O que é Biodiversidade?


Biodiversidade:
O termo abrange toda a variedade das formas de vida, espécies e ecossistemas em uma região ou em todo o planeta. Em todo o mundo, estima-se que existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas. Como não é distribuida uniformemente pela Terra, ela é maior em ambientes com abundância de luz solar, água doce e clima mais estável. Segundo a Conservation International, o Brasil é considerado megabiodiverso, pois possui mais de 70% das espécies vegetais e animais do planeta.
Mega Memória – A ECO 92
A 2ª Conferência Mundial sobre o meio ambiente sediada no RJ em 1992 foi um marco, embora com poucos resultados práticos. Os principais representantes de vários segmentos empresariais que estiveram envolvidos com o evento escolheram o Rio Convention Bureau como interlocutor da classe empresarial para todos os assuntos relacionados a ECO 92. Vieram aproximadamente 40 mil pessoas em junho de 92 o que proporcionou uma receita diária para a cidade de mais de 9 milhões de dólares. A entidade realizou o Quality Tur, um compromisso com a qualidade, seminário que foi realizado em maio de 1991 e que reuniu diversos segmentos, desde o trabalho da polícia federal na alfândega até os motoristas de taxi.
Atmosfera » O envelope de ar que cobre a Terra contém basicamente nitrogênio (78%) e oxigênio (21%) e CO2 em insignificante quantidade. As atividades humanas vêm aumentando a concentração desse gás e outros, desequilibrando a harmonia e provocando a elevação da temperatura global. Acredita-se que a temperatura possa subir até 4,5°C em 50 anos. Alguns desses gases também reagem com o vapor d’água da atmosfera, tornando a chuva ácida. Ela pode contaminar lençóis de água e oceanos. E ainda o CFC, que destrói a camada de ozônio. Os raios ultravioletas causam câncer de pele, catarata e afeta o fitoplâncton, a fina camada vegetal sobre o oceano, responsável pela vida no mar. É difícil medir a quantidade de terra fértil que é levada pela chuva, esterilizada pelo uso de insumos agrícolas, ou a área que enrijece sobre a esteira dos tratores, prejudicando o plantio. A erosão pode decorrer do excesso de chuva ou do endurecimento da Terra. Mesmo o efeito estufa, não é suficientemente conhecido.

Biodiversidade » Estima-se que a duração média de uma espécie é de 5 milhões de anos. Em cada milhão de anos, cerca de 900 mil espécies se extinguiram. A taxa média de extinção era de uma espécie a cada 13 meses e meio, mas vêm aumentando. Só nas florestas tropicais podem viver a metade de todas as espécies do mundo. O fim de algumas espécies vegetais pode comprometer a produção de medicamentos e alimentos, já que novas espécies híbridas saídas de laboratório, podem ser vulneráveis as variações climáticas.

Água » Mais de 97% está no mar, outros 2% congeladas ou em fontes profundas. A exploração do 1% disponível para uso humano aumentou 35 vezes nos últimos três séculos e deve ainda mais. O estoque de água doce é poluído por esgotos e lixos urbanos, resíduos industriais, produtos químicos, agrícolas, mineração. A distribuição também não é igual no mundo todo. Perto de 1,2 bilhão de pessoas não recebem água em quantidade necessária. Por conta disso, cerca de 80% das doenças dos países pobres e 1/3 das mortes são relacionadas à água contaminada.

Florestas: 70 países têm florestas úmidas, mas só Brasil, Zaire e Indonésia possuem a metade dos 7 bilhões e 800 mil hectares de florestas tropicais do mundo. Quase 11 milhões de hectares são desmatados por ano. O desmatamento e as queimadas liberam co2, metano e óxido nitroso, gases que agravam o efeito estufa e as chuvas ácidas.

O Caracol dos Maias


Construído em 850, ajudava a determinar o início das estações do ano.
A Astronomia desenvolveu-se entre os maias por ser um dos elementos fundamentais na prática dos rituais religiosos que, na maioria das vezes, se realizavam à noite. Uma prova disso está numa das gravuras que aparecem em seus manuscritos (chamados Código de Mendoza), na qual um sacerdote toca um instrumento enquanto outro observa as estrelas para determinar a hora do início das cerimônias. Os elevados monumentos piramidais maias eram, na verdade, observatórios ideais para a pesquisa noturna e diurna do céu. As construções orientavam-se nesse sentido e delas podiam ser estimadas com precisão a passagem do Sol pelo zênite – o ponto do céu que está diretamente acima da cabeça do observador – e as épocas em que se iniciavam as estações do ano.
Em suas observações, os maias usavam alguns instrumentos primitivos semelhantes às balestilhas – duas hastes cruzadas -, com as quais os astrônomos-navegantes do século XVI observavam a altura dos astros. Um exemplo típico de construção maia com fins de observação astronômica é o chamado Caracol de Chichén-Itzá, cidade situada nas planícies do Yucatán, próximo à Mérida, no México.
Essa edificação está intimamente ligada às civilizações maia e tolteca – esta última, contemporânea da primeira. O monumento foi chamado de El Caracol pelos espanhóis, porque sua escada interior, em espiral, lembra a concha de um caramujo. Nesse edifício circular encontram-se aberturas orientadas de modo a permitir a determinação dos solstícíos de inverno e verão (dias que marcam o início dessas estações) e da mesma forma dos equinócios de primavera e outono.
O Caracol, cujo início da construção data de 850, tem uma torre de 12 metros de altura, erguida sobre uma dupla plataforma retangular de 9 metros. A plataforma inferior parece ter sido situada e orientada astronomicamente: sua parte anterior era dirigida para Vênus, que alcança seus maiores afastamentos norte e sul no horizonte em intervalos regulares, ao longo do calendário maia. Na plataforma superior, a parede frontal tem como perpendicular a direção que corresponde àquela do nascer do Sol no dia de sua passagem zenital em Chichén-Itzá no ano 1000.
Construída pelos toltecas, a torre tem dois andares. Com 11 metros de diâmetro e paredes muito grossas, dispõe de quatro portas muito, estreitas. No centro, uma grossa coluna sustenta a rampa – a célebre escada em caracol – por meio da qual se chega à câmara retangular do andar superior. Trata-se de uma tarefa difícil, já que a escada não começa no nível do solo e sim no princípio da abóbada. A câmara é pequena e grande parte de seu piso está destruído. Mas do que restou é possível deduzir que ela também tinha paredes espessas, uma porta e sete aberturas retangulares muito estreitas que serviram – pelo que se concluí de sua orientação – para determinar os solstícíos e equinócios.
Para isso, os maias deviam observar o horizonte por uma linha de visada tangente – que sai do olho e tangencia o lado interior direito e exterior esquerdo de cada uma das aberturas. Desse modo conheciam a direção do pôr-do-sol no solstício de verão (o dia mais longo do ano) e a dos equinócios da primavera e do outono (quando dia e noite têm a mesma duração). Algumas dessas aberturas davam as direções do ocaso de Vênus em suas máximas declinações norte e sul. Da mesma forma que os astecas, os maias também tinham sua atenção voltada para as estrelas e costumavam levantar-se durante a noite para observar o céu. Eles acreditavam que o firmamento noturno reunia dois dos seus grandes deuses: Tezcatlipoca, que simbolizava o céu à noite, e a serpente Quetzalcóatl, que representava o zodíaco, o criador do calendário. Além da cobra zodiacal da noite, criou-se mais tarde a figura de Xíucoatl, a cobra azul – zodíaco imaginário do dia e que se encontra lindamente esculpido no calendário asteca.

Civilizações Antigas -Maias e a Cidade do México


Maias
Arqueólogos americanos acabam de descobrir vestígios de mais de 4500 anos da civilização Maia em Belize na América Central. Até então, as marcas mais antigas desse povo eram da Penísula de Yucatan, no México com 3 mil anos de idade. Eles eram fazendeiros e mestres da porcelana, mas não se encontrou nenhuma peça desse material, sinal que os primeiros não dominavam a arte da cerâmica como aqueles que viveram no México.
Cidade do México » Com uma população de cerca de 18 milhões de habitantes é uma das maiores cidades do mundo. Foi originalmente fundada por volta de 1325, como Tenochititlan, e tornou-se a capital do império asteca. Estes começaram a construir a cidade quando se fixaram numa ilha do lago Texcoco. Com o decorrer do tempo eles encheram o lago de terra de modo a expandir a cidade, mas era uma cidade de canais e sempre cercada de água. Quando os espanhóis chegaram em 1519, eles ficaram atônitos com a grandeza e organização, na época com cerca de 300 mil habitantes.
Como a maioria das grandes cidades possui o lado negro da pobreza e crime em contraste com luxuosas mansões, condomínios e shoppings, convivem lado a lado com a pobreza das favelas escuras e sombrias. A superpopulação, junto com os problemas resultantes, poluição, escassez de moradias e grande deficiência de recursos essenciais á vida, bem como uma taxa de criminalidade sempre crescente. Grandes famílias são herança cultural do México, encarada como prova de virilidade masculina.
Na década de 1960 existia uma ára chamada de transparente, mas ficou na saudade. De acordo com a revista Time, 3 milhões de carros e 7 mil ônibus diesel, velhos e em péssimo estado contaminam o ar, o mesmo fazem 130 mil fábricas que representam, mais de 50% da indústria mexicana. São 11 mil toneladas de poluentes por dia. Calcula-se que simplesmente respirar possa equivaler a fumar 2 maços de cigarro por dia.

☻ Mega Memória-O Acidente de Tchernobil


Em 26 de abril de 1986, um reator da usina nuclear russa, a 80 km ao norte de Kiev, na então URSS, explodiu e incendiou-se. Duas pessoas morreram imediatamente, mais de 200 sofreram ferimentos graves e numerosas outras morreram nas semanas seguintes. A cadeia de acontecimentos que culminou com a explosão, considerada o pior acidente já ocorrido no âmbito da energia nuclear, começou provavelmente quando o sistema de resfriamento do núcleo do reator parou de funcionar, provavelmente devido a uma pane na turbina. As explosões e o incêndio subsequente lançaram á atmosfera uma grande quantidade de radiação, que foi levada pelos ventos a muitas regiões do planeta. Parte dessa radiação caiu na superfície em forma de chuva e neve, causando tremores de contaminação nas reservas de alimentos e água. Durante 2 dias a URSS não informou ao resto do mundo sobre o desastre. Os soviéticos acusaram a imprensa ocidental de ter exagerado as proporções do acidente. Foi noticiada dezenas de milhares de mortos, o que não se confirmou.

☻Mega Notícias-Liberada a Clonagem


Geologia
Cientistas da universidade de Chicago apresentaram indícios impressionantes do impacto de um meteorito com efeitos devastadores sobre a vida animal e vegetal. Em 1938, uma espécie de peixe desconhecido dos biólogos foi recolhido das água do lago East London, na África do Sul. Sua semelhança com os celacantos, um grupo bem conhecido como fóssil, e que se acreditava extinto desde o Cretáceo foi imediatamente percebida.

Clonagem humana – A Câmara dos Lordes da Inglaterra aprovou uma lei que permite a clonagem de embriões humanos. A autorização se restringe a pesquisas destinadas a cura de doenças como câncer e mal se Alzheimer. A aprovação provocou protesto das igrejas católica, angelica, muçilmana e judaica.

DNA do Homem do Gelo
O Homem do Gelo era uma múmia de 5300 anos e que foi encontrada em 1991 no vale alpino de Oetz, na fronteira entre a Itália e a Áustria e foi parcialmente descongelada para a retirada de tecido. Foram então realizadas análises genéticas por uma equipe de cientistas. Foram colhidos fragmentos da pele, dentes, ossos e da flora intestinal. O homem media 1,65 M e pesava 50 quilos, morrendo provavelmente durante uma tempestade de neve aos 45 anos de idade. Trata-se do corpo humano mais antigo e bem conservado já estudado pela ciência. O achado foi por muito tempo motivo de disputa entre os 2 países. Ele foi mantido por 6 anos na universidade de Innsbruck, até ser devolvido á Itália, em 1998.

Medicina – Câncer relacionado a AIDS


Como é de conhecimento geral, o número de vítimas e a preocupação com a AIDS explodiram na década de 1980. Sabemos também que a doença é transmissível somente por um intercâmbio de fluidos do corpo. Também já vimos que em abril de 1983, Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris, isolou um vírus que denominou na época de linfodenopatia, presente no sangue de pacientes com AIDS. O vírus pertence a uma família chamada de retrovírus, responsável por alguns tipos de câncer humano. O retrovírus tem a característica de se infiltrar nas células utilizando RNA, semelhante ao DNA, como material genético básico e empregam uma enzima, a transcriptase reversa para se incorporar ao próprio DNA das células infectadas. O HTLV-1 é um agente semelhante, que é causador da leucemia das células T humana, e os que causam doenças malignas em animais. O vírus da AIDS invade a máquina genética da célula hospedeira, a T, permanecendo incubado por meses ou anos, e depois, por razões ainda desconhecidas, é reativado, proliferando-se. O tratamento continua problemático. Desde a explosão da doençana década de 1980 até agora, quase 3 décadas se passaram e apesar de muitos medicamentos que auxiliam no tratamento, não há cura definitiva. O que se tem é uma bateria de medicamentos sob investigação clínica e mesmo os mais eficazes são altamente tóxicos, como o conhecido coquetel. Quanto a vacina, o velho problema é que o vírus se modifica depois de algum tempo, assim como as proteínas que produz e também uma vacina feita com um vírus enfraquecido, poderia desencadear a própria doença.

Medicina – A Luta Contra o Câncer


O de pulmão é de longe o maior assassino e o hábito de fumar, o maior responsável e as pessoas, mesmo disso concientes, não modificam seus hábitos. Durante muitos anos cresceu o número de mulhers jovens que passaram a fumar. Por muitas décadas o câncer de mama foi o maior causador de mortes em mulheres, mas já foi ultrapassado pelo de pulmão. Quem fuma 20 anos tem uma chance em 14 de ter câncer no pulmão. Cerca de 90% daqueles que sucumbem a doença morrem num prazo de 5 anos, a maioria dentro dos 18 meses. E mais de 90% daqueles que tentam parar de fumar, reincidem. Por isso, tem-se feito campanhas contra o fumo e proibiçõse de propagandas em todo o mundo. Tem se estudado várias substâncias para prevenir a doença; tais como o beta-caroteno (precursor da vitamina A), vitaminas C e B12, ácido fólico e selênio. Pesquisas feitas ainda na década de 1980, visava avaliar efeitos do germe de trigo e de um complexo de vitaminas C e E no desenvolvimento do câncer do intestino. Acreditava-se que tais substâncias reduziriam a incidência de pólipos potencialmente cancerosos. Nas mulheres tentou-se estabelecer uma relação entre o uso do anti concepcional e o câncer de mama. Contudo, estudos mais recentes concluíram que mulheres com menos de 45 anos não correm risco por usar pílula. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a possibilidade de cura. A taxa de sobrevivência, nesse caso é de 96%. Recomenda-se mamografias anuais para todas as mulheres com mais de 50 anos. Depois dos 40 anos deve se fazer mamografias pelo menos a cada 2 anos e para as mais jovens, auto-exame, para detectar nódulos. O maior temor das mulheres é a mastectomia radical, a remoção total do seio, dos músculos peitorais e dos glânglios linfáticos. Tais cirurgias predominavam até a década de 70, mas hoje há cirurgias menos deformantes, aliadas a novas técnicas de cirusgia plástica. Para cada caso há um tipo de tratamento. A melhor solução reside em pequenas cirurgias combinadas com medicamentos ou hormônios.

Câncer de Próstata


A próstata é uma glândula que se localiza abaixo da bexiga. Tal câncer é o 3° mais letal para os homens e estudos mais recentes concluíram que tumores na próstata não se espalham para órgãos vizinhos até alcançar 3 ou 4 cm³ , portanto, o diagnóstico precoce é imprescindível. O teste mais utilizado ainda é o exame pelo reto, seguido de biópsia. Para os casos em que o câncer já se espalhou, está sendo testada a substância zoladex, que interfere na produção de testosterona, o hormônio que aumenta o desenvolvimento dos tumores. A nova substância pode substituir o DES, substância que provoca náuseas, retenção de fluidos e paradas cardíacas. A radiação com raios de nêutron (que utiliza partículas subatômicas) obtidas de aceleradores utilizados em física nuclear, pode penetrar profundamente nos tecidos. Os técnicos tem condições de dirigir a radiação para o tumor e poupar os tecidos sadios normais. As taxas de sobrevivência dos doentes tem aumentado, embora ainda não se tenha a cura definitiva. Foi obtido o sucesso com o uso de interferon com vários tipos raros de câncer, inclusive leucemia. Já está em uso uma vacina, que segundo se espera, protege as pessoas contra o câncer de fígado. O soro imuniza os receptores contra infecções causadas pelo vírus da hepatite B, que se acredita ser o responsável pela ocorrência do câncer. A técnica de hipertermia destrói tumores resistentes a tratamentos convencionais. Um aparelho chamado magnitrode, destrói o tumor sem danificar os tecidos sadios.
Quando se encontra em estágio inicial as vezes não precisa ser tratado, no caso do tratamento, retira-se a próstata ou recorre-se a radioterapia. Quando o tumor se estende para outros órgãos, instalando focos chamados metástases, a doença é tratada com castração ou hormônios. Estudos revelaram que talvez 10% dos homens com câncer na próstata não precisem ser tratados por estarem em idade avançada. A existência de focos de tumor ou metástases em outros órgãos torna inútil a tentativa de se erradicar o tumor prostático inicial. Como o crescimento das células malignas da próstata é estimulado pela testosterona, qualquer medida que reduza os níveis dessa substância no sangue faz retroceder o câncer, tanto a lesão inicial da próstata como os focos de metástase. O tumor é o crescimento desordenado de células dentro da próstata e atinge 1 a cada 12 homens com mais de 50 anos. Em geral só produz sintomas em graus mais avançados, como dor e sangue ao urinar, onde nesse estágio o tratamento é apenas paliativo. Diagnóstico precoce é fundamental. 60 a 58% Dos homens com diagnóstico e tratamento precoce ficam livres do tumor. O exame pode ser feito por toque retal, ultra-som e dosagem do PSA no sangue, uma proteína liberada pelas células da próstata. Nos casos de câncer, seu valor aumenta muito. O teste deve ser feito anualmente após os 45 anos. O filho de um homem com câncer de próstata tem chance 2 vezes maior, o irmão 4 vezes. É o câncer mais freqüente entre os homens americanos, superando o do pulmão. É a Segunda maior causa de morte por câncer entre os homens. No seu primeiro estágio não pode ser sentido por toque do médico, mas quando cresce ele atinge uma camada que envolve a próstata, podendo ser palpável. O tratamento radioterápico é indicado. Em estágio mais avançado, ele já se espalhou para outros órgãos criando metástases. Nesse casos, são retirados os testículos, produtores da testosterona, um hormônio que estimula o crescimento do câncer. Outro tratamento é a administração de hormônios inibindo a ação da testosterona. A freqüência desse câncer tem aumentado de forma explosiva nos últimos anos, intrigando a ciência médica. A glândula de dimensões diminutas que se localiza na base da bexiga pode seguir 2 processos distintos: o primeiro é o crescimento benigno, chamado de hiperplasia e que ocorre em 90% dos homens após os 40 anos e produz dificuldade para a eliminação da urina. O segundo é o câncer, associado ou não ao crescimento benigno e se manifesta quase sempre após os 50 anos. Sua incidência aumenta com a idade, atingindo quase 50% dos indivíduos com 80 anos. Tal tumor provavelmente não poupará homem algum que viva até 100 anos. Em contra partida, é encontrado em um número elevado de indivíduos, sem lhes causar nenhum mal; 13% dos tumores nesse grupo de indivíduos tem caráter indolente, não se manifestam clinicamente e seus portadores morrem por outros motivos. Estudos sobre o crescimento tumoral indicaram que as formas agressivas do câncer de próstata, quando não tratadas, levam de 2 a 8 anos para se ramificarem pelo organismo, tornado a doença de difícil controle. Os exames anuais ajudam a curar 87% dos casos.

Escola Paulista de Medicina

Coração – Avanços no tratamento de doenças


Novas tecnologias fornecem imagens detalhadas da estrutura cardíaca sem a necessidade de uma cateterização dolorosa e dispendiosa.. Estão surgindo medicamentos mais eficazes contra a angina e também, o uso de balões infláveis afixados em cateteres que tornam a dilatar válvulas e artérias estreitadas; a aplicação de corações artificiais, com os quais o paciente a espera de transplante possa aguardar o doador adequado; a descoberta e o uso de medicamentos imunossupressores mais eficazes para prevenir a rejeição. A doença das artérias coronárias é uma epidemia moderna, mais comum nos países industrializados da América do Norte e Europa. Ela se desenvolve sorrateiramente ao longo de um período de várias décadas e conduz a uma angina, caracterizada por dores no peito, em geral causadas por um esforço maior e aliviadas por algum repouso; ao ainda ao temido enfarte do miocárdio que é uma dor prolongada dentro do peito, associada a uma parada cardíaca ou a morte súbita. A aterosclerose é uma doença degenerativa das artérias médias e grandes, é a causa básica dos ataques cardíacos. Tal distúrbio engrossa as paredes das artérias, limitando o fluxo sanguíneo que nutre o músculo cardíaco e outros tecidos e finalmente privando-os dessa nutrição. Em geral se desenvolve progressivamente no início da idade adulta a meia idade e na 5ª a 6ª década de vida se adiantya a ponto de causar sintomas: angina, enfarte e morte súbita. O perfil de indivíduos com esse problema é: idade avançada, sexo masculino, hábito de fumar, elevada taxa de colesterol no sangue e pressão sanguínea alta.

O Enfarte Agudo do Miocárdio


Três artérias coronárias maiores e suas ramificações suprem o coração com nutrientes e oxigênio e removem os resíduos metabólicos. O entupimento de uma das artérias principais ou de uma de suas ramificações conduz a uma sequência de disfunções na área atingida, resultando na morte definitiva do músculo cardíaco, se a oclusão se prolonga. Em experiência com animais, um entupimento das coronárias por mais de 20 minutos não resulta em morte do músculo cardíaco, porém, uma olusão de 6 horas causa a necrose ou morte de absolutamente todos os músculos que dependem do coração. A quantidade de músculo cardíaco perdido em um ataque é inversamente proporcional á probabilidade de sobrevivência; quanto mais forte o ataque, piores as perspectivas. A arteriografia coronária de emergência requer a disponibilidade imediata de uma equipe altamente treinada. A técnica requer 1 a 2 horas para o início da terapia de dissolução dos coágulos. A administração de medicamentos anticoagulantes pela veia é mais rápida e menos dispendiosa, mas não tem a vantagem do tratamento localizado. Tais medicamentos ativas a plasmina nãom apenas nas vizinhanças do coágulo, mas também na circulação em geral. Doses maciças de estreptomicina aumentam o risco de hemorragia. Medicamentos modernos tendem a ativar a plasmina apenas na superfície do coágulo, são menos tóxicos e potencialmente mais eficazes.

Mega Polêmica – O Livro do Futuro


A 5 séculos Gutemberg inventou o livro impresso. E de agora em diante? O livro digital foi apresentado há alguns anos na 52ª feira de Frankfurt, na Alemanha. Um especialista afirmou na época nãk acreditar que o livro eletrônico ameace o livro físico porque eram 468 anos de tradição. Mas já havia muitos favoráveis: Imagine um estudante de medicina tendo que estudar uma operação de joelho. O que é mais fácil? Ter toda a informação em um vídeo num livro eletrônico, ou imaginar como é a operação a partir de um testo escrito? Contestou outro especialista.
 

Pulmões – Medicina Preventiva


O fumo é responsável por 40% de todas as formas de câncer, porque os elementos cancerígenos, inalados e absorcidos pelos pulmões atingem outros órgãos também. Por isso, tumores cancerígenos no colo do útero, na bexiga, no pâncreas, nos lábios, na laringe e no esôfago são relacionados ao fumo. Um fumante perde em média 7 anos de vida, mas alguns indivíduos parecem imunes. Algo nos genes podem proteger ou tornar mais suscetível o surgimento dos efeitos devastadores.
Fibrose Cística – Trata-se de um mal hereditário e o mais grave dos que afetam os pulmões de bebês e crianças. Não ataca apenas os pulmões, podendo atingir o trato gastrointestinal, fígado e órgãos reprodutores. Calcula-se que nos EUA haja cerca de 10 milhões de portadores de genes de fibrose cística. Em 1985 foi identificado o cromossomo no qual se localiza o gene letal. Novas técnicas têm possibilitado estratégias de tratamento. Uma diminuição do oxigênio afeta todos os órgãos de organismo, particularmente o cérebro, que solicita a maior quantidade.O gás é utilizado no metabolismo dos alimentos para produzir energia. O dióxido de carbono precisa ser retirado pelos pulmões quando o sangue retorna dos tecidos. Quando os pulmões não conseguem eliminar o Co², ocorre um acúmulo. Tal retenção causa acidose, um envenenamento por ácido de todas as células. Os pulmões processam muitas substâncias químicas do corpo, ativando e dasativando-as. É convertido um hormônio percursor de um material que controla a pressão sanguínea. Assim, a angiotensina I se transforma na angiostensina II, que ajuda a regular a circulação.

Megacurtísimas – Decifrado o cromossomo causador da Síndrome de Down


O cromossomo 21 está relacionado com a epilepsia e a síndrome de Down e foi anunciada a sua decodificação pelo grupo Celera Genomics. Crianças com tal síndrome nascem com um cromossomo 21 a mais e este contém 225 genes. A descoberta pode levar a tratamentos mais eficazes e talvez até mesmo a cura.

Internet

•Vírus I Love You – Amor só no nome – Foram identificadas 21 variações do vírus, 4 delas geradas no Brasil. Os irmãos filipinos Guzman assumiram parte da culpa, sugerindo que o vírus se libertara acidentalmente de seus computadores. Os especialistas sustentam que a Internet é um habitat fenomenal para a propagação dos vírus e que dificilmente haverá uma solução técnica completamente segura