De olho no Mundo


Religião – Não ás sacerdotisas
Uma pesquisa do Gallup revelou que mais de 2/3 dos católicos são a favor da ordenação de mulheres, mas o então papa João Paulo II era determinado em dizer que esqueçam essa idéia. Declarou que a não tem autoridade para ordenar sacerdotisas e tal decisão deveria ser acatada por todos os fiéis.
Votos nulos – 14,6 Milhões de eleitores anularam o voto ou deixaram a cédula (hoje urna eletrônica) em branco. Uma hipótese era a de que havia muitos candidatos e cerca de 30% dos eleitores eram analfabetos. Entretanto, pode ter sido opção. O eleitor pode ter pouco interesse em política ou não ter candidato que lhe agrade. Enquanto o voto for obrigatório, ainda haverá muitos nulos e brancos.
AIDS – Na Índia, motoristas de caminhão são considerados grupos de risco, já que milhares deles freqüentam os bordéis de Bombaim, onde 50 a 60% das prostitutas que lá trabalham podem ter HIV positivo. Aldeias próximas das rodovias providenciam fileiras de cabanas onde elas ganham dinheiro com sexo. Essas áreas também são freqüentadas por jovens ricos de cidades vizinhas.

Mundo dos Quadrinhos – A Ciência dos Super Heróis


Há um universo onde a ciência faz milagre, nele os pesquisadores nunca realizam testes e nem perdem tempo com estatísticas, mesmo assim, jamais erram. A falta de dinheiro não é problema. A origem dos recursos é desconhecida, mas fenômenos surgem dia após dia. Tudo é possível nos quadrinhos. A primeira história do gênero foi criada em 1894 pelo americano Richard Outcault, o Wellow Kid, era um garoto de traje amarelo, seu mérito foi o de introduzir o balão com a fala dos personagens. No início, contudo, as tiras publicadas pelos jornais tinham sempre um caráter humorístico, daí o nome comics, como são chamados em inglês, não importando o conteúdo. As primeiras aventuras envolvendo ficção científica só apareceram no final da década de 1920. Um dos pioneiros foi Tintim, um herói desenhado pelo belga Herge. Em 1929, 40 anos antes do homem pisar na Lua, Tintim seguiu por esse destino, a bordo de um foguete caseiro, construído pelo Professor Girassol. Em 1933, Flash Gordon rumava para o Planeta Mongo, que ameaçava invadir a Terra. Vítima de acidente aéreo, o jovem Flash Gordon cai de para quedas, justo em cima do laboratório do Dr Zarkot, um pesquisador que os enviará para o planeta invasor. Foguetes fundo de quintal são inviáveis no mundo real, a começar pela velocidade necessária para se escapar da Terra, algo em torno de 40 mil km/h e uma nave veloz demanda altíssima tecnologia, além do que, um foguete espacial deve estar sempre corrigindo seu percurso através de cálculos realizados por computadores ou não chegaria a seu destino. O Super Homem, herói mais popular de todos os tempos, lançado em junho de 1938 pela dupla americana de universitários, Joe Shuster e Jerome Siegel não é um cientista mas seus poderes estão relacionados a pseudo-ciência típica dos quadrinhos. Sua visão de raios X é uma aberração, ele não poderia enxergar através das coisas. Os tomógrafos emitem feixes de ondas, que atravessam o organismo e se refletem em um sensor, geralmente chapa fotográfica, sempre colocado no lado oposto, olho não conseguiria emitir o feixe para captar a imagem do mesmo lado. Ele não poderia voar. Nada voa sem ter propulsão, sustentação e sem consumir monstruosa quantidade de energia. O primeiro SH não voava, só dava pulos sobre prédios de 15 andares, contudo, embora corresse como um trem, uma granada era capaz de feri-lo. Estimulados pelos promissores resultados os autores resolveram então transformá-lo no que é, voa mais rápido que a luz, viaja entre planetas e resiste até a uma bomba atômica. Somente a proximidade com a kiptonita, minério de seu planeta natal consegue lhe extrair as forças.

Futebol – Esquemas táticos


Em 1860, quando era praticado na Inglaterra, o futebol não tinha esquemas. Eram 8 atacantes, um jogador no meio de campo e outro na defesa, mais ou menos como no recreio do jardim da infância. No início do século 20 surgiu o impedimento, exigindo a presença de pelo menos 2 adversários entre o atacante e o gol. Na década de 1930, um time inglês chamado Arsenal passou a ganhar tudo graças a uma técnica diferente. Herbert Chapman puxou um dos médios para a zaga, abrindo em alas os 2 beques originais. O desenho técnico do Arsenal ficou conhecido como WM e seria adotado por mais de 20 anos no mundo todo. Em 1954, a seleção húngara, sensação da copa, já havia mostrado um sistema muito mais moderno, com o recuo de um dos atacantes e o avanço de 2 no meio de campo com a bola, ocupando o espaço vazio. A Hungria perdeu a copa e a aposentadoria do WM só foi consagrada com o 4-2-4 adotado pelo Brasil na Suécia em 1958. A seleção brasileira campeã de 1962 era praticamente a mesma. “Jogue e não deixe jogar”, esse era o lema dos ingleses, campeões do mundo em 1966. O Brasil, campeão de 1970 adotou um esquema em que todos os jogadores marcavam. A preparação física evoluiu, tanto que em 1974, a Holanda surgiria na copa da Alemanha como um time praticamente sem posições fixas. Hoje todos têm que se preocupar em defender e atacar. Os 2 movimentos básicos são recuperar a posse de bola e partir para o gol, de preferência em bloco. Há quem use um líbero na defesa. O Brasil tentou algo assim na copa de 1990 e fracassou.

O que é Ideologia?


É o conjunto mais ou menos sistemático e coerente de crenças políticas de determinada parcela da sociedade. É através dela que se dá sentido ao mundo, que se procura explicar as condições atuais da sociedade e orientar o esforço, por transformá-las. O termo tornou-se corrente com Marx, que o empregou para designar as visões de mundo, crenças próprias de diferentes classes sociais, principalmente da capitalista ou burguesia. A ideologia burguesa seria uma falsa consciência, uma representação distorcida da realidade, e se opõe á perspectiva científica, associada a consciência verdadeira, própria da classe trabalhadora. O termo as vezes é confundido com idéias políticas construídas de forma sistemáticas ou rígidas e extremistas, em oposição a regimes mais moderados e flexíveis. Nesse sentido, alguns sociólogos das décadas de 1950 e 1960 afirmaram que as sociedades ocidentais estariam experimentando o fim das ideologias.

Monstro do Lago Ness – Reacessa a Lenda


Foto fraudada, boneco apoiado numa bóia

A hipótese mais cotada é a de que seria um pleiossauro, uma espécie de dinossauro aquático. Seja como for, para se perpetuar por mais de 14 séculos teriam que existir pelo menos 20 monstros. O Lago Ness, o maior da Escócia com cerca de 37 km de comprimento, 1,5 de largura e 240 M de profundidade média, oferece todas as condições para isso, com trutas, salmões e um fundo rochoso, com cavernas. Em 1987, 24 barcos varreram com sonares toda a área do lago, numa aventura que custou nada menos que 1,6 milhão de dólares aos patrocinadores. A melhor conclusão que chegaram é que existe algo muito grande e estranho nadando lá embaixo. Pode ser uma espécie de esturjão báltico, um peixe que pode medir 3 metros de comprimento e pesar 200 quilos. A equipe já levantou, no fundo do lago, pelo menos 28 tipos de vermes nematóides, medindo 2 mm a 1 cm de comprimento. Esses estão entre os animais mais abundantes da Terra, representando entre 8 e 9% de toda a fauna do planeta. Nessie vai sobrevivendo de polêmica em polêmica, há mais de 14 séculos, atraindo cerca de 600 mil turistas a cada ano para a região do lago. Uma lei escocesa impede que nenhuma pessoa ou instituição possa capturar ou ferir a suposta criatura.
Um submarino com 10 metros de comprimento e pesando 24 toneladas foi o novo recurso usado na caça á lenda mais famosa do mundo, o Monstro Nessie, uma animal gigantesco, que milhares de pessoas afirmaram ter visto nas águas escuras do fantasmagórico lago no norte da Escócia. Construído no Canadá, o submarino pode mergulhar a 230 M de profundidade levando até 6 pessoas. O preço é de 100 dólares por hora de caça mitológica e o dinheiro arrecadado é utilizado para financiar um centro de pesquisa sobre o monstro. Depois da sua credibilidade comprometida com a descoberta de uma fraude vergonhosa, a lenda tem revivido, ressuscitada pelo sucesso das excursões. A farsa era uma foto batida em 1934 pelo ginecologista inglês Robert Wilson, considerada uma das provas mais contundentes da existência da fantástica criatura, parecendo uma espécie de dinossauro semi-submerso, convenceu os mais incrédulos por 60 anos. Os peritos garantiam que a foto era autêntica, mas, no final de 1993, Christopher Spurling confessou que a figura era um boneco apoiado com uma bóia, construído por ele mesmo. O trote fora encomendado por seu padrasto como vingança contra o Jornal Daily Mirror, que o despedira. A fantasia do monstro existe há mais de 1430 anos. Consta que sua primeira aparição aconteceu no ano de 565, quando um missionário irlandês salvou um de seus discípulos das garras de uma gigantesca serpente surgida das águas escuras do lago. Há quem diga que o monstro foi acordado pelas explosões de dinamite na abertura da estrada que liga a cidade de Inverness, nos extremos do lago. É calculado mais de 4 mil testemunhas, muitas com séria reputação a zelar, como monges, oficiais da Marinha e até cientistas e o relato coincide em muitos pontos. Nessie seria vermelho-escuro, de pele brilhante e medindo 8 a 9 metros de comprimento.

Projeto Faraônico – Super usina


Para construir a usina de Itapu, foram usados 12,5 milhões de metros cúbicos de concreto, ou 210 estádios do Maracanã e aço suficiente para construir 350 torres Eiffel. Em 18 anos de trabalho foram removidos 63,8 milhões de metros cúbicos de rocha e terra (8x mais que o Eurotúnel). Para erguer seu paredão de 196 metros de altura, usaram-se guindastes e tecnologia de concretagem avançadas. Fornece hoje 30% de toda a energia consumida no sul, sudeste e centro-oeste.
O Satélite de São José dos Campos
O satélite coletor de dados 1 (SCD1), foi o primeiro totalmente construído no Brasil. Fruto do trabalho conjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ambos em S.J> dos Campos, SP. Foi lançado uma base na Flórida em 1993 para sensoriar dados oceanográficos, atmosféricos e florestais. Com 211 pesquisadores, hoje o INPE possui 17 satélites.
O Laboratório da Informática
Criado em 1968, O Departamento de Informática da PUC – RJ, foi um dos primeiros do mundo. As pesquisas que desenvolve vão desde a inteligência artificial á multimídia. Seus projetos de capacitação tecnológica contribuem com 10% da receita da universidade.
Metal Pesado
Criada em 1953,a coordenação de programas de pós graduação de engenharia ( COPPE), da UFRJ, mantém 130 pesquisadores e 65 laboratórios em ação. Graças a ela, o Brasil tem avançadas tecnologias de operação oceânica e de concretagem. Na engenharia naval, desenvolveu plataformas de petróleo para operar em profundidade. Montou sofisticados tanques de hidrodinâmica, que simulam as condições do mar, e câmaras hiperbáricas (de alta pressão) para testar dutos submarinos.