodos de tempo especificado.
Os cientistas acreditam que o aumento da quantidade ou proporção de uma enzima natural, a telomerase, no corpo poderia impedir que as células morram e assim podem levar ao prolongamento, mais saudável,do tempo de vida. A telomerase é uma proteína que ajuda a manter pedaços nas extremidades dos cromossomos durante a divisão celular. Uma equipe de pesquisadores do Centro Nacional Espanhol do Câncer (Madrid) testou essa hipótese em camundongos, verificou-se que aqueles ratos que foram geneticamente modificados para produzir 10 vezes os níveis normais de telomerase viveram 50% mais do que ratos normais.[22]
Em circunstâncias normais, sem a presença de telomerase, uma célula se divide recursivamente, e em algum momento, todas as células descendentes das originais atingem seu limite, o limite de Hayflick. Com a presença de telomerase, cada célula pode substituir o pedaço de DNA perdido durante a divisão, e qualquer célula única pode se dividir sem limites. Embora esta propriedade tem animado muitos pesquisadores, o cuidado é justificado, pelo fato de que exatamente esse mesmo crescimento ilimitado é uma etapa crucial para permitir o crescimento do câncer.
Células-tronco embrionárias expressar telomerase, que lhes permite dividir repetidamente e de forma individual. Em adultos, a telomerase é altamente expressa em células que precisam dividir regularmente (por exemplo, no sistema imunológico), enquanto a maioria das células somáticas as expressam apenas em níveis muito baixos e em um único ciclo da célula de forma dependente.
Uma outra técnica é a da replicação de corpos indefinidamente, enquanto a genética reproduzisse o DNA de um indivíduo tantas vezes quanto fosse necessário, através das células-tronco, e fabricasse um outro corpo exatamente igual à sua matriz toda vez que morresse, todo o conhecimento, lembranças e intuições desta matriz seriam transferidas para um banco de memória artificial, para depois ser inserida nesta réplica quando atingisse a idade de, talvez, 12 anos. A imortalidade pode não ser do corpo, que poderá ser replicado quantas vezes for necessário, mas da sua mente, que se manteria em vários corpos que se revezariam.
No futuro, muitos dos seres humanos estarão convivendo com várias e várias gerações. Uns vivendo ainda com a sua matriz por mais de 200 anos, outros já na primeira réplica, outros mais na segunda, terceira,… décima réplicas, estes já na Terra vivendo bem mais de 1.000 anos (apenas a sua mente).

2589-Megacurtíssimas – Homossexualismo Animal


Até as moscas?
Biólogos americanos implantaram o gene branco em moscas drosófilas. De repente, estas passaram a cortejar também machos. Ainda não se sabe como tal gene pode alterar o instinto sexual. As pesquisas ainda não são suficientes para afirmar que existe gene gay, já que o sistema neurológico do homem é mais complexo.
Cobaias – Os preferidos São o rato, o porco, o porquinho da Índia, o camundongo e o hamster porque seu período de gestação é curto. Apenas 21 dias e os resultados das experiências podem ser observados rapidamente. Quando o teste é de técnica cirúrgica, usa-se animais de maior porte como cães, gatos e porcos.

Ozônio
Na camada de ozônio na Antártida é maior porque a chamada nuvem estratosférica polar, por ser muito fria, facilita a reação química entre o CFC e o ozônio. Fenômeno igual acontece também no polo norte, mas na região existem correstes de ar capazes de repor o ozônio destruído.

Instrumentos antigos – O astrolábio: Foi de grande utilidade para os primeiros navegadores, orientado-os por meio da posição do Sol e das estrelas. Inventado pelos gregos e mais tarde aperfeiçoado pelos árabes, foi utilizada como instrumento de navegação pelos portugueses na época dos grandes descobrimentos. Consiste em 2 discos planos ajustados e montados sobre uma base, também em forma de disco : o primeiro representa a Terra e o outro é o mapa do céu, com a posição das estrelas.

Mais um hominídeo
Uma equipe da Universidade de Zurique, na Suíça, reconstruiu pela primeira vez o crânio de um hominídeo neanderthalensis usando computação gráfica e tomografia computadorizada. Os pedaços não se encaixavam bem, apenas dois fragmentos de crânio se uniam, indicando que eram do mesmo esqueleto. A análise também mostrou que o crânio não era igual ao do homem moderno. É uma grande evidência de que o homem de Neanderthal era mesmo de outra espécie.

Paleontologia – Nova teoria sugere que mamutes, mastodontes e tigres de dente de sabre foram eliminados pelo homem. Contaminados por vírus e bactérias humanas. Se o vírus HIV, da AIDS e o ebola aparentemente passaram do macaco para o homem, é possível fazer o caminho oposto, do homem para o mamute. Procuram o micróbio assassino no DNA de fósseis. Se ele for encontrado, significa que o contágio entre espécies diferentes pode levar a eliminação de uma delas.

2588- Astronomia – Mundo Assombrado pelo Demônio


O planeta da 51 do Pégaso tem metade da massa de Júpiter e 80% do tamanho. Muito perto do seu sol para ser gasoso. Deve ser todo feito de rochas. No nosso sistema, os grandões como Júpiter são gasosos e os pequenos como a Terra são rochosos.

Astronomia – Um mundo assombrado pelo demônio
O astrofísico Carl Sagan foi um dos que mais defenderam a idéia de procurar indícios de organismos pela galáxia afora. Vejamos um trecho de um livro que lançou pouco antes da sua morte nos EUA com o nome de ” O Mundo Assombrado pelo Demônio”: ” Ainda não vimos prova convincente da vida além da Terra, mas estamos apenas no início da busca. E a qualquer momento pode surgir uma informação importante. Eu não creio que haja alguém mais interessado do que eu em sermos visitados. Eu economizaria muito tempo se pudesse estudar vida extraterrestre diretamente. Mesmo que os alienígenas fossem baixinhos, melancólicos e obcecados por sexo, eu quero saber tudo sobre eles.”
Carl Sagan, astrônomo de renome internacional, discorre de maneira clara e objetiva sobre o obscurantismo que várias crenças atuais e remotas trazem sobre o ser humano. Direcionado a leigos e cientistas, a linguagem não é complexa e através de exemplos como as aparições de santos para jovens europeus eas abduções de pessoas por extraterrestres, o autor critica, através do seu conhecimento em várias áreas da ciência, a ênfase que a mídia e as pessoas que não são familiares ao método científico dão a fenômenos paranormais.
A crítica é bastante incisiva, principalmente aos tablóides especializados em ETs, psicólogos e psicanalistas que aceitam as histórias fantásticas de seus pacientes como verdadeiras, partindo do princípio de que se eles têm um problema, devem ser ouvidos e sua história deve ter fundamento. Algumas histórias são valorizadas pelos especialistas, tornando a alucinação destas pessoas, a mais real possível, afinal, agora, tem o apoio de um profissional dos problemas mentais.
Carl Sagan explica cientificamente, o por que, por exemplo, que a esmagadora maioria dos fantasmas, espíritos e ETs só aparecem à noite e normalmente, nos momentos de transição entre a vigília e o sono. É interessante o fato de o autor encontrar semelhança entre as aparições de ETs, santos, fantasmas, espíritos e santos que choram ou curas paranormais. Mostra claramente com nomes, inclusive, como a polêmica dos sinais nas plantações, supostamente provocados por discos voadores. Relaciona os fenõmenos mais famosos de aparecimento de discos voadores nos EUA com o comportamento das autoridades, da imprensa especializada ou não e da população. Um exemplo a ser destacado é o famoso sonho que a maioria das pessoas já deve ter vivenciado, o sonho de cair de algum lugar alto e acordar segurando na cama. A explicação científica é simples: evoluímos das árvores para o chão. Quando dormíamos nos galhos das árvores e o chão era cheio de predadores,escapavam aqueles que acordavam assustados, antes da queda, logo esta capacidade foi passada hereditariamente por nossos ancestrais que sobreviveram. Outro fato interessante explicado por Sagan é o medo do escuro que a maioria das crianças apresentam. Quando vivíamos em bando dentro das cavernas ou em outros abrigos, as crianças cresciam dormindo sempre junto a muitos adultos, como a civilização é muito recente, as crianças ainda não se adaptaram a dormirem no escuro em quartos isolados dos seus pais. O livro tenta mostrar a ciência como uma chama na escuridão vivida por algumas pessoas que se apegam e valorizam muito estes medos antigos e mantidos pela mídia global.