037-A Ciência do Egito Antigo


A herança deixada pelos faraós à humanidade vai muito além de pirâmides e sarcófagos dourados. Eles também nos legaram invenções sofisticadas e costumes curiosos que atravessaram os séculos e continuam vivos. Conheça todas as contribuições do povo do Nilo e descubra por que eles foram tão criativos, avançados e misteriosos
Na sala, pai e filho estão entretidos com jogos de tabuleiro e bebem cerveja em um final de tarde de domingo. A perna engessada de um deles não permitiu que fossem a uma cervejaria. No quintal, as crianças se divertem brincando de amarelinha e entre os cães de estimação que correm derredor. Em um dos quartos, duas adolescentes experimentam novos cosméticos e cremes hidratantes, enquanto conversam sobre métodos contraceptivos e o teste de gravidez que a mais velha fará no dia seguinte. No quarto principal, uma mulher divide seus pensamentos entre a contabilidade de sua padaria e o divórcio prestes a se concretizar. Para amenizar a dor de cabeça, ela toma um remédio à base de ácido acetilsalicílico, o princípio ativo da aspirina.
Se alguém perguntasse onde e quando essa cena aconteceu, a resposta poderia muito bem ser o Brasil ou os Estados Unidos há muito pouco tempo. Mas, por mais incrível que possa parecer, se alguém respondesse que a situação deu-se no Egito no tempo dos faraós, estaria absolutamente certo. A chance de momentos como esses terem ocorrido durante o reinado de Tutancâmon ou Ramsés é praticamente tão grande quando no Ocidente do século 20.
Escondidos sob a mística de pirâmides e maldições de múmias, os avanços científicos e culturais dos povos do Antigo Egito costumam surpreender mesmo a quem se considera iniciado no assunto. Diversas descobertas atribuídas a europeus pós-Renascimento fizeram parte do cotidiano daqueles que viveram às margens do Nilo muitos séculos antes de Cristo. O histórico dessa lacuna científica é complexo, rende livros e mais livros. Mas o fato é que muitas coisas que se acredita serem méritos de um passado recente na verdade são muito, mas muito mais antigas que as nossas tataravós.

Uma das revelações mais impressionantes ao estudar a herança do Antigo Egito é seu desenvolvimento em medicina e farmacologia. Em O Legado do Antigo Egito, o egiptólogo Warren R. Dawson, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, cita papiros médicos datados de até mais de 40 séculos atrás retratando procedimentos médicos e remédios usados até hoje por profissionais da área de saúde. Substâncias como óleo de rícino, ácido acetilsalicílico, própolis para cicatrização e anestésicos já eram conhecidas. Os documentos descrevem cirurgias delicadas, o engessamento de membros com ossos quebrados e todo o sistema circulatório do corpo humano.
Antonio Brancaglion, historiador do Museu Nacional do Rio de Janeiro e membro da Associação Internacional dos Egiptólogos, conta que o desenvolvimento da medicina foi motivado, principalmente, pela quebra de um mito em relação à violação do corpo humano. “Outras povos da época, como sumérios e assírios, acreditavam que, se o corpo fosse aberto, a alma escaparia. É claro que isso sempre foi um impedimento para experimentos médicos”, diz Antonio. Entre os egípcios, no entanto, deu-se justamente o oposto.
A religião dos faraós deu uma senhora ajuda às descobertas médicas. “Eles acreditavam que para alcançar vida eterna a alma de seus mortos precisava de um corpo. Por isso, desenvolveram o que chamamos genericamente de mumificação”, afirma. A mumificação, na verdade, é um conjunto de procedimentos químicos e físicos que visava a preservação dos corpos (veja infográfico nas páginas 48 e 49). Esses processos exigiam a retirada cirúrgica de alguns órgãos internos, que eram separados uns dos outros. Em alguns casos, eles eram tratados e recolocados no lugar. Com isso, os egípcios passaram a conhecer o interior do corpo humano de uma forma inédita até então. Localizaram cada órgão e estudaram a relação entre eles. Embora estivessem errados em algumas de suas conclusões – eles acreditavam que o coração comandava nossos pensamentos – eles descobriram várias coisas que podiam ser aplicadas aos vivos.
Um dos melhores exemplos disso é o conhecimento sobre o sistema circulatório. O corpo de Ramsés II (1279 a 1212 a.C.) teve suas veias e artérias retiradas, mumificadas e recolocadas. O hábito de tomar o pulso do paciente como forma de avaliar sua saúde é descrito no papiro Ebers, datado de 1550 a.C. “O batimento cardíaco deve ser medido no pulso ou na garganta”, dizia o antigo documento, certamente um dos primeiros livros de medicina do mundo. Essa é outra inovação egípcia. Eles anotavam tudo nos chamados papiros médicos (alguns desses documentos serão citados no decorrer desta reportagem). Segundo Dawson, o conhecimento médico até então considerado era sagrado e geralmente transmitido por tradições orais. Os registros eram raríssimos. No Egito, a intensa documentação sobre os procedimentos médicos permitiu que esse conhecimento fosse passado com maior exatidão – embora não menos sagrado.
O conhecimento da circulação sanguínea é responsável por um costume que persiste até hoje: o uso da aliança de casamento. Para os egípcios, do coração partiam veias que o ligavam diretamente a cada um dos membros. Na mão esquerda, essa veia terminava no dedo anular. Acreditando que o coração era o centro de tudo e que ele está ligeiramente deslocado para o lado esquerdo do peito, os casais passaram a colocar uma fita no dedo anular esquerdo como forma de prender o coração do amado. Com o passar do tempo, essa fita foi substituída por um aro de metal que, dependendo das posses do casal, poderia ser o ouro. Bonito, não?
A mumificacão mudou muito nos mais de 3 mil anos em que foi praticada. Com ela, evoluiu também o conhecimento que tinham do cérebro. As primeiras descrições do processo indicam que o cérebro era retirado pelo nariz e jogado fora junto com o conteúdo dos intestinos dos mortos. Mas, com o tempo, os egípcios passaram a relacionar o funcionamento do órgão com a coordenação motora. Há descrições completas de procedimentos cirúrgicos intracranianos nos papiros do século 15 a.C. No entanto, só recentemente, em 2001, especialistas da Universidade de Chicago, Estados Unidos, que realizaram tomografias em ossadas encontradas em Saqqara, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito, conseguiram demonstrar casos em que os crânios abertos cirurgicamente apresentavam indícios de cicatrização, o que leva a crer que o paciente sobreviveu à operação. E melhor: ele não deve nem ter sentido muita dor.
O uso de anestésicos era prática comum dos médicos da época. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) Mário Curtis Giordani cita em seu livro História da Antiguidade Oriental um processo de adormecimento de partes do corpo feito com a utilização de uma mistura de pó de mármore e vinagre. Antonio Brancaglion destaca os anestésicos à base de opiáceos que eram ingeridos. Esses antecessores da morfina só voltaram a fazer parte dos procedimentos cirúrgicos cerca de três séculos atrás, na Europa. Os egípcios dominavam métodos avançados para amputação de membros e cauterização e davam pontos para fechar incisões. Acredita-se que foram os primeiros a utilizar essa técnica. Os médicos eram especializados como nos dias de hoje. Quem cuidava de fraturas não mexia com problemas de pele. A especialização incluiu o aparecimento dos odontólogos. Os dentistas já usavam brocas, drenavam abscessos e faziam próteses de ouro.

A medicina não foi a única ciência em que os egípcios se desenvolveram. Eles foram engenheiros notáveis em química, construção civil, naval e hidráulica. “Nem sempre é possível afirmar que tenham sido precursores nesta ou naquela descoberta”, afirma Antonio, “pois a pesquisa nunca termina. Baseando-se no que se encontrou até hoje, dá para concluir que eles foram os primeiros em diversas tecnologias.”
Na navegação, há fortes indícios de que alguns dos louros atribuídos aos fenícios precisam ser divididos com os egípcios. A vela mais antiga de que se tem notícia, por exemplo, é egípcia e foi encontrada dobrada dentro de uma múmia em Tebas, de cerca de 1000 a.C. Os mais antigos modelos de barcos a vela dos fenícios de Tiro e Cartago datam do século 8 a.C. Os egípcios foram os primeiros a projetar barcos pensando previamente no destino que eles teriam. Modelos militares eram diferentes dos cargueiros, que por sua vez não se pareciam com os utilizados para lazer ou cerimônias religiosas. Eles criaram os melhores barcos militares e a frota mais veloz. A chamada nau de Quéops, com 47 metros de comprimento e datada da Quarta Dinastia (2589 a 2566 a.C.), é a mais antiga embarcação desse porte encontrada até hoje. Num barco ainda maior, durante o governo do Necho II (610 a 595 a.C.), eles já haviam realizado a circunavegação da África.
Quem acredita que o primeiro navegador a dobrar o cabo das Tormentas, no sul da África, foi o português Bartolomeu Dias, em 1488, precisa rever seus conceitos.

Na construção civil, os egípcios foram grandes mestres. Construções como as grandes pirâmides, a esfinge e as estátuas no Vale dos Reis estão entre as estruturas mais belas e requintadas da Antiguidade, mas os exemplos do impressionante uso da pedra, da marcenaria e da fabricação do vidro estão por todo o Egito. E, mais uma vez, o modo de vida e a religião estão diretamente ligados ao desenvolvimento de técnicas de construção. “Os egípcios queriam durar para sempre e isso fazia parte de vários aspectos de sua cultura. Seus templos eram construídos com a expectativa de serem eternos. As paredes de pedra serviam, ainda, como suporte para sua história, seu contato com o passado”, diz Antonio Brancaglion.
Os egípcios são considerados precursores do uso de pedras para obras em larga escala. Os primeiros registros datam de quase 5 mil anos atrás. Na Terceira Dinastia, por volta de 2700 a.C., já se cortavam pedras no tamanho e no formato dos tijolos atuais. As construções em rocha e a precisão nos cortes mostram os conhecimentos geológicos avançados dessa civilização. Eles já sabiam que a dureza das rochas variava conforme sua composição mineralógica e que elas tinham pontos frágeis em sua estrutura, por meio dos quais se aplicavam as técnicas de corte. Nas fissuras eram introduzidos instrumentos de madeira, posteriormente molhados. Expandidos, eles forçavam a quebra da rocha no ponto desejado. Os egípcios criaram também os primeiros serrotes de metal. Eram utilizados em rochas menos duras, como o calcário.

A ciência da mumificação
A preocupação com os mortos revelou importantes segredos do corpo humano
Os grandes avanços da medicina praticada pelos povos do Antigo Egito devem-se, principalmente, aos sofisticados processos de mumificação. Por meio deles, conheceu-se detalhadamente todo o sistema circulatório, as vísceras, bem como o funcionamento do coração, que os egípcios acreditavam ser o gerenciador do corpo e das emoções. Com o objetivo de preservar os cadáveres, eles desenvolveram técnicas de embalsamamento e estudaram profundamente métodos de retirada de órgãos. Para tanto, eles estudaram a fundo a anatomia e criaram instrumentos específicos para cada função, tataravôs dos bisturis, agulhas e pinças encontrados nas mãos dos cirurgiões modernos. Os médicos registravam cada avanço em papiros estudados até os dias de hoje.

A complexidade da escrita hieroglífica
Os hieroglifos chamam atenção pela beleza de seus traços e pela riqueza de detalhes. Juntamente com os ideogramas chineses, eles atraem o olhar de muita gente que não faz a menor idéia de seu significado, mas que propaga seu uso em objetos de decoração e adornos. Com sintaxe complexa, os hieroglifos surgiram entre 3500 e 3000 a.C. e eram usados em escrituras oficiais e religiosas.
Ciro Flamarion Cardoso, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense, afirma que os hieroglifos têm três tipos de representação. “Eles podiam aparecer como signos fonéticos indicando um, dois ou três sons equivalentes a consoantes ou semiconsoantes, já que as vogais não eram representadas; como complementos fonéticos da leitura ou ainda como signos puramente ideográficos”, afirma Ciro. Por exemplo: um homem sentado podia indicar que a palavra anterior se referia a alguém do sexo masculino, sem que essa representação tivesse algum valor fonético. “Cada palavra egípcia tem uma raiz invariável, à qual se agregam desinências indicativas de gênero, número, flexões verbais. Essas indicações vêm sempre no fim da palavra”, diz o especialista
Segundo ele, a elipse alongada (cartouche) em torno dos nomes ou referências dos reis indica proteção divina. Na inscrição relativa a Tutancâmon (ao lado), o primeiro cartouche contém o nome de trono do monarca. O segundo, seu nome pessoal e o terceiro, sua função. As frases podiam ser escritas em colunas ou linhas e a direção da leitura era indicada pelos signos que representam os seres animados (insetos e aves, por exemplo), que sempre olham para o início da frase. Em geral, o egiptólogo tem de separar as palavras e frases entre si pela lógica ortográfica e gramatical do período em que o texto se gerou. “Os egípcios procuravam mostrar os signos de maneira estética, em função disso dispunham-nos às vezes em cima um do outro ou até mesmo superpondo-os”.

001-Bíblia – A conquista de Canaã


A conquista de Canaã

Bíblia – Depois da libertação do Egito, Moisés conduziu os hebreus até a entrada da Terra Prometida. Ali enfrentaram os nativos cananitas e ao toque de trombetas, as muralhas desabaram miraculosamente.

Arqueologia – Jericó nem tinha muralhas nesse período e a tomada

aconteceu de forma gradual e pacífica.

O Império de Salomão

  • Bíblia – Salomão sucedeu a Davi e fez alianças com reinos vizinhos, construindo um templo. Construiu palácios e fortalezas em Jerusalém, Megido, Hazon e Gezer.
  • Arqueologia – Não há sinal de arquitetura monumental em Jerusalém ou em qualquer das outras cidades citadas. Tudo leva a crer que Salomão como Davi, eram apenas pequenos líderes tribais de Judá, um estado pobre e politicamente inexpressivo

002-A Bomba Atômica


 Um único grama de matéria seja do que for, representa 20 trilhões de calorias, o suficiente para fazer ferver 900 mil toneladas de água. É o que dia a fórmula e = mc ao quadrado. Quando um átomo de urânio se quebra, seus fragmentos provocam a quebra de outros núcleos. Tal reação em cadeia foi demosntrada por Fermi em 1942. Daí pra frente, , a construção da bomba atômica já não dependia tanto da ciência, tratava-se de um problema de tecnologia e de dinheiro. A euforia com o teste de Alalamogordo, nos EUA durou pouco. Os cientistas já sabiam que o governo americano planejava um ataque nuclear ao Japão, o último inimigoainda em pé, pois o Pres. Roosevelt já havia morrido em abril de 1945, quem ordenou o Projeto Manhattan, se construção da bomba. Eles não se entendiam bem com o sucessor Truman. Os alemães se renderam em 7 de maio de 1945, e com isso, desapareceram as justificativas para a construção de uma arma tão arrasadora. Desde 1943, a Força Aérea já treinava o esquadrão 509, chefiado por um dos melhores pilotos do país e que escolheu pessoalmente o seu avião, o quadrimotor B29, o que havia de melhor na indústria americana. O objetivo era lançar uma bomba de 4 mil quilos sobre Hiroshima, fazer uma curva de 180º, mergulhar, acelerar e dar o fora. Na madrugada de 6 de agosto de 1945, já a caminho do Japão, mas sem saber por que, a tripulação recebeu a ordem de lançar a bomba.

003-Saúde – Defesa Demais Também é Ruim


Cientistas americanos criaram uma droga que evita que o sistema imunológico prejudique o próprio organismo após um ataque de bactérias. Isso acontece numa doença chamada síndrome do choque séptico. As células de defesa são ativadas pelo óxido nítrico liberado pelos glóbulos brancos. Aí começa o desastre: depois de eliminar as bactérias, os glóbulos brancos contimuam a liberar o óxido e as células de defesa passam a atacar o organismo. A nova droga corta a produção de óxido, mas não totalmente. Para não provocar o descontrole na pressão sanguínea, o ideal é cortar só o excesso.

004-Mega Notícias – Genética


Cientistas da Universidade de Michigam desenvolveram um mosquito transgênico, contendo o gene de uma proteína bactericida, que é ativado pela ingestão de sangue, produz proteína capaz de inibir o crescimento de microorganismos. O mosquito seria assim, incapaz de transmitir doenças.

  • Proteína – As que transformam a luz em informações nervosas, permitindo a visão, tiveram sua estrutura determinada por cientistas da Universidade de Washington. A descoberta ajudará no tratamento de doenças.

005-Medicina e Saúde – A 3ª Idade


De acordo com a OMS, ela começa aos 65 anos nos países desenvolvidos e aos 60 anos nos subdesenvolvidos. O organismo passa a funcionar mais devagar. O homem brasileiro vive em média 64 anos, as mulheres chegam aos 71 facilmente. Com o tempo, a tendência é a perda da massa muscular e o aumento da gordura. Execícios atenuam o problema. Recomenda-se ginástica com pouco peso na 3ª idade. Em 2025, o Brasil terá 250 milhões de habitantes, 33 milhões na 3ª idade. A depressão é outro problema comum, merecendo tratamento adequado. A dieta recomendada é rica em verduras, frutas, pães e massas, leite desnatado e muito líquido.

Rir pode fazer bem para o coração

É o que sugere uma pesquisa médica

Embora haja poucos ou quase nenhum motivo para rir, devemos nos esforçar para isso. Segundo um estudo americano, indivíduos mais agressivos ou hostis costumam ter mais problemas cardíacos. Não se sabe ainda porque a risada protege o coração. O stress mental está relacionado a deficiências do endotélio, que é uma barreira protetora que recobre os vasos sanguíneos. Tais deficiências causariam reações inflamatórias responsáveis pelo depósito de gordura e colesterol nas artérias coronárias, e o enfarte é a consequência. É provável que a risada libere alguma substância protetora do entotélio.

006-Mega Bloco – A Ciência e o Homem


A ciência exata dos gregos não começou nem com Arquimedes nem com Pitágoras, ou mesmo Aristóteles, mas com tribos antigas, que sob forma de mitologia iniciaram as primeiras reflexões sobre o mundo e o homem. Depois surgiria a filosofia. Embora a ciência recrimine e mitologia, foi esta que teve os primeiros esforços para explicar o mundo. Vejamos um pequeno trecho da mais antiga concepção do mundo e dos deuses:

"Antes de tudo existiu o vazio primordial, depois a Terra de flancos alargados, solidamente assentada para sempre a serviço de todos os viventes, e o amor, o mais belo dos deuses imortais…do vazio nasceram Ereb e Noite Negra, da noite saíram Éter e Dia… Dela também nasceu o mae estéril" etc…Da união de Étere Hemera nasceria Urano (Céu); da união de Urano com Gaia surgiram os titãs, os ciclopes gigantes. Gaia não é uma deusa que habita a Terra, ela é a própria Terra. Depois de Homero surgiu a tarefa de separar o conhecimento da crença religiosa. Tales foi o primeiro a se entregar as pesquisas. Sócrates, ansioso pela verdade empenhou-se pelo desenvolvimento da ciência dentro de uma estruturação filosófica. Platão foi o inspirador mais eficiente dessa evolução já científica. Aristóteles criticou e corrigiu a logística platônica, mediante a leis do silogismo; que é uma dialética tal que, postas certas coisas, uma outra se lhe seguirá necesariamente, o que não é verdade. Aristóteles admitia 5 elementos, cujo êxito seria considerável até a mais moderna: A) o éter, elemento superior, períférico ao universo; o fogo, o ar ; a água e a terra. Das combinações variáveis de tais elementos resultariam os fenômenos climáticos: raios, nuivens carregadas de granizo, trovão, inverno, verão e etc. No final do século 4, os progressos da ciência se consolidaram graças aos grandes centros intelectuais do mundo helênico, entre os quais Alexandria Arquimedes (287-212), nascido em Siracusa, fez estudos em Alexandria, tendo depois se domiciliado na Sicília, vivendo até a sua morte. Se notabilizou pela geometria e matemática. Previu o cálculo infinitesimal, descobriu a fórmula da circunferência do círculo, destacou-se em física, sobretudo mecânica. Redigiu um tratado de estática, formulando a lei de equilíbrio das alavancas e emitindo a teoria do centro de gravidade. Em hidrostática estabeleu um princípio da "pressão" que sofrem os corpos sólidos quando mergulhados em líquido e ficou célebre o termo eureka ! Em astronomia, construiu uma máquina que representava os movimentos aparentes do céu das estrelas fixas e dos planetas. Apesar da expressa proibição de Marcellus, o sábio foi assassinado por um soldado, por ocasião da tomada de Siracusa: absorvido em um problema de geometria, o acião havia solicitado em vão, alguns instantes de espera antes de ser levado ao general romano. Para os cálculos o único instrumento era o abaco, reservado para especialistas em operações não comuns. A trogonometria parede ter sido inventada por Hiparco (190-120). Em cosmografia citamos Aristarco (320-230), que mostrou que a Terra se move e que portanto, não, podia ser o centro do universo, que ela faz parte do sistema solar e que a lua gira em torno dela e que as estrelas não se acham integradas no sistema solar; que a Terra está inclinada sobre o seu eixo de rotação e etc. Tais teorias, na época, não obtiveram aceitação e foi necessário que Copérnico as redescobrisse mais tarde.

007-Você Sabia…?


BALEIAS  
 

Mamíferos aquáticos da família dos cetáceos. Após respirar na superfície , pode mergulhar até 2 kms de profundidade a uma pressão de mais de 100 quilos por cm cúbico .È o maior animal da fauna atual do globo. A raríssima baleia azul chega a medir 30 metros de comprimento e pesar 150 toneladas. As maiores estão na costa da Groelândia. Dela tudo se aproveita: carne , óleo , gordura , ossos e barbatanas. No Brasil a pesca é proibida , embora muitas sejas mortas a pretexto de pesquisa científica.

008-O Que é o Sol da Meia Noite?


O SOL DA MEIA NOITE


Nas regiões polares há pelo menos um dia no verão no qual o sol não se põe . Em contrapartida , existe um dia no inverno onde o sol, nunca aparece . O n.º desses dias aumenta em direção aos pólos norte e sul , nos quais há seis meses de dia contínuo e seis meses de noite contínua. O motivo é a inclinação do eixo terrestre de 66,5º em relação ao raio de órbita . Durante o verão boreal o pólo norte está inclinado na direção do sol e o ártico nunca é privado de seus raios , ao mesmo tempo o pólo sul nunca recebe. No ponto oposto os papéis são invertidos . Entretanto , a longa noite polar não é tão escura por causa da luz da lua e das constantes auroras .

009-Você Sabia…?


Suor-

A pele humana é habitada por milhões de microorganismos , ma maioria bactérias. Nas axilas existem de 2 a 4 milhões por cm quadrado de pele e são causadores do odor acre do suor que originalmente não tem cheiro algum. Cada cm quadrado de pele comporta até 200 glândulas sudoríparas.

010-Conceitos de eletricidade


Para que esta se manifeste é preciso que haja um desequilíbrio entre o n.º de prótons e elétrons , mais conhecido como diferença de potencial , expressa em volts. Para provocar tal desequilíbrio liga-se um fio condutor ,trata-se de metal ou substância entre os pólos que deixe passar facilmente a corrente eletrônica .Os átomos dos metais permitem facilmente a passagem dos elétrons , já os isolastes são substâncias nas quais os elétrons estão fortemente unidos aos núcleos de seus átomos não permitindo o intercâmbio ; por ser o que se movimenta , o elétron é a partícula que nos interessa. Quando um corpo apresenta excesso de elétrons ele tem eletricidade negativa , se tiver falta , a eletricidade é positiva.

Energias Cinética e potencial-

energia cinética , para vencer a gravidade ;ganhando energia potencial. Caindo ganha energia cinética ás custas de sua energia potencial.

Formas de onda que tem a mesma freqüência mas não passam por valores correspondentes ao mesmo tempo são chamadas de fora de fase

.A cinética é a que tem um corpo em movimento. Quanto mais rápido se move , maior a energia cinética. A potencial é a que possui por causa da sua posição : quanto mais afastado estiver do centro da Terra, maior é sua energia potencial .Para se mover para cima gasta

011-O que são Cavernas?


Cavernas

foram as primeiras habitações do homem primitivo , o troglodita. Levavam vida rudimentar como provam achados realizados por arqueólogos em diferentes cavernas. As mais notáveis se encontram em Medeiline na França , e principalmente em Altamira (PA) onde se vê desenhos nas paredes , que se presume que tenham sido feitos a mais de 10 mil anos.

012-Mega Inventores


DA VINCI, o inventor do pára-quedas:

Nascido na cidadezinha de Vinci , próximo á Florença em 15 de abril de 1452 , o gênio superlativo considerado o maior pintor de sua época ;era o homem dos 7 instrumentos. Escultor , músico ,engenheiro civil e militar , arquiteto , pintor e extraordinário inventor .Em 1514 , começou a esboçar princípios de aerodinâmica; inventando um protetor pára-quedas que tinha a forma primitiva de uma pirâmide de pano .Mas somente no século 17 o pára-quedismo foi desenvolvido , com a chegada dos balões de ar quente. Do que se tem notícia o 1º balonista foi um francês chamado Ganerim e seu pára-quedas parecia um guarda-chuva enorme .Foi testado em 22 de outubro de 1797 quando saltou de mil metros de altura aterrizando são e salvo no parque Monceau em Paris. A vida estranha, misteriosa, seu profundo saber em todas as artes deram a Da Vinci a fama de feiticeiro e herege. O artista foi processado, mas nada se positivando contra ele, foi absolvido, mas a amargura derivada da injusta acusação induziu-o a afastar-se de Florença.

Da Vinci foi também o patriarca dos macacos de automóvel, possuía sólidos conhecimentos sobre este mecanismo 500 anos antes de sua invenção oficial.


013-As 7 maravilhas do mundo antigo


As 7 maravilhas do mundo antigo

-Construídos em diferentes épocas, muitos séculos antes de Cristo , sete formidáveis monumentos foram considerados pelos gregos como as maiores realizações materiais da antigüidade , lhes dando o título de maravilhas. As pirâmides do Egito , O farol de Alexandria , Os jardins suspensos da Babilônia , O templo de Ártemis , A estátua de Zeus , o Mausoléu de Halicanarso e o Colosso de Hodes. De tal relação que data do século 2 Ac , seis desapareceram , deixando dúvidas se realmente existiram. Restou somente as pirâmides.

014 – Combatendo a praga dos escorpiões


Para um pais onde ele virou praga, a noticia chega em boa hora. A Ciba-Geigy, multinacional de produtos químicos e farmacêuticos, está pesquisando a aplicação de um inseticida lançado no mercado há dois anos, para exterminar escorpiões.
É o Diacap, que está sendo testado com apoio de uma equipe multidisciplinar da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu.
Apesar de trazer 30% de diazinon em sua formula-um pesticida organofosforado poluente tóxico – o novo produto não deverá prejudicar o meio ambiente. Embalado em cápsulas plásticas microscópicas que aderem ao escorpião, ele não fica no ar e tem menor quantidade de substancias nocivas, pois usa água como agente de pulverização.
Em análises de laboratório nas universidades federais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro (UFMG e UFRJ), o Diacap mostrou que pode eliminar o escorpião-amarelo, o mesmo que há dois anos infesta a região do Vale do Paraíba. Agora com apoio da Unesp, ele está em fase final de teste de campo, na cidade paulistana de Aparecida, uma das mais atingidas pela Praga.

015-Guerra – Um Soldado de Hollywood


Guerra – Um Soldado de Hollywood

Stan Laurel, o magro das comédias O Gordo e o Magro, lutou na Itália ao lado dos brasileiros. Ele era um dos soldados que trabalhavam na fábrica de fumaça, uma máquina que estrategicamente mantinha o vale sempre nublado, para evitar que do alto do Monte Castelo, os alemães enxergassem todas as movimentações das tropas aliadas e seus canhões.

Ainda hoje, quando um veterano da FEB quer provocar um colega, chama-o de saco B. É o mesmo que dizer que o sujeito passou a guerra sem participar de combates. No saco A, havia o equipamento utilizado na linha de frente. No B, ficavam os utensílios deixados na retaguarda, por exemplo, os uniformes de passeio.

016-A Bíblia e a Arqueologia – Um Choque de versões


A Bíblia e a Arqueologia – Um Choque de versões

A libertação do Egito

Bíblia – No Êxodo, Deus escolheu Moisés como libertador do povo hebreu, enviou as 10 pragas e dividiu as águas do Mar Vermelho. No Monte Sinai, já a caminho da Terra Prometida, Moisés recebeu as tábuas dos 10 mandamentos.

Arqueologia – Não há qualquer registro da existência de Moisés ou dos fatos descritos no Êxodo. Aliás, boa parte dos reinos citados na sua jornada também não existiam no século 12 AC e só surgiram 500 anos depois. A escolha do lugar que passou a ser conhecido como Monte Sinai ocorreu entre os séculos 4 e 6 DC por monges bizantinos.

017-Vacina contra o cigarro


Vacina contra o cigarro

Pelo menos é essa a idéia do laboratório britânico Xenova. A injeção faz a nicotina deixar de fazer efeito no cérebro. Sem ele acaba o prazer e o vício. A mesma empresa está testando uma vacina semelhante contra a cocaína. Se tudo der certo, milhões de vidas serão poupadas do câncer e das doenças cardíacas.

018-Notícias da Astronomia


Uma Vizinha Cósmica

Trata-se da galáxia batizada com o nome de Dwingeloo 1 e que fica escondida no disco da Via Láctea. Ela fica a 10 milhões de anos luz da Terra, isso em termos astronômicos significa que está no nosso quintal, um pouco mais distante que a Andrômeda, a nossa vizinha mais próxima. O nome foi dado em homenagem a um rádio-telescópio na Holanda, por meio do qual a galáxia foi vista pela primeira vez. É do tipo espiral com cerca de 300 bilhões de estrelas, 100 milhões a mais que a Via Láctea.

Discos voadores russos

  • São feitos em uma fábrica em Saratov, a 260 km de Moscou. O projeto começou a ser desenvolvido em 1978 para uso militar. Com o fim da Guerra fria, os fabricantes agora querem utilizá-los para fins comerciais. Batizado de Ekip L3, pode se locomover na Terra e na água. O projeto precisa ainda de 1 bilhão de dólares para entrar em produção industrial. Um protótipo operado por controle remoto foi testado com sucesso em Moscou e outro modelo com capacidade de transporte para 18 passageiros está em teste.