Mega Memória – Brasil, banquete com o dinheiro dos pobres


A tragédia da previdência na era Collor, um ninho de ladrões que pagava pensões miseráveis

Os marajás da previdência formavam um lote de menos de mil pessoas num total de 13 milhões de pensionistas e representavam 1 grão de areia diante do Himalaia de irregularidades que há anos ocorriam em diversos escalões da previdência. Com uma receita de 2,118 trilhões de cruzeiros na ocasião (1991) era o 2° maior orçamento da área federal e o assalto a seus cofres era praticado com mais freqüência e impunidade do que os assaltos á banco. Em apenas 6 meses já haviam 802 inquéritos por fraudes com um prejuízo de 1 bilhão. Neste mesmo período se registraram 560 casos de assaltos á banco. No RJ, a 3ª Vara de acidentes de trabalho investigava 20 mil açõse de irregularidades de recebimento de benefícios de doenças e acidentes, que até o mês de outubro de 1990 já haviam causado um prejuízo de 1 bilhão de dólares. Criada em 1975 para informatizar a previdência, a DATAPREV era um gigantesco tigre de papel que mandava todo o mês mais de 50 toneladas de documentos, no sentido oposto, também outra papelada. Como os postos não estavam equipados com computadores, as informações não eram transmitidas por circuitos e cabos eletrônicos para evitar fraudes, mas com as velhas folhas da burocracia. No meio dessa papelada infernal, havia facilidade para falsificar e fraudar.

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