1562-O Desenvolvimento da Ciência Moderna



Lembramos que, este bloco trata-de de apenas um esboço, pois a quantidade de dados é muito grande para que possamos apresentá-los por completo. Pouco a pouco foram aparecendo traços essenciais da ciência.
René Descartes – Nascido em Tourane, em 31 de março de 1596, fez seus estudos no colégio de jesuítas de La Fleche, licenciando-se em direito em 1616. Aquartelado, teve de súbito uma intuição científica. De volta a Paris, dedicou-se ao estudo das lentes, descobrindo a lei da refração. Planejou uma obra cujo título seria “O Tratado do Mundo”, entretanto, foi persuadido a não publicá-la. Deixou a França e se mudou para a Holanda, país com liberdade de pensamento. Fixou residência em Amsterdã. Já trabalhava em sua obra há 3 anos quando estourou a condenação de Galileu. Decidiu então publicar breves tratados, precedidos de introdução metodológica e filosófica. Constatou que as equações algébricas ocasionavam curvas e que as soluções de equação permitiam desenhar tal ou tal figura. Favorecido por sua própria reforma de sinais, criou assim a complicada geometria analítica. O Tratado do Homem foi uma obra póstuma publicada em 1664 e tratava-se de uma concepção mecanicista e automática da biologia animal e humana.
Blaise Pascal – Desde a infância teve sólida formação científica e ambiente de elevado nível intelectual. Nasceu em Clermont-Ferrand, em 19 de junho de 1623, redigiu aos 12 anos um pequeno, tratado de acústica e sem ter lido Euclides, formulou sozinho algumas de suas proposições. Aos 19 anos inventou uma máquina aritmética para ajudar seu pai. Após a morte de sua esposa, transferiu seu domicílio para Paris. Em 1647 retomou os estudos de Galileu e Torricelli sobre o vácuo e a pressão atmosférica. Se o ar é pesado, pensava ele, deveria ser mais nos vales que nas montanhas. Quando morreu em 19 de agosto 1652, desaparecia uma das inteligências mais lúcidas da história.
Antoon Leewenhoek – Nascido em Delft, em 1632, um empírico puro, sem cultura científica. Trabalhava com tecidos e para melhor reconhece-los, utilizava lentes de aumento.Ainda jovem, com um microscópio desenhava tudo o que via e era alvo de chacotas. Um dia, observando uma gota de chuva, viu micróbios. Após análises, concluiu que um grãozinho de areia chegava a ser maior que um milhão desses corpúsculos amontoados e numa só gota d’água foram encontrados quase 3 milhões. Foi convidado por sua descoberta a fazer parte da Royal Society inglesa. Seus trabalhos prosseguiram e por volta de 1682, descobriu bactérias na boca humana; mais tarde, vasos sanguíneos na cauda de um peixe, confirmando a intuição sobre a circulação sanguínea, glóbulos de sangue humano e de vários animais; estudos mais completos sobre micróbios: não possuem cabeça e nem cauda, movendo-se em todos os sentidos; morrem quando sujeitos ao calor excessivo e não voltam a viver; classificação sistemática de um grande número de protozoários; descoberta de bactérios do tipo anaeróbico e das que parasitam em certos invertebrados; observação de fibras musculares de inúmeros animais e etc. Tudo ilustrado com desenhos, acompanhado de cálculos e hipóteses e intercalado com histórias e reflexões picantes. Em 1723, sentindo se aproximar da morte, pediu que um amigo traduzisse do lantin 2 cartas endereçadasa Royal Society, em que revelava seus processos de moldagem e polimento de lentes.
Isaac Newton – Nascido a 4 de janeiro de 1643, era uma criança franzina e em 1665 tinha notas medíocres na Universidade, mas, 4 anos mais tarde, com 26 anos, sucedeu seu mestre na cadeira de matemáticas. Foi eleito membro da Royal Society com 29 anos. Em 1687 realizou o tratado Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, onde apareceu desenvolvida a Teoria da Gravitação Universal, uma síntese matemática das fórmulas de Kepler, Galileu e Hygens. Foi eleito presidente da Royal Society, mas nos últimos anos esteve apagadp, morrendo em março de 1727.
Lavoisier – Nasceu em 26 de agosto de 1743, morrendo sob a guilhotina em 8 de maio de 1794; de uma família de grandes financistas, iniciou a carreira científica aos 22 anos. Em 1768, foi eleito químico adjunto à Academia de Ciências. Estudando o cal metálico, ou óxidos, em 1771, percebeu que eles são mais pesados que os metais de que derivam por combustão: ao se aquecer, poderia um metal se enriquecer de uma nova substância. Seria o ar? Mas tal hipótese contrariava a teoria do flogístico. O inventor de tal conceito era um médico prussiano, Jorge Sthal, dizia ele: como uma substância se desprende do corpo em combustão, é ela que permite a combustão. Se certos metais, calcinando-se, ganham peso, é porque o flogístico, em certos casos tem peso negativo; tornando o corpo mais leve. Mas Lavoisier não se convenceu. Realizando inúmeras experiências com o enxofre e os fósforo. A palavra oxigênio vem de gerador de óxidos, embora certos óxidos, como o cloro, não contenha oxigênio. Seus métodos, introduzindo na química a metodologia da física, transformou-a numa ciência de medidas precisas. Se lavoisier pode ser denominado o fundador da química moderna, deve ser também considerado o fundador da fisiologia pois evidenciou-se a função do oxigênio na respiração, na nutrição e no calor animal.
André-Marie Ampére – Seis meses antes da execução de Lavoisier, faleceu em idênnticas condições. Deixou vários filhos, entre eles, André-Marie, uma simpática figura. Nascido a 20 de janeiro de 1775. Com apenas 13 anos, enviou comunicação a Academia de Ciências sobre a quadratura do círculo. Casou-se em julho de 1799 com uma jovem intelectual, mas a perdeu em 1802. Até a sua morte em 11 de junho de 1836, os maiores nomes da ciência não cessaram de frenquentar sua humilde casa e subir a modesta escada que conduzia a seu laboratório. Era um homem tímido, leal com os amigos e devotamento desinteressado e sincero ás ciências. Em 1820, teve a intuição do eletromagnetismo. No inverno anterior, o dinamarquês Chistian Oersted (nascido em 1777) fazia seu curso de física na Universidade de Copenhague: ligando os 2 pólos de uma pilha de Volta, observou de repente que a passagem da corrente elétrica pelo fio coincidia com o desvio da agulha de uma bússola colocada nas proximidades. Repetiu a experiência na Academia deParis, e Ampére assistiu impressionado. Ele relacionou a eletricidade ao magnetismo. Alguns anos mais tarde, Faraday, o físico inglês que seguira de perto os trabalhos de Ampére, descobriu a indução. Colocando um imã num solenoíde, formou-se uma corrente cada vez que se introduz ou retira. A pilha de Volta era assim substituída pelo dínamo, com enormes vantagens para a eletrônica mundial.
Darwin -Em dezembro de 1831, um velho barco inglês levantava âncoras no porto de Londres com destino as Ilhas Galápagos e América do Sul, nele viajava Darwin aos 22 anos, um naturalista. Pertencia a uma família de intelectuais. A expedição durou 4 anos. O diário de pesquisas publicado em 1840, contém preciosas anotações sobre a flora e a fauna da ilhas do Pacífico e do Atlântico. Sua obra “A Origem das Espécies” foi publicada em novembro de 1859 e imediatamente lida em todos os círculos de biologistas, provocando reações.
Pasteur – Nascido em Dole, a 27 de dezembro de 1822, de uma modesta família de curtidores de pele. No colégio não se fez notório em nada, exceto em desenho. Em 1843, foi para a Escola Normal Superior, se tornando Dr em ciências. Com a utilização do microscópio, ligou-se a química a física e fisilogia. Em 1848, concluiu um trabalho sobre a dissimetria molecular de certos cristais. Em 1854 foi nomeado professor na Escola de Ciências de Lille e iniciou os primeiros grandes trabalhos sobre a fermentação: de onde vem os glóbulos que bóiam no mosto da cerveja e porque a fermentação se torna nociva quando estes se apresentam de forma alongada. A levedura é um ser vivo, cada fermentação é provocada por esse micróbio, que desempenha uma função específica. Até então, todos os químicos atribuíam a fermentação a um processo químico mineral. Qunado os micróbio não encontram oxigênio no ar, eles o retiram do líquido em fermentação, exalando nele o ácido carbônico, que deteriora a matéria em questão. No modesto laboratório da Rua Ulm concentrou-se nos estudos dos micro-organismos, esboçou uma teoria geral sobre o círculo vital, atribuindo aos micróbios, uma parte importante da putrefação dos corpos orgânicos. Inventou e aperfeiçoou instrumentos de assepsia. Em 1865 fez campanha contra as enfermidades do bicho da seda, no sul da frança. Foi acometido de um derrame em 1868, que inutilizou-lhe uma das mãos. Após a guerra de 1870, se aplicou em debelar o cólera que dizimava os galináceos e o carbúnculo. Desde a descoberta de Jenner, que inoculava o vírus da vacina contra a varíola, pensava em espalhar os benefícios desse método. Desde dezembro de 1880, andava as voltas com o problema da raiva: foi visto dezenas de vezes colher a baba gosmenta da goela de cães atingidos, a fim de analisar os micróbios da terrível hidrofobia. Seguiu pistas falsas e provocou a enfermidade em cobaias. Tinha intuição de que o vírus atacava o sistema nervoso e era necessário combatê-lo no próprio cérebro do animal. Ele não quis praticar a trepanação em seus cães, mas seu assistente realizou em sua ausência, num crânio trepanado de um cão cloroformizado, introduziu células no cérebro de um cão morto a pouco tempo, vitimado pela raiva. Alguns dias depois morreu o cão em que fora inoculado o vírus. Todas as experiências fracassaram até o dia que um cão inoculado por células de cobaia contagiada, resistiu a inoculação. Restava achar um meio de enfraquecer o vírus. Em 1884, após 3 anos de tentativas, chegou a uma descoberta. A cura do jovem Meister provocou uma onda de entusiasmo e permitiu a construção do Instituto Pasteur, inaugurado em 14 de novembro de 1888 e muito em breve se tornaria um centro mundial de vacinação. Pasteur Faleceu em 28 de setembro de 1895, numa casa filial do Instituto.

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