2556- Mega Cidades – Calcutá na Índia


Principal avenida em 1945

Centro financeiro

Maior cidade do estado de Bengala Ocidental, na Índia; cuja capital é Nova Déli. Situa-se às margens do rio Hooghly, no leste do país, perto da fronteira com o Bangladeche. Calcutá possui 4,58 milhões de habitantes (2001) dentro dos seus limites municipais e 14,68 milhões (2006) na sua área metropolitana, constituindo-se na terceira maior aglomeração urbana e a quarta maior cidade da Índia.
A cidade foi fundada em 1690 pela Companhia Inglesa das Índias Orientais, tendo sido a capital da Índia britânica de 1833 a 1912. A economia de Calcutá entrou em declínio após a independência indiana, em 1947, embora tenha voltado a crescer a partir de 2000. A exemplo de outras grandes cidades de países em desenvolvimento, Calcutá apresenta problemas urbanísticos tais como pobreza, poluição, crime e congestão de tráfego.
Em 2001, o governo local repudiou a versão oficial inglesa do nome da cidade (Calcutta) em favor da forma oficial bengali
A zona sobre a qual atualmente se assenta a cidade de Calcutá é objeto de ocupação humana há mais de 2.000 anos, segundo testemunham os sítios arqueológicos encontrados.
Em 1690, a Companhia Britânica das Índias Orientais, que estabelecera a primeira sede dos seus negócios no Golfo de Bengala e na própria Bengala em 1608 na localidade de Surate, optou por transladar a sede dos seus negócios para Calcutá, dando assim começo à grande expansão da cidade, que administrava, bem como ao restante das suas posses, como se se tratasse de um estado praticamente soberano.
Em 1699, o Reino Unido completou a construção do Forte William, cuja missão era servir de base militar para o estabelecimento das tropas do Exército britânico destinadas à região. Pouco depois, em 1756, motivados pelos confrontos com França pelo controlo da Índia, os britânicos efetuaram a ampliação e modernização das fortificações da cidade. O nababo de Bengala, Siraj-Ud-Daulah, protestou contra tais obras e, ao não ver atendidas as suas reclamações, atacou o forte, tomando-o. Durante a sua conquista, foram assassinados vários britânicos, o que marcou o imaginário coletivo do Reino Unido, que refere os fatos como A noite do buraco negro.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o porto de Calcutá foi bombardeado em duas ocasiões pelos japoneses. Em 1943 ocorreu na cidade uma grave crise de subsistência, que degenerou numa fome que provocou numerosas vítimas, e que os nacionalistas indianos consideraram que se produziu como consequência do açambarcamento de provisões destinadas aos exércitos dos Aliados.
Em 1946 ocorreram fortes distúrbios na cidade, devido à petição para criação de um estado separado para os indianos de religião muçulmana, o que provocou uma luta aberta com mais de 2.000 vítimas.
Em 1971 a guerra indo-paquistanesa de 1971, que provocou a criação do Bangladeche como Estado independente, originou novas ondas de refugiados que, unidos aos que haviam ocasionado três secas sucessivas, obrigaram as pessoas do campo a migrar para a cidade.[2] O acréscimo populacional consequente à explosão demográfica após a guerra converteu Calcutá num fervedouro humano onde as imagens de amontoamento, decrepitude, doença e morte, são habituais. Calcutá é a cidade do mundo com maior número de população de rua e o maior número de leprosos.
A partir de 1977, a cidade é governada pelo Partido Comunista da Índia (Marxista)
De clima tropical, a cidade apresenta temperatura média anual de 26,8 °C, ultrapassando a 40 °C no verão, que é quente e úmido. O inverno costuma ser curto, com temperaturas mínimas entre 12 e 14 °C.
As monções de sudeste ocorrem entre junho e setembro e representam a maior parte da precipitação anual (total de 1 582 mm) de Calcutá. Devido à poluição, o nível de aerossol local é alto, quando comparado com outras cidades indianas, o que causa névoa seca freqüente.
É uma das cidades que mais crescem no mundo. Em 2001, a população da cidade totalizava 4.580.544 habitantes, com uma região metropolitana de 13.216.546 pessoas (14.681.589 em 2006). Há 828 mulheres para cada mil homens, devido ao êxodo rural (os homens migram para as cidades, deixando suas famílias no campo). A taxa de alfabetização de Calcutá (80,86%) excede a média nacional (59,8%).
O grupo étnico dos bengalis forma a maior parte da população local, que inclui ainda maiorias importantes como os marwaris e os biaris. Há também outros grupos étnicos como os chineses, tâmeis, armênios, tibetanos e parses. As principais línguas faladas na cidade são o bengali, o híndi, o inglês e o bhojpuri. Segundo o censo de 2001, 77,68% da população da cidade são hindus, 20,27% são muçulmanos, e 0,88%, cristãos. Há também siques, budistas, judeus e zoroastrianos.
Cerca de um terço da população (1,5 milhão de pessoas) vive em favelas.

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