2203-O Paradoxo da Academia


Durante décadas, o culto ao exercício físico tem sido um sinônimo da luta pelo emagrecimento. Mas a ciência nunca conseguiu provar que uma coisa realmente leva à outra Se os magros são fisicamente mais ativos que os gordos – um fato inquestionável para a ciência às vezes obscura do controle de peso -, isso quer dizer que malhar transformará uma pes-soa gorda em uma pessoa magra? E isso quer dizer que ficar sentado no sofá transformará uma pessoa magra em uma pessoa gorda? Que tal uma variação matemática sobre essas questões? Digamos que freqüentamos a academia e queimamos 3.500 calorias toda semana. Isso são 700 ca-lorias por sessão, cinco vezes por semana. Se meio quilo de gordura equivale a 3.500 calorias, isso quer dizer que ficaremos meio quilo mais magros para cada semana de exercício? E que continua-remos a perder peso nesse ritmo enquanto continuarmos a nos exercitar? Para a maioria de nós, o medo do excesso de gordura é a razão para nos exercitarmos e a maior motivação que nos leva à academia. É por isso também que as autoridades da área da saúde têm incentivado mais exercícios como parte de uma vida mais saudável. Se estivermos gordos, ou mais gordos do que deveríamos, nos exercitamos. Queimamos calorias. Gastamos energia. Continua gor-do? Queime mais. As diretrizes do Departamento de Agricultura dos EUA para uma dieta saudável, por exemplo, recomendam que nos empenhemos em fazer uma hora de atividade física “de modera-da a mais vigorosa”, apenas para manter o peso, ou seja, que nos impeça de engordar. Consideran-do a ambigüidade da mensagem e a simplicidade do conceito – queime calorias, perca peso -, não seria bom crer que isso é verdade? A pegadinha é que a ciência sugere que não. Logo, todas as respostas para as questões acima são negativas. A Associação Americana do Coração e a Faculdade Americana de Esportes e Medicina publicaram um novo guia em setembro. Ele sugere que 30 minutos de atividade física moderada, cinco dias por semana, bastam para “promover e manter a saúde”. O guia não afirma que mais exercício leva à perda de peso. Na verdade, o melhor que ele poderia dizer sobre essa relação seria algo como “é razoável acreditar que pessoas com gastos relativamente altos de energia teriam menor propensão ao ganho de peso se comparadas àquelas com um gasto de energia menor”.

2202-Quem é o Diabo?


A besta segundo a tradição

Ele aparece no dicionário Aurélio com 119 sinônimos. No Houaiss, há 136. O escritor Guimarães Rosa tinha sua coleção particular: Azarape, Arrenegado, Cramulhão, Indivíduo, Galhardo, Não-Sei-que-Diga, O-que-Nunca-se-Ri, Sem-Gracejos. São 29 passagens sobre ele nos Evangelhos, 25 de-las citado pelo próprio Jesus. E o filósofo Jean-Paul Sartre dizia que “o inferno são os outros”. Mas, venhamos e convenhamos: afinal de contas, quem é o Diabo? Onde ele habita? Estará em franca falência ou flamejante coroação? A discussão sobre a topografia da Besta e de sua morada perpassa milhares de anos. Freqüentam vulgatas que vão da ciência à religião, passando por comportamento, psicanálise e mesmo arte. Questionando a Bíblia como ninguém, o fílósofo Bertrand Russell gostava de dizer que o homem criou Deus à sua imagem e semelhança. Num lugar, fez um senhor de barbas, noutro, fez dele o Sol. Se assim pensarmos, o Diabo vai pelo mesmo caminho: num mundo com tantas informações dispo-níveis, cada um constrói seu Satanás. É o Diabo à la carte. No mundo dito pós-moderno, a ordem é: faça você mesmo o seu Satã.

Na Renascença, houve uma fusão de teorias esotéricas da Antiguidade, como o “Corpo Hermético”, atribuído a Hermes Trimegisto, com experimentos de cunho científico: era a alquimia, que serviria de base para a química moderna. Um notável exemplo dessa mistura é o alquimista, médico, astrólogo e ocultista Paracelso, cujas pesquisas a ciência bem pôde aproveitar. Mas esses progressos eram vistos com suspeita pela Igreja. “Alguns cientistas eram associados com o Demônio, heresiarcas sempre sujeitos às tentações que o diabo fez a Cristo no deserto
Conforme o texto bíblico, o Diabo é um anjo, um querubim ungido que, movido pela soberba, se revoltou contra Deus. Derrotado, foi banido do Céu, junto com os que seguiram em sua rebelião, que viraram os demônios. Na Bíblia, o nome pessoal do Diabo é Satanás, derivado do hebraico “satan”, que significa adversário.
Diabo é o fomentador de desordens morais, sociais e espirituais, influenciando as pessoas para a corrupção, para os vícios, para as orgias sexuais, para a exploração social e toda a sorte de atrocidade que atenta contra a integridade do ser humano e contra a espiritualidade sadia e benfazeja que o homem carece experimentar”, diz um pastor.
No judaísmo, Satã não é exatamente o Coisa-Ruim. A ele cabe pegar no pé da humanidade, apontando nossas falhas. No livro de Jó, ele age como promotor da divina corte, angariando provas de que o homem não merece o amor do Criador. Ele também dá uma mão na construção do bezerro de ouro que os israelitas adoram enquanto Moisés está no Monte Sinai. De qualquer forma, a Torá afirma várias vezes que foi Deus quem criou o bem e o mal.
Cristianismo
Até o início do século 18, a oração de Pai-Nosso dizia “livrai-nos do Demônio”. Hoje os católicos pedem simplesmente que Deus os livre “do mal”, mas isso não quer dizer que a existência do Diabo tenha sido totalmente abolida das encíclicas papais. Já a presença de Lúcifer no Inferno, torturando almas de pecadores, é uma criação da literatura cristã medieval, pois a Bíblia diz que o Diabo anda solto pelo mundo.
No budismo não existe Diabo, mas há um sujeito diabólico: Mara. Ele tentou Gautama Buddha, oferecendo-lhe lindas mulheres (em algumas versões, suas próprias filhas). Ele tira a atenção dos homens da vida espiritual, fazendo as coisas mundanas atraentes e procurando transformar o negativo em positivo. Outra interpretação é de que Mara representa os desejos em nossa mente que nos impedem de ver a verdade, uma parte ruim nossa que deve ser derrotada.
Em contraste com as tradições judaico-cristã e islâmica, o hinduísmo não especifica nenhuma força maléfica central, mas reconhece que as pessoas podem realizar atos de maldade quando dominadas temporariamente por entidades conhecidas como asuras. Rahu teria uma característica mais próxima do Diabo dos cristãos, se bem que Vishnu encarna para destruir o mal quando ele se torna muito forte.
Que Diabo, que nada!
Um psiquiatra relata um caso exemplar. Uma mulher foi com uma amiga a uma loja de umbanda. Conheceu um homem. As duas, mais ele, vão para uma casa. Fazem um ritual de macumba. Uma das mulheres entra em transe e incorpora a entidade Pombagira. Pega uma faca e desfere um golpe contra o homem. Sai do transe e tenta acudi-lo. Ele morre. A assassina diz que nada lembra e não tem culpa: quem matou foi a Pombagira. Apesar de todas as alegações de possessão demoníaca, a prova final foi dada com eletroencefalograma. A assassina era epilética, dona de disritmia em estado crespuscular, em que padecia de atos semi-automáticos, sempre com amnésia. A ciência também exorciza.

2201-Sociedade – No Brasil tudo demora mais


Em matéria de pontualidade os brasileiros andam mal. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar.O país dos relógios é portanto o do povo mais pontual. Já as 8 últimas posições no ranking são ocupadas por países pobres. Nos EUA, a idéia de que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural, já os brasileiros dão mais valor às relações sociais e perdoam atrasos. Mas, como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não se pode confiar nos tranportes públicos? Burocracia e subdesenvolvimento também provocam atrasos.

Em sociologia das organizações, burocracia é uma organização ou estrutura organizativa caracterizada por regras e procedimentos explícitos e regularizados, divisão de responsabilidades e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais. Em princípio, o termo pode referir-se a qualquer tipo de organização – empresas privadas, públicas, sociais, com ou sem fins lucrativos.
Popularmente, o termo é também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras, controles e procedimentos redundantes e desnecessários ao funcionamento do sistema.

2200-Cocaína – 80% da droga da Bolívia tem como destino o Brasil


Mapa da Bolívia

29% São vendidas na Bolívia para o uso doméstico, mascadas ou utilizadas para o mate. Os outros 71% seguem para a fabricação de pasta de coco ou pó de cocaína. As folhas são processadas para virar pasta em pequenos laboratórios.A forma final é parecida com a de um tijolo. Desde 2007, uma parte da pasta passou a ser transformada em cocaína na própria Bolívia. O grosso da produção é vendido para traficantes peruanos, colombianos, argentinos e paraguaios. Mas, o grande mercado é o Brasil, que é destino de 80% da droga, consumida ou reexportada. A cocaína alimanta uma cadeia de ilegalidades: os motoristas de caminhão e os pilotos que fazem os grandes carregamentos clandestinos, as autoridades que cedem a seu poder de corrupção, os traficantes graúdos e a distribuição. Calcula-se que no RJ 60% de todos os crimes sejam relacionados à droga.

Onde fica a Bolívia?
A Bolívia é um país sem litoral. O ocidente da Bolívia está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos 6542 metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas, e coberto pela floresta úmida da Amazônia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. No ocidente, no departamento de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo.
As cidades principais são La Paz, Sucre, Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.
A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semi-desértico nos meses de seca. A nordeste da bacia Titicaca visualizam-se montanhas extremamente altas de 3.000 a 6.500 metros. Notamos que as montanhas de mais altitude caem em ângulos praticamente retos até se transformarem em planícies.
Os Andes atingem a Bolívia e se dividem em duas grandes cadeias, a Oriental e a Ocidental. Nota-se que a cordilheira Ocidental é formada por vulcões inativos ou extintos, e suas rochas são formadas de lava vulcânica petrificada. A altitude máxima é de 3700 m, com 800 km de comprimento e 130 km de largura. A cordilheira Oriental é composta de diversos tipos de rochas e areia.

2199-Nova Arma Contra o Câncer de Próstata


A próstata é uma glândula produtora de PSA, a proteína responsável por diluir o sêmen durante a ejaculação. Durante o processo de envelhecimento, é natural que ela cresça. Para 80% dos homens com 50 anos ou mais ela se faz notar pela dificuldade de urinar porque ela se avoluma e comprime o canal da uretra. Uma técnica nova pode amenizar o pesadelo.
Com o poder de emitir ondas a uma temperatura de 200°C, o laser verde faz o excesso de tecido prostático evaporar. É aplicado desde 2005 em célebres hospitais americanos. Na operação tradicional, a cânula leva em sua ponta instrumentos para recortar e sugar as obras as sobras do tecido prostático. No tratamento a laser, um tubinho de 1,8 mm de diâmetro libera o feixe de luz quente. Já a cirurgia aberta é indicada para casos mais graves, quando a próstata está commais de 100 gramas,o nomal é 20. A provável causa do problema é o hormônio testosterona, que funciona como um combustível para a multiplicação das células. A finasterida reduz os níveis de testosterona e a doxazosina relaxa o canal da uretra, aumentando a contração da bexiga, mas nem sempre o tratamento consegue conter o crescimento da próstata.

2198-Tigre Siberiano – Perigo de extinção


Tigre, habitat restrito

A antiga URSS era um refúgio antigo. No século 20, a espécie foi caçada quase à extinção na China e na Coréia, mas resistiu no leste da Rússia, em santuários ecológicos criados por Stálin (1879-1953). Com o colapso do comunismo, as reservas deixaram de ser vigiadas e de 500, a população de tigres caiu para 350. Na China e Coréia, países onde o animal já foi exterminado, seus ossos e vísceras são usados em remédios populares. A sociedade pressiona o governo russo a transformar o habitat dos tigres em parques e ecoturismo. É a única forma de preserva-los.

2197-Automóvel, máquina mortífera – entendendo o cenário dos acidentes de trânsito


Esta máquina mortífera está envolvida em 8 a cada 10 acidentes em estradas

No asfalto existe uma guerra. As vezes o maior sai amassado, mas quem perde é o menor. Os números comprovam : No asfalto o caminhão mata. Eles estiveram envolvidos em 60% de todas as mortes ocorridas no trecho paulista da Fernão dias no ano de 1994. Embora representem apenas 7% da frota nacional de veículos. Se uma carreta de 25 toneladas vai a 100 km/h de encontro a um fusca estacionado, o impacto será equivalente a 2500 toneladas. Ao transportarem 70% de toda a carga do país os caminhões deixam um rastro sangrento, além de serem pouco econômicos. Enquanto nações mais desenvolvidas priorizam outros meios, a opção pela rodovia firmou-se por aqui. Na década de 1940, o Brasil ainda contava com 38 mil km de ferrovias. Hoje a extensão das linhas férreas é de menos de 30 mil km. As ferrovias encolheram e as rodovias esticaram. Os 185 mil km de estradas que o Brasil tinha nos anos 40, cresceram para 1,6 milhão de km, embora só 150 mil estejam pavimentados. É por essa teia esburacada, pouco policiada e extremamente caótica que transita grande parte de toda a população brasileira. Na boléia vão motoristas que na maioria das vezes, trabalham mais de 10hs por dia, sem folga semanal. Os caminhões estão em condições precárias, com freios e faróis desregulados, folga no volante, problemas de suspensão e etc., além de buracos e má sinalização. Apenas 1% dos crimes de trânsito resultam em sentenças irrecorríveis no Brasil. Governar não é abrir estradas. Com mais trens, barcos e aviões e menos jamantas, o país pouparia milhares de vidas.

2196-Acidente – Estrutura obsoleta


Uma ponte de metal que cruzava o rio Mississippi, em Minneapolis, caiu na noite de 1º de agosto deste ano. Pelo menos sete pessoas morreram quando cerca de 50 carros caíram no rio ou se misturaram aos escombros 19 metros abaixo do nível da ponte. O acidente deixou mais de 80 feridos. Vai demorar um tempo para saber o que, exatamente, fez a ponte ruir. Construída em 1967, ela se assentava sobre um arco estrutural de metal. Seu desenho não é mais usado há décadas, porque uma única falha pode fazer com que a ponte inteira venha a baixo. Ela foi classificada como “estruturalmente deficiente”, condição que afeta 11% das pontes de metal do país. Por conta disso, ela passava por inspeções anuais desde 1993. No ano passado, sua estrutura foi classificada como em “condição ruim”. Está longe de ser a pior categoria. Numa escala que vai de zero a nove, recebeu nota quatro. Um zero acarretaria o fechamento da ponte. A famosa ponte do Brooklyn, em Nova York, também tem sua estrutura classificada como em “condição ruim”.

2195-Falha Humana


Falha Humana
Imagine uma máquina com capacidade de processamento de 100 milhões de megabytes, um supercomputador. Pronto, pode parar de imaginar. Essa máquina existe e está dentro da sua cabeça. Com 100 bilhões de neurônios e 100 mil quilômetros de conexões, nosso cérebro tem uma sofisticação que é a meta dos gênios que produzem softwares no Vale do Silício. Agora, volte a imaginar: se máquinas bem menos potentes vivem dando pau, principalmente se submetidas a condições extremas ou sobrecargas, calcule o que pode ocorrer no interior da sua caixa craniana. É aí que reside — ao lado da preguiça, desinteresse, desatenção ou pura má-fé — o motivador de um dos mais desgastados clichês: errar é humano. Isso é inegável, mas há erros e erros, e um dos maiores é superestimar a resistência e a capacidade do nosso cérebro. Isso abre espaço a falhas que podem levar a episódios como os exibidos ao longo do ☻Mega. Parte da solução para evitar que elas voltem a ocorrer está nesse supercomputador dentro da nossa cabeça.

2194-Mega Debate: Argumentos contra as usinas nucleares


Não é verdade que inexistam alternativas para a energia nuclear. Essa falsa afirmação é difundida por grupos detentores do poder político e econômico e que controlam todo o setor nuclear. Não é verdade que sejam mais econômicas do que as convencionais termo elétricas e a carvão. Pelo contrário, na última década, seu custo aumentou significativamente. Na realidade as centrais elétricas não oferecem segurança. Isso foi confirmado pelos numerosos acidentes ocorridos, entre os quais os da Usina Atômica de Three Miles Island , nos EUA em abril de 1979 e na central Chernobyl, URSS, 7 anos depois. Falhas no sistema de refrigeração acarretaram enorme elevação da temperatura que rompeu a blindagem, lançando materiais radioativos na atmosfera. Embora a ocorrência de acidentes graves não seja freqüente, um só teria conseqüências catastróficas com dezenas de milhares de mortes. Este custo social é possível e inteiramente injustificável. Ainda não foi encontrado um sistema seguro para a destruição ou neutralização do lixo radioativo, que por enquanto vão se acumulando perigosamente dentro de abrigos subterrâneos. Centrais nucleares necessitam de água para o resfriamento que a seguir é devolvida aquecida aos rios mares e lagos, provocando prejuízos para os organismos aquáticos. É necessário vigiar contra atentados terroristas e a militarização da sociedade favorece o possível advento de regimes autoritários.

Prós
Já existe para a energia nuclear uma tecnologia de aproveitamento inteiramente aprovada. As centrais nucleares são seguras. Os critérios de construção prevêem uma margem de segurança ampla que tornaria insignificante a probabilidade de acidentes, como vazamento, fusão do núcleo ativo do reator, danos por terremoto e etc. Centrais nucleares não poluem a atmosfera ao contrário das termo elétricas que queimam petróleo ou carvão, lançando dióxido de enxofre, monóxido de carbono e partículas de metais pesados. Não ameaçam recursos terrestres, uma vez que utilizam ínfimas quantidades de urânio. O custo é menor. Prevê-se para breve a entrada dos auto fertilizantes que produzirão mais energia que a inicialmente consumida.

Fusão Nuclear
Durante tal reação, parte de matéria se transforma em energia, a mesma que é produzida pelo Sol. O deutério, isótopo essencial para a reação, está presente na água numa proporção de um parte em 7 mil de hidrogênio, e pode ser extraído da água com procedimentos simples e relativamente baratos. Em 1 quilo de deutério se produz 7 vezes mais energia que na fissão de um quilo de urânio. Pode-se afirmar que a quantidade disponível de deutério é praticamente ilimitada. Além disso, não haveria a produção de lixo radioativo. Entretanto, dificuldades práticas até agora se mostraram insuperáveis.
Propulsão nuclear
É empregada em navios e submarinos. O primeiro foi o americano Nautilus que em 1958 realizou um cruzeiro sob o gelo do polo norte. A seguir foram construídos em grande número neste país e na ex. URSS, Inglaterra e França. Tal embarcação chega a deslocar 20 mil toneladas desenvolvendo altíssima velocidade, logicamente a um alto custo. Se as pesquisas com fusão nuclear se tornarem realidade, teríamos uma fonte de energia praticamente ilimitada.Nela há a combinação de 2 núcleos leves ( deutério e trítrio), para originar um núcleo mais pesado (hélio).

2193-Nem tudo é festa dentro do organismo


Ar saturado de moléculas odoríferas desprendidas de pessoas e objetos. Elas são analisadas por 25 milhões de células no fundo do nariz, que enviam sinais elétricos ao bulbo olfativo no cérebro. Mas, cansadas, as células mandam mensagens confusas e, por isso, nessas alturas só se decifram cheiros fortes como o do cigarro. A fumaça desse, carrega moléculas de nicotina para o sangue de todos os presentes, por meio da respiração. Aumenta a trabalheira do fígado, incumbido de liquida-las. As células defensoras do sistema imunológico não tem sossego, entrando em contato com micróbios alheios. A célula macrófaga é a que mais trabalha, engolindo e derretendo os invasores.

A ciência parece ter comprovado a sabedoria popular: quando a ressaca bate forte, nada como um bom café e uma aspirina para combater a dor de cabeça.
Segundo um estudo recém publicado por pesquisadores americanos, a cafeína e os ingredientes anti-inflamatórios dos analgésicos reagem com os compostos do etanol e ajudam a eliminar os efeitos daquela que, cientificamente, recebe o nome de veisalgia cephalgia.
A dor de cabeça causada pela ressaca é fruto do acetato produzido pelo álcool. De acordo com o trabalho do Professor Michael Oshinske, da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, esse mecanismo de como o etanol causa as dores ainda é bastante desconhecido.
O intuito da pesquisa liderada por ele era justamente compreender como funcionavam essas reações e, para isso, foram usados ratos. Durante o experimento, a equipe induziu essas dores de cabeça nos animais usando pequenas doses de etanol.
De quatro a seis horas após o “porre” nos roedores, os cientistas tentaram tratar a dor de cabeça com algumas técnicas. Esse período de tempo foi escolhido pois sabe-se que a dor de cabeça da ressaca ocorre de quatro a 24 horas após o término da ingestão alcoólica.
Após a administração de doses de cafeína e anti-inflamatório, notou-se uma significativa melhora, além de nenhum efeito colateral – domo a desidratação
Mas, cuidado. A receita é contra-indicada para quem sofre de problemas gastro-intestinais, tais como úlceras, gastrites e dispepsias em geral.

2192-Física Nuclear-Reatores lentos e rápidos


Quando um nêutron se choca com um núcleo de U 235 ocorre a fissão, dividindo o núcleo em 2 fragmentos e liberando energia. Os nêutrons emitidos tem sua velocidade retardada atravessando uma substância chamada moderador, provocando em seguida, a fissão de outros núcleos, iniciando uma reação em cadeia. Esse tipo de central tem o inconveniente de consumir urânio natural utilizado, cujas reservas são escassas.. Os reatores a nêutrons velozes são auto fertilizantes, podendo produzir mais combustível de que foi gasto inicialmente. Um exemplo desse modelo é o Superphenix, instalado na França com a colaboração financeira de vários países europeus. Após capturar os nêutrons provenientes do processo que ocorre no núcleo ativo o U238 transforma-se em plutônio 239, ocorrendo assim uma regeneração combustível, por isso é chamado autofertilizante.

A era atômica iniciou-se em 1942 em Chicago, quando um grupo de físicos dirigidos pelo refugiado italiano Enrico Fermi fez funcionar o 1° reator nuclear da história, promovendo a fissão controlada de núcleos atômicos. Os átomos existentes em um grama de urânio 235 podem liberar energia equivalente a obtida pela queima de 6 mil toneladas de carvão, mas a primeira aplicação prática foi a bomba atômica. Neve anos depois a então URSS inaugurou a primeira central atômica para a geração de eletricidade. Em 1954. Os EUA lançaram no mar o Nautilus, o primeiro submarino movido a energia nuclear. No decorrer das transformações sofridas pelo urânio 235, formam-se inúmeros isótopos radiativos. Chama-se isótopos os átomos de um mesmo elemento que diferem entre si apenas pelo número de nêutrons existentes em seu núcleo. O cobalto 60 é utilizado no tratamento de tumores. Por meio de um aparelho chamado bomba de cobalto é preciso dirigir com precisão os raios gama emitidos pelo elemento sobre as células cancerosas, para destruí-las ou impedir seu crescimento. A fusão nuclear é o processo pelo qual as estrelas liberam sua energia. Ocorre quando núcleo de certos elementos se fundem e dão origem a um núcleo mais pesado. Parte da massa dos núcleos iniciais transforma-se em energia. Pretende-se no futuro, utilizar industrialmente a fusão controlada usando como combustível o deutério e o trítio, formando-se a partir do deutério.

2191-A fusão a laser


O caríssimo tokamak, o reator de fusão não está a disposição de todos

Também é conhecida como confinamento inercial. Neste é bombardeado com laser de alta potência uma pastilha esférica contendo combustível atômico, a mistura de deutério e trítrio. O forte impacto provoca a implosão da parte central que se aquece o bastante para desencadear a fusão. Os sistemas assim são menos divulgados pois teme-se que venha a ser uma arma de guerra. O reator Shiva foi testado nos EUA.
Mas a fusão a frio permanece um sonho.Todas as experiencias foram infrutíferas até agora, incluindo as da dupla Pons e Flaichman da Universidade de Utah, da qual falaremos com detalhes.

Confinamento é o tempo necessário para levar a reação á sua auto-sustentação, quando já não é preciso fornecimento de energia externa. Desde 1950, inúmeros esquemas foram imaginados para confinar o plasma enquadrados em 2 grupos : o confinamento inercial e o magnético; nas estrelas o confinamento é gravitacional. Há grandes máquinas do tipo Tokamak instaladas na ex. URSS, EUA, Japão, França, Alemanha, Itália e Inglaterra. Ainda são máquinas de pesquisa, mas é previsto o breve domínio da operação. No Brasil as experiências ocorrem na USP e Unicamp, onde aliás opera o único Tokamak da América Latina.

Reatores de fusão nuclear
Tanto as reservas de urânio e tório como as de petróleo, carvão e gás são limitadas e têm seu esgotamento previsto em prazo relativamente curto. Um reator que funcionasse com base em fusão ofereceria grandes vantagens em relação a reatores que trabalham com a quebra do núcleo atômico. Já se pode fazer a bomba de hidrogênio, mas não é possível controla-la ainda como a fissão. O Tokamak foi construído em Frascati, Itália, ainda em testes. O torus ou toróide, um volume geométrico com a forma de um pneu, constitui o vaso em que o plasma é criado e aquecido. Bobinas criam um campo magnético que propicia o confinamento. A fusão de núcleos atômicos com liberação de energia exige temperaturas iniciais altíssimas e só prossegue se forem mantidas na ordem de 100 milhões de graus C. Elementos assim aquecidos passam para o estado de plasma que é considerado o 4° estado da matéria. Um mar de partículas eletricamente carregadas em movimento desordenado se chocando entre si.

2190-Os Crimes Sexuais


O Código Penal brasileiro define como crime como atentado contra a liberdade sexual, ou a livre decisão de um indivíduo a respeito de seu corpo. Os juristas encaram a liberdade sexual como um bem jurídico e de interesse a sociedade por ser necessário a moralidade pública. O estupro éum desses crimes e na antiguidade era castigado severamente. No direito canônico, o estuprosó é admitido quando a mulher é virgem. Apesar de muitas controvérsias, o Código Penal é claro: o estupro é o ato cometido por homem, usando o seu membro viril, contra a mulher. O estupro contra a esposa é rejeitado por muitos juristas (não todos), uma vez que a vida sexual é pertinente a vida conjugal.Os que se casam adquirem legalmente o direito e o dever de manter relações sexuais com o cônjuge. Se a mulher recusar para alguns, há crime, para outros, não. O bom senso recomenda a abstenção em dias difíceis. Outra questão polêmica é o defloramento. Trata-se do ato sexual com mulher virgem menor de idade, com seu consentimento, mas obtido por meio de sedução ou fraude e resultando no dilaceramento do hímem. Outro crime contra os costumes é o atentado violento ao pudor: são os chamados “atos libidinosos”: o sexo oral, anal, masturbação, apalpadelas, em regiões genitais, contemplação lasciva e etc. Mais tais atos são perfeitamente normais e admissíveis entre pessoas casadas.O assunto é polêmico porque a moral pode ser relativa e psicológica.