A vida nos rios


Hipopótamo significa cavalo do rio. É porém muito mais avantajado do que um cavalo, lembrando mais um porco. Atinge 3 toneladas, 5 metros de comprimento e 1,60 de altura. Em sua boca descomunal se alojam 2 enormes caninos inferiores que podem superar 60 cm de comprimento. É vegetariano. Animal útil para o homem porque deposita seus excrementos nas águas dos rios, facilitando a prática da agricultura. A água de uma nascente que verte da água bruta é fria e límpida e muito rica em oxigênio e sais minerais. O salmão nasce nas correntezas das montanhas e é levado até o mar, ali permanecendo até a maturidade sexual, quando volta às águas de origem para se reproduzir, depois de uma estafante viagem. Folhas e insetos servem de alimento para peixes, sapos e etc. Na nascente a correnteza é impetuosa e o fundo constituído de rocha bruta. O único peixe que sobrevive em tal ambiente é a perca. A torrente é formada pelo declive do terreno. Os peixes típicos dessas águas são os salmonídeos, como as trutas. Sobre os fundos vivem as larvas de insetos, que precisam de água pura e ricas em oxigênio tem patas providas de ganchos, que lhes permite resistir à força da correnteza. No sopé da montanha, o rio é constituído de pedras e pedregulhos. Nessas águas há numerosas espécies de insetos: plecópteros, eferomerópteros e quiromídeos, entre outros. Dípteros semelhantes a pernilongos e borrachudos. O peixe mais característico é o barbo. Na planície há mais peixes. Na foz há mistura de água doce com a salgada do mar. Nesse ambiente só sobrevivem plantas e animais capazes se suportar variações de salinidade. O nono é um dos menores peixes de água doce. Frequentemente porém, peixes marinhos invadem a foz dos rios: a tainha é o mais assíduo deles, mas excepcionalmente outras espécies enveredam pela água doce.

Oceanos – A origem da vida



Neles se encontram quantidades praticamente inesgotáveis de partículas alimentares. 200 Metros de profundidade é o limite que atinge os raios solares. A zona abissal é o reino das trevas que se estende além dos 500 m de profundidade e lá vivem predadores e necrófagos. As fossas das Ilhas Marianas atingem 11 mil metros de profundidade. O plancton é constituído de microorganismos e serve de alimentos.

Como a luz solar não é suficiente para promover a fotossíntese a profundidades superiores a 200 metros, a vida marinha tende a concentrar-se em águas rasas. Além de numerosas águas microscópicas que constituem o fitoplanctôn, existe enorme diversidade de outras espécies de algas. Como vimos anteriormente, há grandes profundezas nas fossas oceânicas, que no pacífico ocidental superam 11 mil metros de profundidade. É o reino do frio e da escuridão eterna. A pressão na água aumenta a proporção de 1 atmosfera para cada 10 metros. A 11 km atinge 11 toneladas por dm². Os peixes abissais são criaturas estranhas, com olhos enormes e corpo provido de órgãos luminosos.

Física, uma construção humana


A física primitiva não se chamava física e nem eram os físicos que formularam suas idéias iniciais. Eram sarcerdotes, profetas, magos, pessoas muitas vezes, em meio a rituais e invocações místicas, faziam recomendações, profecias, elaboravam remédios e poções mágicas. Tais atividades propiciaram o conhecimentos dos primeiros princípios e das leis científicas. Mas não podemos dizer que eram cientistas. A ciência que hoje conhecemos iniciou-se bem mais tarde, com os filósofos gregos, quando o sobrenatural deixou de ser invocado na explicação dos fenômenos da natureza. Concepções dos físicos a respeito de fenômenos naturais sofrem reformulações ao longo do tempo e ocorrem sempre que a comunidade científica se mostra insatisfeita e as teorias falham nas previsões.
A física explica as coisas? – Não são poucos os que acreditam que a física explica tudo. Muitos físicos até garantem que ela prova a inexistência de vida após a morte, dos discos voadores, de civilizações extra-terrestres e coisas semelhantes. Mas outros físicos dizem o contrário. A idéia de que a física explica tudo é falsa, ela explica muito pouco ou quase nada. Ela mais decreve do que explica: dizer que “os corpos se atraem na razão direta do produto de suas massas e inversa do quadrado da distância entre eles” não é explicar, é descrever. Explicar é dizer o porque. A física tem como ponto de partida determinados princípios ou leis que não explicam nada, apenas descrevem e prevêem os fenômenos da natureza. A ciência é uma construção humana e, como tal, não está concluída e nem imune a erros.

Planeta Terra – Os Bosques


Os tropicais são quase sempre indicados pelo termo florestas, embora entre bosque e floresta não existam a rigor diferenças muito precisas. As árvores decíduas que deixam cair as folhas no outono, são típicas dos bosques das planícies e das colinas; mas há árvores que não perdem folhas. A vida se desenvolve em função de um complexo equilíbrio entre os vários organismos vegetais e animais, são elos das cadeias alimentares nas quais cada espécie tem maior ou menor importância. Cadáveres de animais, excrementos e vegetais em decomposição transformam-se em húmus, graças a atuação de certos fungos e bactérias, bem como de minhocas, que concorrem para a fertilidade do solo. Os nutrientes do solo, por sua vez, favorecem o crescimento dos vegetais, que alimentam os animais e assim por diante.