A descoberta do fogo


Foi provavelmente o homo erectus, o ancestral imediato do homem moderno, o Sapiens que, ao entrar numa caverna com uma tocha nas mãos, deu um dos mais importantes passos da humanidade. A tocha, ao que tudo indica, veio de um raio que queimou uma árvore e sua chama foi utilizada para iluminar e aquecer o ambiente, além de afugentar os animais. Por muitos séculos, o Homo Erectus se limitou a aproveitar o fogo encontrado na natureza, só conseguindo produzi-lo no período Neolítico, ou da pedra polida, cerca de 7 mil anos antes de Cristo, de acordo com achados fósseis na Europa. Acredita-se que o primeiro fogo tenha sido feito por alguém que observou uma faísca produzido pelo atrito entre duas pedras ou pedaço de madeira. Para produzir o fenômeno, o homem pré histórico deve ter experimentado diversos tipos de pedras , até decidir pelas melhores, como o sílex e as piritas encontradas em escavações arqueológicas. Na Grécia antiga, diversas teorias foram concebidas para explicar a origem do fogo, a presença de um principal inflamável nos materiais combustíveis foi uma delas, mais tarde seria aperfeiçoada a teoria do “flogístico”, ou fogo-princípio, , desenvolvida pelo químico alemão Georg Ernest Sthal (1660-1734), que acreditava que durante a sua queima um fluído escapava dos corpos, como se fosse uma “alma”. Quem demoliu tal teoria , hoje considerada absurda, foi o francês Lavoisier (1734-1794), do qual ainda muito falaremos.

Em 1665, o inglês Robert Hooke, (1635-1703), concluiu que devia haver algo no ar essencial a combustão e que consumia no processo da queima. Mas foi Lavoisier quem inventou o nome oxigênio para o gás fundamental a reação, porém quem o descobriu foi o inglês Joseph Priestley (1733-1809). Hoje o homem define a combustão como uma reação química entre substâncias, envolvendo geralmente o oxigênio que gera calor e as vezes é acompanhada por emissão de luz na forma de uma chama. Para que a combustão se inicie é preciso que a substância a ser queimada atinja determinada temperatura, chamada de ponto de ignição. O fogo como nenhum outro invento ou descoberta, ajudou a construir a civilização, mas também trouxe graves conseqüências ao planeta, já que grande parte da poluição é causada direta ou indiretamente da queima de combustíveis.

O que são as cartas de patente?


Preocupado em resguardar os direitos de criação ao inventor foi concedido por um magistrado supremo das antigas repúblicas de Veneza e Gênova, em 1409 pela primeira vez e por tempo limitado, o brevê do inventor. Pensando em aumentar a imigração de pesquisadores e trabalhadores especializados para a Inglaterra, o rei Henrique VIII, no ano seguinte, estabeleceu as cartas de patente, que concedia o direito de exploração limitada, além de isenções fiscais para quem se estabelecesse no país, havendo somente uma imposição que o estrangeiro se casasse com uma mulher inglesa. Os EUA, em 1780, adotaram definitivamente tais medidas, promulgando a lei dos brevês, que serviu de base para a formulação da atual legislação sobre a proteção dos direitos do inventor, atualmente protegido pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, com sede em Genebra.

Religião – O Protestantismo


Em 1530, um padre alemão chamado Martinho Lutero se revoltou contra os erros da igreja Católica e fundou uma nova religião. Seus seguidores eram chamados de protestantes e religião ganhou o nome de protestantismo. Os adeptos dessa religião aumentaram rapidamente em diversos países da Europa, sobretudo nos de língua alemã e inglesa. O movimento liderado por Lutero foi chamado de reforma, pois ele pretendia reformar a igreja. A reforma provocou sangrentas lutas entre católicos e protestantes. Um desses conflitos ocorreu em agosto de 1572, na França quando um grupo de protestantes foi massacrado por católicos. Como era dia de São Bartolomeu, o fato recebeu o nome de “noite se S. Bartolomeu”.

Conceitos de Biologia


No interior do corpo dos seres vivos ocorrem inúmeras reações químicas. A maioria destas reações está relacionada com a produção de energia. É com essa energia que os órgãos funcionam e os seres vivos podem realizar suas atividades.

As plantas são seres autotróficos porque sintetizam seus próprios alimentos. Elas conseguem isso graças a uma série de reações químicas que ocorrem em todas as suas partes verdes. Essas reações se processam mais intensamente nas folhas e no seu conjunto e são chamadas de fotossíntese. Durante tal fenômeno a planta absorve gás carbônico do ar atmosférico que, juntamente com água absorvida pelas raízes, vai entrar em sucessivas reações químicas. O resultado será a formação de glicose e a liberação de oxigênio, que renova a atmosfera, por isso deve-se estimular o cuidado com as áreas verdes da cidade. Quanto maior for o número de árvores plantadas e conservadas maior será a possibilidade de renovação do ar que respiramos. A seiva bruta (água e sais minerais) que a raiz retira do solo é conduzida do caule até as folhas. A clorofila, substância verde presente nas folhas, transforma a energia solar absorvida pela planta em energia química. Durante todo o processo, a água existente na seiva bruta se decompõe em hidrogênio e oxigênio. O primeiro participa da produção da seiva elaborada (glicose e outras substâncias), o segundo é liberado para o meio ambiente, contribuindo para a renovação do ar.

Respiração: Através dos estômatos, a planta durante as 24 horas do dia realiza a respiração. Em síntese pode se dizer que é a absorção do oxigênio e a eliminação do gás carbônico, com produção de energia.

Animais heterótrofos: Não tem capacidade de produzir as substâncias que lhes servem de alimentos. Por isso tem esse nome, pois vivem a custa de outros seres, animais ou vegetais. Como não produzem alimento, não produzem energia, por isso são consumidores. Os animais carnívoros recebem indiretamente a energia que foi produzida pelos vegetais.

Células- Quase todas são extremamente pequenas por isso só podemos estuda-las com a ajuda de um microscópio, um instrumento ótico que amplia a imagem. É formada de 2 partes, uma mecânica, composta por um conjunto de peças de ferro e outra ótica onde se encontram lentes e o espelho. A célula foi descoberta em 1665 pelo cientista inglês Robert Hooke. Ele usou um microscópio que aumentava apenas 250 a 270 vezes. Utilizando-o examinou uma fina lâmina de cortiça. Observou que ela era cheia de cavidades, parecendo um favo de mel e a cada compartimento chamou de célula.

Planeta Mercúrio – Um mundo de ferro e fogo



Em novembro de 1973, 2 anos após a visita da sonda americana Mariner 9 á Marte, partiu para o espaço a sucessora, Mariner 10, com destino á Mercúrio. A sonda aproximou-se com cuidado nessa região, a pouco mais de 50 milhões de km da massa solar, a força gravitacional é intensa e a viagem equivale a seguir uma trilha a bordo de um precipício. Nenhum acidente, porém, perturbou a sonda que conseguiu sobrevoar de perto o pequeno astro, o suficiente para ver o desolado cenário de luz intensa e sombra profunda, característico de sua superfície, o mais denso planeta e menor depois do longínquo Plutão. Tal expedição teve em vista juntar as peças de um quebra cabeça até hoje não solucionado. Trata-se de descobrir as leis que gorvernaram o nascimento dos 4 planetas ditos do tipo terrestres: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Situados entre o Sol e o cinturão de asteróides, esses mundos são diferentes por serem quase inteiramente constituídos de partes sólidas, com exceção dos mares e da atmosfera, em contraposição os corpos externos, além de Júpiter, são gigantescas esferas gasosas dotadas de núcleo sólido relativamente pequeno. Em seu grupo, Mercúrio destaca-se por conter mais ferro que os demais, que representa 2/3 do planeta. A Terra contém 2/3 de rochas e apenas 1/3 desse metal. Sua temperatura atual é superior aos 400°C, o suficiente para liquefazer o chumbo. No passado, calcula-se que sua energia térmica chegava a 3 mil °C. Alguns cientistas propõem que tal fluxo de calor tenha sido capaz de debastar as camadas mais superficiais do planeta, que conseguiu retaer apenas certos metais, a exemplo do ferro e dos agregados mais densos de rocha. Nenhuma teoria , porém, explicou o forte campo magnético de Mercúrio, decoberto pela Mariner 10.

Áudio-Como surgiu o FM?


Em 1939, Edwin Armstrong, (1890-1954) gastou suas economias construindo uma emissora experimental só para provar a qualidade da freqüência modulada que havia inventado 6 anos antes. Na época as transmissões eram só em Am , que é um sistema sujeito á ruídos e interferências. Para produzir um som de alta fidelidade demonstrou que o ideal era variar a freqüência , ou o n.º de ondas por segundo. Ninguém se interessou, a não ser o exército, que usou tais ondas durante a 2ª guerra mundial; depois disso o FM se popularizou nos anos 50 sem que seu inventor recebesse um tostão. Sua família acabou faturando 20 milhões de dólares graças a uma longa briga judicial com as emissoras. Ele porém não viu a cor do dinheiro porque se suicidou em 1954.