2509-A Fundação Osvaldo Cruz


Fachada da sede, no RJ

A Fundação Oswaldo Cruz é uma instituição localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. É ligada ao governo federal brasileiro, e tem como objetivo promover pesquisas na área da saúde pública.
As origens da fundação remontam ao início do século XX com a criação do Instituto Soroterápico Federal em 25 de maio de 1900 (cujo objetivo inicial era o de fabricar soros e vacinas contra a peste). Em 1901, passou para o governo federal, com o nome modificado para Instituto Soroterápico Federal.
Em 12 de dezembro de 1907, passou a denominar-se Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos (referência ao nome do bairro carioca onde fica sua sede) e, em 19 de março de 1918, em homenagem a Oswaldo Cruz, passou a chamar-se Instituto Oswaldo Cruz. Em maio de 1970, tornou-se Fundação Instituto Oswaldo Cruz, adotando a sigla Fiocruz, que continua a ser utilizada mesmo depois de maio de 1974, quando recebeu a atual designação de Fundação Oswaldo Cruz.
Seu principal objetivo é a pesquisa e o tratamento das doenças tropicais. Seu trabalho não se limitou ao Rio de Janeiro nem à pesquisa e produção de vacinas. Nas campanhas de saneamento das cidades assoladas por surtos e epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica, teve que enfrentar uma cerrada oposição e um levante popular — a Revolta da Vacina. Ao se ocupar de condições de vida das populações do interior, deu origem a debates que resultaram na criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.
Em 1970, o instituto e outros órgãos federais foram congregados na Fundação Oswaldo Cruz, mais conhecida como Fiocruz, atualmente considerada uma das mais importantes instituições brasileiras de pesquisa na área da saúde.
Além do desenvolvimento de novas tecnologias para a fabricação em larga escala das vacinas contra a febre amarela e a varíola, devem ser citadas outras importantes contribuições relativas à descoberta da vacina contra o carbúnculo do gado, ou peste da manqueira, por Alcides Godoy; os estudos de micologia de Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca (1895-1978) e Arêa Leão; a descrição completa do fungo responsável pela paracoccidiomicose, mais conhecida por mal de Lutz, por Adolfo Lutz (1855-1940); as pesquisas sistemáticas de helmintos, de Lauro Pereira Travassos (1890-1970); a descrição do ciclo do Schistosoma mansoni (ver Esquistossomose); a causa do tifo exantemático — o germe bacteriforme Rickettsia prowasecki — por Rocha Lima; e o isolamento do vírus da SIDA em circulação no Brasil, por Bernardo Galvão.
A Fiocruz tem 17 unidades técnico-científicas, sendo 11 localizadas no Rio de Janeiro, 5 localizadas em outros Estados brasileiros e uma unidade em Maputo, capital do Moçambique.
As unidades técnico-científicas localizadas no Rio de Janeiro são as seguintes:
Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos);
Centro de Criação de Animais de Laboratório (CECAL);
Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT);
Casa de Oswaldo Cruz (COC);
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP);
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV);
Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos);
Instituto Fernandes Figueira (IFF);
Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC);
Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS);
Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

As unidades técnico-científicas localizadas fora do Rio de Janeiro são as seguintes:
Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM) – Fiocruz Pernambuco;
Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM) – Fiocruz Bahia;
Centro de Pesquisa Leônicas e Maria Deane (CPqLMD) – Fiocruz Amazônia;
Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR) – Fiocruz Minas Gerais;
Instituto Carlos Chagas (ICC) – Fiocruz Paraná;
Escritório Internacional em Maputo – Fiocruz África.

Também existe mais 4 unidades administrativas todas ligadas a presidência da Fiocruz.
Diretoria de Administração do Campus (DIRAC) – Realiza toda a infra-estrutura do campus FioCruz.
Diretoria de Administração (DIRAC)
Diretoria de Recursos Humanos (DIREH)
Diretoria de Planejamento (DIPLAN)

A Fiocruz possui vasta produção científica e tecnológica, disseminada através de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais especializados em Ciência e Tecnologia. Além disso, a instituição mantém permanente sistema de divulgação de sua produção científica e tecnológica em jornais, revistas, emissoras de rádio e TV e outros veículos de comunicação.

A participação em comissões, congressos, projetos e atividades diversas é outra forma de divulgação que a Fiocruz utiliza para levar sua produção científica e tecnológica à comunidade de C&T e à população em geral. Essas atividades podem ser visualizadas nos currículos dos produtores científicos da Fiocruz através da plataforma de currículos Lattes da Fiocruz – Fiolattes, que é uma expansão do Sistema de Currículos Lattes do CNPq.

Suas atividades científicas são fomentadas pela Vice-presidência de Pesquisa e Laboratório de Referência (VPPLR) e monitoradas pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Fiocruz.

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